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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

26/08/2013 07:04

Que imagem ficou para quem lembra do ano, dia e hora que chegou a Campo Grande

Paula Maciulevicius
Na cabeça e no coração está o dia, ano e hora que eles chegaram em Campo Grande. O calendário que ficou marcado na alma. (Foto: João Garrigó)Na cabeça e no coração está o dia, ano e hora que eles chegaram em Campo Grande. O calendário que ficou marcado na alma. (Foto: João Garrigó)

São 114 anos na certidão de nascimento. Então para muitos de seus habitantes, o registro de cidade natal é outro. Foi a primeira imagem, à chegada, que os selou como campo-grandenses. Gente que tem na cabeça e no coração o dia e hora em que os pés pisaram neste solo e os olhos viram o nascer do dia ou o sol batendo forte.

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Um dos personagens que Campo Grande teve orgulho de receber foi o comerciante de fogos Policarpo Matias de Lima, de 78 anos. Figura pra lá de conhecida, não só ele como suas histórias. Natural do Rio Grande do Norte ele veio de Três Lagoas de trem à Capital, em uma época que a viagem durava dias.

“Foi dia 20 de fevereiro de 1959, às 6h. Lembro a hora porque era a chegada do trem”, descreve. Com o sotaque ainda arrastado e o peso da idade, no balcão da loja de fogos ele fala da cena que nunca esqueceu. Como a vinda para Campo Grande foi com uma mão na frente e outra atrás, ele se viu durante os primeiros dias sem emprego e nem dinheiro, dormindo ao relento na Praça Ari Coelho.

Depois de passar fome na cidade, a imagem que Policarpo nunca esqueceu foi um banquete de café. (Foto: Simão Nogueira)Depois de passar fome na cidade, a imagem que Policarpo nunca esqueceu foi um banquete de café. (Foto: Simão Nogueira)

“Eu não esqueci. Tinha 20 reais no bolso, cheguei numa pensão na Maracaju e me disseram para você ficar aqui, tem que pagar mês adiantado, eu não tinha dinheiro, só uma mala na mão. Aí a mulher disse eu posso guardar a mala, mas você tem que tomar pelo menos o café. E quanto custa? Era 20 reais, exatamente o que eu tinha e eu paguei. O café valeu almoço. Essa imagem pra mim é ótima, aquela mesa cheia de coisa”.

Poucos anos depois a cidade recebia Manoel Batista de Araújo, hoje com 66 anos. Antes que a gente pergunte se por acaso ele se recorda do dia, ele já responde. “Cheguei aqui em Campo Grande dia 7 de setembro de 1964, às 15h da tarde”.

Por coincidência, ele também nasceu no Rio Grande do Norte, mas a última parada antes da Cidade Morena foi Goiás. Junto com a família ele chegou de ônibus e a primeira cena que os olhos gravaram e que até hoje vem à cabeça é de um desfile de 7 de setembro na 14 de Julho.

“Era muito bonito, tinha fanfarra, as escolas. Era uma coisa muito diferente, hoje não chega nem aos pés do jeito que era”. O relato vem com lágrimas de quem nunca esqueceu o som de boas vindas que o desfile lhe deu.

A fanfarra daquele ano marcou tanto o barbeiro que relembrar o desfile emociona mesmo depois de tantos anos. A fanfarra daquele ano marcou tanto o barbeiro que relembrar o desfile emociona mesmo depois de tantos anos.

A fanfarra daquele 7 de setembro marcou tanto o barbeiro que dois anos depois era ele quem saudava os recém chegados à cidade. O sonho se realizou e a primeira imagem de menino foi protagonizada por ele. “Resolvi desfilar também em 1966”.

Quase duas décadas se passaram. Campo Grande viveu crescimento e nos anos 80 quem chegava era a dona da Anita Calçados. “Foi dia 10 de agosto de 1985. O sol e o céu como nunca havia visto, super brilhantes, pois eu vinha de uma região do Sul, montanhosa e de muito frio”, detalha Anita Maria Bellin.

