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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

15/01/2014 06:31

Rolezinho é invenção de Campo Grande, de dias em que o ônibus era de graça

Ângela Kempfer
Um dos rolezinhos na semana do Natal, em São Paulo. (Foto: Terra)Um dos rolezinhos na semana do Natal, em São Paulo. (Foto: Terra)

Essa história de gente pobre ir para shopping center e revoltar os ricos da cidade não é novidade para quem vive há anos em Campo Grande. Na verdade, é invenção nossa, dos tempos de “Passe-Livre” aos domingos, gratuidade que durou 8 anos, uma vez por mês.

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Independente do motivo que deu origem ao projeto implantado pela prefeitura em 97, válido durante as duas administrações do ex-prefeito André Puccinelli, na prática foi algo socialmente revelador. Era dia do “povão” sair dos bairros mais afastados e ir dar o tal “rolezinho” no Shopping Campo Grande, o único da cidade até então.

Não havia crimes dentro do centro de compras, mas a presença do "povão" já assustava, também porque alguns abusavam. “Quem trabalhou no shopping nunca se esquecerá disso”, sentencia a publicitária Carol Boaretto. “Eu me recordo de situações como estar na loja e olhar para fora e ver a galera correndo... alguns passavam por dentro das docas e chutavam as portas. Não era todo domingo de ônibus free que isso acontecia. Não eram todos que faziam isso”.

Para evitar tumulto, a segurança era redobrada, lembra a ex-vendedora. “Nunca precisei fechar as portas da loja por conta do movimento no domingo, mas era notável mais seguranças nos lugares de maior movimento, como lá fora, na Praça de Alimentação.”

Foi perguntar no Facebook quem se lembrava do “Passe-Livre“ e em menos de 2 horas já eram mais de 260 comentários, a maioria no mesmo tom dos depoimentos de pessoas que hoje dão de cara com a periferia em shoppings de São Paulo.

“Pura bucha, só dava ‘peba’, a violência tinha aumentado por causa disso”, comenta Kamylla Fernandes na página do Campo Grande News no Facebook.

Era essa maioria inesperada que impunha medo e incomodava. Em dias de Passe-Livre, quem aparecia para fazer compras, comer ou ir ao cinema, tinha de ficar na fila do quiosque da casquinha do McDonald's esperando famílias inteiras comprarem o sorvete.

"A gente era pobre. Então lembro que a minha tia pegava eu, minha irmã e meus dois primos para ir do Parati até o shopping só para tomar sorvete. A gente adorava, mas na volta era uma multidão dentro do ônibus, uma loucura", conta Luciana Custódio.

Ester Aquino tinha outro destino, seguia até o Noroeste, para visitar os parentes. “Eu, meus filhos e marido tínhamos carro, mais para economiza íamos de ônibus”. ClaudioZarateSanavria também tirava a data para conversar longe de casa. “Eram dias de ônibus ‘desgraça’...mas eu era tão quebrado que só podia visitar meu pai nestes dias.”

A recordação não é das melhores para a maioria. “Lembro que as famílias deixavam de sair de casa com medo dos vandalismos que aproveitava a situação de graça para aprontar ..... graças a Deus não tem mais”, diz Gil Miranda.

Além de muita gente nas ruas (sem exagero), a Polícia Militar também estava lá. Quando anoitecia, era comum se deparar com a garotada passando por revista dos PMs, principalmente na região do Horto Florestal, onde havia show de graça. Também sobrava denúncia de violência policial.

Tinha gente que nem saia mais de casa, só para evitar o contato. "Não dava para enfrentar tanta gente estranha.  No shopping, por exemplo, as lojas nem ficavam cheias, porque ninguém ia para comprar, mas os corredores e a praça da alimentação tinha muita aglomeração. Depois, a gente ouvia que tinha roubos, apesar de nunca ver nada. Acho que foi a pressão dos comerciantes que terminou com o passe", avalia Roseana Carceres.

Depois de muita reclamação, em 2005 o Passe Livre acabou, para felicidade de quem hoje quer ir ao shopping sem ter de dividir espaço com a periferia em massa.

Para sociólogos que vem analisando a “invasão” da gurizada em shoppings de São Paulo, o que leva tanta gente para esses locais quando há oportunidade é o posto que eles ocupam no mercado de consumo. Uma das avaliações que parece resumir melhor a situação é do sociólogo Rudá Ricci. “É onde está tudo, a TV de plasma, o celular, cinema, comida legal, gente bem vestida. Todo mundo quer estar lá. O que eles querem dizer é por que não tenho direito de estar aí? No fundo não temos nenhuma diferença. Sou consumidor, você também”. Outros acham que tanta polêmica existe por que alguns brasileiros se consideram mais cidadãos que os outros.

Em tempo - Para quem está por fora do assunto, a garotada da periferia tem organizado pela internet passeios por shoppings paulistas e já fez locais granfinos, como o Shopping JK, entrar na Justiça com pedido de liminar para impedir o acesso do povão. Agora, os movimentos sociais organizam protestos contra a discriminação, em diferentes capitais brasileiras, inclusive, em Campo Grande.




