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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

01/10/2014 06:51

Resgatada com a mandíbula fraturada, grupo pede doações para cadelinha internada

Paula Maciulevicius
Desde o dia 20 de setembro, a cadela está na clínica Prontovet, se recuperando. (Foto: Marcelo Victor)Desde o dia 20 de setembro, a cadela está na clínica Prontovet, se recuperando. (Foto: Marcelo Victor)

Cidoca é fofa, brincalhona, boazinha e foi com o olhar de cachorrinho que caiu da mudança que ela conseguiu o resgate. Há 10 dias, entrou numa rodinha de jornalistas, na Avenida Três Barras, em Campo Grande e teve a atenção que procurava pelas ruas. Eles notaram que a boca tortinha era consequência do maxilar quebrado, a colocaram no carro e levaram para receber o tratamento adequado, numa clínica veterinária.

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Quem conta a história é o jornalista Victor Barone. No mesmo fim de semana do resgate, eles já postaram a história no Facebook e conseguiram levantar recursos para bancar a estadia da cadelinha na clínica. Sem nome, decidiram batizá-la de "Cidoca", em homenagem a uma das jornalistas que a tirou das ruas, Cida. 

A situação inicial, segundo Barone, apontava para uma cirurgia de correção no maxilar. Cidoca passou por veterinárias, especialista em bucomaxilo e fisioterapia em cães, para chegar a uma linha de tratamento, que descartou a operação. "Elas chegaram a conclusão de que a fratura tem quase 1 ano e que como ela estava vagando naquela situação há um tempão, já estava muito calcificada. Fazer a correção seria arriscado", conta Barone.

De focinho de fora, registro dias depois do resgate. De focinho de fora, registro dias depois do resgate.

Como não havia 100% de certeza quanto à recuperação com a cirurgia e ainda ponderando que o processo seria muito dolorido, o grupo que está com a tutela de Cidoca optou por tratar, mas sem a operação. "Achamos por bem não fazer a cirurgia. Ela só consegue comer comida mole, bebe água", descreve Barone.

Desde o dia 20 de setembro, a cadela está na clínica Prontovet, no bairro Monte Castelo, passando por exames, recebendo vacinas e o tratamento necessário para combater a doença do carrapato. Em questão não está nem a adoção, Cidoca ganhará um lar em breve, assim que tiver alta, mas o grupo precisa arcar com os gastos do pet.

"Começamos a angariar recursos para isso, acabei me apaixonando pela cachorrinha, minha mãe gosta muito de animais e topou ficar com ela", diz o jornalista. Mas até que as medicações sejam todas feitas e o tratamento finalizado, o custo da estadia na clínica deve ficar, calcula o grupo, em R$ 2 mil.

"Estamos numa campanha de doação solidária, ainda estamos arrecadando recursos, se sobrar dinheiro, vamos comprar o máximo possível de comida em lata e deixá-la prontinha", resume Barone.

Cidoca não tem raça definida, mas para quem é apaixonado por bicho, isso não faz diferença nenhuma. Segundo os veterinários da clínica, ela é adulta e deve ter pouco mais de 5 anos. Ao Lado B, a veterinária Fabiana Bergamo explica que a fratura na mandíbula é antiga e foi grave. "Com certeza foi um trauma, pode ter sido atropelamento, um chute, maus tratos mesmo", acredita.

A boca tortinha gerou contratura da musculatura de maneira inadequada e no local fratura, o osso sofreu absorção. "Como se tivesse desaparecido parte do osso, o tratamento seria muito prolongado. Hoje não volta para o lugar, se operasse teria de tentar um enxerto ósseo", avalia a veterinária.

Cidoca tem qualidade de vida, está bem e como convive há tanto tempo com este problema, que se adaptou. Ela consegue se alimentar e não manifesta dor. O que leva a crer que para a cadela, é uma questão de estética. A alimentação, segundo a veterinária é pastosa, mas ela até dá conta de comer ração desde que seja bem pequenina. A hipótese apontada pela veterinária é de abandono mesmo. "Talvez ela tenha sido abandonada quando o acidente aconteceu. Isso reforça a posse responsável, quem não pode cuidar, não pode custear o tratamento de um animal, não deveria pegá-lo", resume.

Para ajudar nas doações, os leitores podem entrar em contato direto com o jornalista Victor Barone, pelo celular: 8113-1292 ou então com a Cidinha no 8408-9554.

Cidoca tem qualidade de vida, está bem e como convive há tanto tempo com este problema, que se adaptou. (Foto: Marcelo Victor)Cidoca tem qualidade de vida, está bem e como convive há tanto tempo com este problema, que se adaptou. (Foto: Marcelo Victor)



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