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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

10/12/2014 07:09

Quem disse que o “sonho da vida da gente” precisa ser um negócio bilionário?

Mariana Monge
O meu sonho é apenas poder contar histórias e que elas cheguem aos olhos e ouvidos das pessoas (Foto: Vanessa Atanásio)O meu sonho é apenas poder contar histórias e que elas cheguem aos olhos e ouvidos das pessoas (Foto: Vanessa Atanásio)

Passei muito tempo da minha vida tentando descobrir qual era o meu sonho. Afinal, o que me movia? O que eu realmente “queria ser quando crescer”? Confesso que essa pergunta me tirou o sono por muitos anos. Ela tiquetaqueava dentro do meu peito e da minha cabeça como uma bomba-relógio, que me avisava que as horas estavam passando. O tempo zombava da minha cara, me dizendo que eu estava quase nos 30 e ainda não sabia qual era o meu sonho de vida.

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Bingo! Era por isso que eu odiava fazer aniversários. Era mais um ano. Mais um que se passava sem que eu matasse a charada do bendito SONHO DA MINHA VIDA. E nada era mais angustiante do que conviver com a eterna busca de algo que eu não fazia ideia de por onde começava. 

Até que um dia, desisti de tentar ser igual a todo mundo, que faz planos, traça metas, estabelece objetivos, tem foco e força... Resolvi ficar só com a fé. Abracei o que tinha para hoje e dei o melhor de mim, sem fugir do ofício. Afinal, já que não se sabe para aonde se está indo, qualquer lugar está de bom tamanho.

Foi então que vi que sempre tive um sonho e que ele estava perto de mim o tempo todo... Um papel, uma caneta, um copo de café e uma boa história para contar. 

Pode parecer romantismo demais, do tipo “um amor e uma cabana”, que não enche barriga de ninguém. Mas quem disse que o “sonho da vida da gente” precisa ser um negócio bilionário??? Percebi que enquanto eu buscava uma forma padronizada de sonhar, acabava limitando a mim mesma e boicotando aquilo que sempre almejei.

O meu sonho é apenas poder contar histórias e que elas cheguem aos olhos e ouvidos das pessoas. O resto, parte prática e racional, faço apenas para sobreviver.

*Mariana Monge é jornalista e colaboradora do Lado B. Mais textos na página da autora - Mariana Monge.




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