Há cinco meses a cidade entrava numa contagem regressiva para a inauguração de um novo shopping. No mesmo período chegou a Campo Grande, Murilo Loureiro, para ser superintendente do shopping Bosque dos Ipês. Nascido no Paraná, ele chegou a estudar na Alemanha e morou por anos em São Paulo.

Foram as araras e tucanos que disseram ao superintendente Murilo que Campo Grande era o seu lugar. Foram as araras e tucanos que disseram ao superintendente Murilo que Campo Grande era o seu lugar.

A memória é recente, a vinda é ‘fresca’, então ele se recorda exatamente da sensação térmica que a cidade proporciona aos visitantes. “Cheguei em uma terça-feira quente, por volta das 13 horas. Quando saí do aeroporto já percebi que ia gostar de viver aqui. Vi até araras e tucanos”.

Murilo não fez moradia fixa. Ainda está em um hotel da cidade, mas já sabe que é aqui que pretende ficar. “É uma cidade de facilidades, de tudo perto. Simples, mas onde há de tudo um pouco”.

Nos 114 anos Campo Grande recebeu de braços abertos gente que trouxe avanços, histórias, sorrisos e quem conquistou a vida e a felicidade aqui. A Cidade Morena que abrigou seo Policarpo festeja sua vinda a cada fogos estourados em qualquer canto. A Campo Grande que desfilou aos olhos do ainda menino, Manoel, foi a mesma que anos mais tarde lhe proporcionou realizar o sonho de seguir a fanfarra pela 14 de Julho.

Nos 114 anos Campo Grande recebeu de braços abertos gente que trouxe avanços, histórias, sorrisos e quem conquistou a vida e a felicidade aqui. Nos 114 anos Campo Grande recebeu de braços abertos gente que trouxe avanços, histórias, sorrisos e quem conquistou a vida e a felicidade aqui.



cheguei dia 29/05/1959 de maria fumaça vindo da então desconhecida cidade de Bonito (na época), via Aquidauana, lembro da charrete e o barulho do casco do cavalo a bater no asfalto , só no cento (no centro mesmo), o" biriba" táxi pequeno em frente da estação, hotel Gaspar (o mais elegante), o canal da rua Maracaju, o relógio da 14, cine alhambra, rialto e o sta. helena, edifício nakau o mais alto, radio clube e as inocentes domingueiras,....Campo grande ia completar 50 anos....e da mesma forma que ela me adotou...eu passei a amar essa morena que hoje me enche de orgulho de crescer e construir minha família aqui ( de um Bonitense de nascimento mas campo-grandense de coração)...Dr. Pedro.
 
pedro m.m.vargas em 26/08/2013 22:56:04
já se passaram quase 20 anos que cheguei aqui em campo grande vi e cresci junto com essa bela morena me sinto sul mato grossense de coração.
 
paulo weber em 26/08/2013 22:43:34
Chegamos à Campo Grande em Janeiro de 1975, devido a transferência do meu pai militar do exército. Cacerense de nascimento e Campo grandense de coração. Amo a cidade Morena. Parabéns Campo Grande pelos seus 114 anos.
 
Elisabeth de Araujo em 26/08/2013 20:32:46
Cheguei aqui no dia 02/04/2005 as 2:45 da manhã.... com um tremendo frio na barriga como muitos. Mas hoje, pelo menos ate agora, não troco essa cidade por nenhuma outra!!! Parabéns linda morena!!!
 
Clara Machado em 26/08/2013 17:53:41
Sou campo-grandense de coração, aqui cheguei no dia 09 de Outubro de 1958 aos 17 anos de idade, meu pai militar, hoje com 96 anos e ainda lúcido, nunca mais saiu desta bela cidade, eu estive fora durante 14 anos porém para cá retornei.
 
