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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

29/02/2016 06:56

Quem aprendeu a se amar usando manequim 50 agora desfila autoestima na passarela

Paula Maciulevicius
Se aceitar usando 50 demorou, mas agora Andressa escancara a beleza por onde passa. (Foto: Paula Maciulevicius)Se "aceitar" usando 50 demorou, mas agora Andressa escancara a beleza por onde passa. (Foto: Paula Maciulevicius)
Andressa em traje de gala. (Foto: Leka Lima)Andressa em traje de gala. (Foto: Leka Lima)

No manequim, 50, no rosto, um sorriso que não lhe cabe. Andressa Flores tem 22 anos, é estudante de Direito e nesse sábado foi a primeira vez que ela pisou numa passarela. Com as fotos, ela já é familiarizada, a jovem faz trabalhos como modelo para redes sociais de lojas plus size e ao se ver e se aceitar, passou a enxergar um mercado profissional ainda pouco explorado.

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Durante o desfile da loja Belle e Tal, no próprio espaço do estabelecimento, Andressa e todas as outras modelos por um dia, usaram traje íntimo, moda praia, esporte e social. Não eram as roupas que estavam em destaque e sim a autoestima de cada uma delas na passarela. "Eu fico muito feliz, é uma chance de mostrar nossa beleza", resume a estudante.

Durante desfile, Andressa e outras modelos por um dia, usaram traje íntimo, moda praia, esporte e social.Durante desfile, Andressa e outras modelos por um dia, usaram traje íntimo, moda praia, esporte e social.
Patrícia no traje esporte. (Foto: Leka Lima)Patrícia no traje esporte. (Foto: Leka Lima)

Antes Andressa conta que não tinha também a "chance" de andar na moda pela falta de olhar das marcas para os manequins maiores. Se "aceitar" usando 50 demorou, mas agora ela escancara a beleza por onde passa. "Eu sempre fui gordinha, desde criança, mas eu fui aprendendo que não quero ser ninguém que não sou, eu amo meu corpo e hoje não tenho vergonha de mostrar", exibe.

Maria Fernanda Borges tem só 16 anos e uma segurança tanto na passarela quanto fora dela. A estudante usa roupas entre o 48 e 50 e diz que diante do sofrimento na escola por estar acima do peso, teve de escolher entre superar ou não. "Escolhi superar, dar a outra face e desfilar é muito legal, eu me sinto poderosa". A superação foi levada para a passarela, em passos confiantes, ela posou para as fotos e o público que acompanhava o desfile.

Ao lado dela, a pedagoga Viviane Barbosa, de 45 anos, já tem experiência. Em 2004 foi eleita a gordinha mais bonita de Campo Grande por uma marca de roupas plus size. Com manequim que varia entre o 50 e 52, ela mostra que não vai ter só magrinha na passarela não.

"A gente vê que não são só as magrinhas que têm poderes, que são bonitas. A gente é bonita e sensual da mesma forma", prega. "Eu não sou a única gordinha do mundo e na passarela levo comigo minha autoestima, que está lá em cima", resume.

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Meninas levaram elegância e autoestima lá em cima para a passarela. (Foto: Leka Lima)Meninas levaram elegância e autoestima lá em cima para a passarela. (Foto: Leka Lima)



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