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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

04/06/2013 08:37

Quem ainda frequenta curso de etiqueta nos dias de hoje em Campo Grande?

Anny Malagolini
Alunas no primeiro dia do Curso de Etiqueta à Mesa (Foto: João Garrigó)Alunas no primeiro dia do Curso de Etiqueta à Mesa (Foto: João Garrigó)

Etiqueta para comer banana? Ou como se come salgadinho de festa? A professora de etiqueta, Heloísa Helena Trindade, de 55 anos, ensina a ter bons modos a mesa, evitar gafes e assim, em pleno 2013, ainda tem gente frequentando aulas de etiqueta à mesa.

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De família tradicional, Heloísa conta que foi educada a partir dos 10 anos para eventos sociais e, por pertencer a uma família importante, teve que aprender cedo a ter bons modos. Para isso, até no exterior foi estudar.

A professora diz que a maioria dos alunos mudaram de vida para melhor recentemente e por isso precisam aprender as regras no novo meio, mas há participantes de todas as idades e também pessoas que já frequentam a alta sociedade, como Procuradores e Desembargadores.

Nas aulas, Heloísa ensina, por exemplo, que o salgadinho de festa deve ser pego somente com a mão esquerda, enquanto a mão direita deve estar envolvida com o guardanapo, pois é a mão do cumprimento e tem de estar sempre limpa.

Comer e beber ao mesmo tempo? Nem pensar! Segundo ela é falta de educação.

Heloisa rebate de pronto qualquer comparação com "frescura". “Etiqueta a mesa é delicadeza, é um adestramento social”, define a professora.

Elizabeth Miranda da Silva, de 38 anos, é mestre em Química e, além do conhecimento pessoal, quis aprender boas maneiras para evitar constrangimentos na hora de escolher os talheres e copos certos para cada tipo de refeição, “Já passei vergonha em restaurante, as pessoas reparam quando você está comendo”, conta.

Mas além do uso pessoal, tem participantes que querem usar a educação a mesa pela profissão. A nutricionista Adrielle Doretto, de 22 anos, decidiu entrar no curso, já que trabalha com alimentação, “Já sei o básico, nunca passei vergonha, mas acho importante saber se portar em qualquer ambiente”.

Depois de passar vergonha, a vendedora autônoma Dalva, resolveu entrar no curso. Em uma experiência nada agradável, ela conta que o pedaço de frango a passarinho “voou” do prato enquanto tentava comer com garfo e faca.

E para quem tem curiosidade, Heloisa explica que o frango a passarinho, que tanto causa duvida, pode ou não ser comido com as mãos. Ela conta que deve, mas é preciso ter “lavanda” na mesa, um pequeno recipiente com água, para limpar as pontas dos dedos.

O curso é oferecido pelo Senac e a próxima turma tem início no dia 15 de julho, com duração de 5 dias e aulas de aproximadamente 4 horas diárias. Para participar, o interessado tem que desembolsar R$198,00, mas a promessa é de sair da aula pronta para um jantar real.




Agradeço a todos pelos comentários carinhosos e de incentivo ao meu trabalho. Abraços!
 
Profª.Heloísa Helena Trindade em 06/06/2013 11:23:49
Para quem gosta do tema, eu estou inclusa, a matéria é mesmo oportuna, parabéns Campo Grande NEWS !

Eu fiz esse curso e recomendo, a professora é simplesmente uma mestra na arte de transmitir seus conhecimentos!

 
Divina Lemos em 04/06/2013 21:49:57
Seria interessante um curso de "bem vestir", pois a gente vê cada coisa estranha nas ruas!
A maioria das pessoas pensam que por estar na "moda" ou ser usado na novela já se pode usar na feira, no mercado ou na festa.
Há quem vá a entrevista de emprego com a mesma roupa que vai ao calçadão da praia.
Usar a roupa adequada a cada local e horário seria interessante !
 
Eny Feliz em 04/06/2013 17:02:46
Não bastava tanto, o mínimo de educação já seria suficiente, como, não jogar lixo nas ruas, respeitar os outros, ouvir musica em volume audível... éh! acho que, táh dificil!... por isso que o Brasil "nunca" chegará nem perto do primeiro mundo...
 
Augusto José Meira em 04/06/2013 11:32:59
Ótima idéia, poderiam tambem criar um curso de boas maneiras em fila de banco, como tratar um vendedor de loja, usar o bom senso , perguntas idiotas, se a gente for ver tem muita coisa , tem como ganhar uma grana com isso heim .....
 
Lizeti Aparecida Zanineli em 04/06/2013 11:29:11
A etiqueta deveria ser obrigatória, mas não só à mesa, mas em todo lugar, as pessoas precisavam aprender tudo, desde um bom dia, por favor, me desculpe, enfim, o que o povo menos tem nos dias de hoje é educação e etiqueta, a sociedade está cada vez mais chula, hoje em dia ser educado virou diferencial, porem infelizmente a maioria das pessoas não ligam mais para isso, é uma pena.
Parabéns à iniciativa da professora Heloisa que luta até hoje por um mundo mais civilizado, pena que só os novos ricos frequentem suas aulas.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 04/06/2013 10:47:46
Bom eu gostaria de fazer, mas as pessoas quase não ligam para este tipo de aprendizado, mas acho que estas aulas de etiqueta deverião ter até nas escolas, pois em outros países tem! Outra coisa é a postura de ética, não deveria ser cursos e sim uma aula diária, assim iria fazer uma grande diferencia, concordam?
 
JEFFERSON DIAS em 04/06/2013 10:08:28
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