José Inácio Dias Schwanz em 26/08/2013 17:27:17
Me recordo muito bem a minha chegada aqui em Campo Grande no dia 21 de Julho de 1999 as 4:30 da manha, vinha do interior, não conhecia cidade grande, me deu um frio na barriga, coração disparou, tudo para min era novidade, os prédios os aviões que passavam por cima da cidade, ficava encantado com tudo, cheguei aqui sem nada, nem roupa tinha para usar na cidade, pois vinha da fazenda, hj tem uma vida estrutura, me casei formei minha família, tenho minha casa própria, hj tenho meu pequeno negocio, vivo bem, pois graças essa cidade morena cheia de oportunidades e que recebem bem quem vem de fora!! Eu amo essa cidade, não saiu mas daqui!!! Parabéns Campo Grande pelos seus 114 anos!!
 
Fernando de Paula em 26/08/2013 15:34:05
Pouco me lembro do dia que vi Campo Grande pela primeira vez, pois nasci nesta cidade, onde hoje não resido mais. Porém, a cada vez que retorno para visita-la, compreendo o sentimento dessas pessoas retratadas nesta reportagem. Feliz Aniversário Campo Grande!
 
Silvio Braga Novaes em 26/08/2013 15:24:58
"Cheguei" em Campo Grande dia 02 de janeiro de 1987 às 21:36h. Na maternidade da Santa Casa, pelas mãos do Dr José Albino e sou completamente apaixonada por essa "morena". Parabéns Campo Grande, por abrir os braços a todos que aqui chegam, de suas terras natais ou pátrias espirituais e escolheram ou foram escolhidos por você.
 
Alinny Vilela em 26/08/2013 15:03:10
Cheguei dia 02 de maio de 1986, revoltadíssima, pois não queria viver em uma cidade que não me oferecia nenhum lazer... Estranha... Eu e minha família viemos para ficar apenas um ano, mas, nos apaixonamos, eu particularmente me apaixonei pelo céu tão azul ... tão perfeito. Estamos aqui a 27 anos, meus sobrinhos todos nasceram nessa terra morena, sair daqui nem nos passa pela cabeça... Somos apaixonados por essa terra!!
 
Cleufa Carbajal em 26/08/2013 14:28:16
essa cidade é maravilhosa, tem trabalho pra todos, e com grande orgulho eu digo....é bom este lugar ! PARABÉNS CAMPO GRANDE! cresci aqui e aqui vou ficar ate´´ quando DEUS querer.
 
nanci reis em 26/08/2013 14:18:53
cheguei em campo grande outubro de 79 de trem não me esqueço depois da avenida costa e silva aparecia alguma coisa parecendo cidade o maior prédio era o hotel Gaspar tenho orgulho desta cidade. casei no ano 72 voltei em mina gerais trouxe meu pai minha mãe e mais oito irmãos meus pais já faleceram, mas todos nós temos orgulho desta cidade eu todos meus irmãos trabalhávamos na construção civil nós fizemos parte do desenvolvimento da cidade. como as maior obra paço municipal parque dos poder. barragem do garirova. abraço campo grande.
 
tercio pessoa em 26/08/2013 14:14:02
Cheguei dia 10 de janeiro de 1997, vinda de Juquitiba - SP, trazendo na mala muita saudade das pessoas que lá deixei. Hoje não troco campo grande por outra cidade!
 
Etna Gutierres em 26/08/2013 13:54:32
Parabéns Campo Grande.
Sou paraibano e cheguei em Campo Grande no dia 11 de março de 1985 às 05:00 da manhã , morei durante 27 anos e 26 dias, retornei a Paraíba no dia 07 de abril de 2012 às 05:00 da manhã, moro em João Pessoa lugar de praias lindas, mas cinto muita saudade de Campo Grande.
 
Jó Ramalho de Sousa em 26/08/2013 12:56:44
Cheguei para morar aqui dia 29/01/2005, as 6h30 o ônibus entrou na cidade, pra quem vinha do interior, lembro do frio na barriga, por saber que iria "enfrentar" a cidade grande. Se soubesse que aqui era o paraíso, teria vindo bem antes.
 
jonas inocencio da silva em 26/08/2013 09:24:35
linda matéria, é muito bom relembrar o passado, PARABÉNS CAMPO GRANDE, nossa Capital Morena.
 
JOAO MEDINA FERNANDES em 26/08/2013 08:50:03
imagem transparente

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