Agora sobre esse lance aí de shopping ser p/ rico e pobre querer comprar.. cara.. okay, há cartões de loja e de crédito tbm, conhecem? Super parcelam (y). Tbm assim, se sente ofendido, pq vai? Cada um no seu espaço. Roupas de grifes são feitas para ricos e ponto. Ou daqui a pouco estará havendo protesto na Oscar Freire com o povo de baixa renda protestando. Quer comprar uma calça de 800 de grife? TRABALHE p/ isso, ESTUDE p/ isso. Pq quem tem p/ comprar, com certeza ralou para isso (se n a pessoa, alguém da família q investiu para o futuro). Simples assim.
Parece até que pessoa de baixa renda n tem o que vestir se n for de grife, q tem q ser tudo ao mesmo preço.. por favor né gente. Riachuelo vende roupas lindas, mas já vi assalariado falando que é roupa de pobre e quer comprar na Colcci.
 
Beatriz Helena em 18/01/2014 00:34:01
Já trabalhei no shopping e ninguém queria trabalhar sexta-feira. Pq? Nada a ver com passe livre, mas olha só... o shopping ficava LOTADO de crianças/adolescentes (sem querer falar nada, mas a maioria com aquela camisa azul de uniforme) que passavam correndo e gritando pelos corredores, entravam nas lojas e mexiam em TUDO, faziam bagunça e tinha que ir gente ficar seguindo. Era um INFERNO! Na hora de voltar para casa, parecia um circo com gente pulando, gritando, bebendo e fumando maconha dentro no ônibus, e vc tem que ficar quietinho.
 
Beatriz Helena em 18/01/2014 00:29:50
Sr. João de Silva. Também nasci pobre e trabalho e estudo em uma universidade gratuita e de qualidade, mas isso não me faz concordar com a repressão e a higienização que o Estado faz com esses adolescentes. Se olharmos como vive a maioria dessas pessoas podemos perceber que boa parte trabalha na construção civil ou seja trabalha pesado, mora na periferia e cresce em meio a traficantes ostentando riqueza. A partir dessa conjuntura que se pode fazer uma análise mais concreta da situação.
 
daniel wirti em 16/01/2014 09:46:02
isso é resultado do apartheid social criado pelos "burgueses": shopping"s, Alphaville, dahma, lojas de grife.... enfim.... a classe pobre é maioria esmagadora e, em um determinado momento ela irá reagir contra esse sistema posto: agora é o tal do rolezinho.
 
nilson antonio em 15/01/2014 18:07:49
Quanto ao passe livre lamento somente pelos três dias que usei quando fui fazer concurso. Era o caos.
Quanto ao rolezinho, simples, basta colocar segurança nos locais. Os maus intencionados se sobressaem... na hora da ação deles façam o que tem que ser feito.
 
Antônio Marcos Alencar em 15/01/2014 17:00:52
Dane-se o rolezinho, vão trabalhar, se não tem dinheiro pra comprar no shopping não compre. Se são pobres, vão estudar e trabalhar e terem direito pra que seus filhos não sejam pobres.

Esse país já tá no limite, tá na hora de abandonar esse país, chega.
 
Marcelo Rezende em 15/01/2014 15:46:40
Parece até que isso merece minha atenção. Esse assunto é aborrecedor. Farei um "rolezinho" pelos canais da minha TV. Zapeando com o controle remoto. Deitado confortavelmente no meu sofá. Definitivamente, não me importo!
 
Ivan Ilitich em 15/01/2014 14:40:10
Acho que todos têm o direito de ir e vir, claro que as vezes isso dependerá do bolso de cada um, inventar desculpa para poder andar em bando é algo que deve ser bem avaliado. Não digo que o criador dessa ideologia seja uma pessoa com más intenções, mas creio que usar de centenas ou até milhares de pessoas para poder tomar coragem de ir ao “shopping” ou sei lá onde, não é lá muito sábio, pois acabará indo com pessoas que nem ao menos conhece. E ai, quem vai se responsabilizar se houver uma baderna? Ou se tiver assaltos e etc... Digo e repito, todos somos livres, porém devemos tomar cuidado, pois existem muitos lobos disfarçados. E em resposta aos muitos comentários, ninguém é coitado, pois somos seres capazes, se hoje não podemos algo, devemos lutar por aquilo! Trabalho e estudo são coisas essenciais para poder desfrutar de direitos coletivos.
 
Johnny M. Larroque em 15/01/2014 14:27:40
Apenas assustada com tamanha ignorância e estupidez em uma matéria só. Você, dona Jornalista, acaba de agredir ferozmente boa parte da população campo-grandense ao tomar partido perante um assunto tão delicado e ao mesmo tempo tão claro. Digo, deveria estar claro na cabeça das pessoas que não se deve deduzir nada sobre a personalidade de alguém simplesmente pela cor da pele dela. E que maneira de tratar o povo é essa??? "Essa história de gente pobre ir para shopping center e revoltar os ricos da cidade não é novidade para quem vive há anos em Campo Grande." e "Depois de muita reclamação, em 2005 o Passe Livre acabou, para felicidade de quem hoje quer ir ao shopping sem ter de dividir espaço com a periferia em massa." foram trechos que realmente me chocaram por tamanha babaquice.
 
Camila Nantes em 15/01/2014 12:42:30
Flash mob nada tem a ver com isso tudo. Flash mob é uma mobilização em lugares públicos ou de grande movimento, para fazer uma apresentação coreografada, seja para fazer promoção de alguma coisa, ou por pura diversão. Só que o flash mob não envolve baderna, nem violência e nem saques, o nome disso vandalismo, e acontece em qualquer lugar onde tenha gente mal intencionada, independente de classe social ou etnia.

Vocês podem fazer o "rolezinho" de vocês onde quiserem, com quantas pessoas quiserem. Mas estejam atentos ao fato de que sempre haverá algum vândalo infiltrado para desqualificar o movimento de vocês, e no final de tudo, VOCÊS é que vão levar a fama, e não aqueles que sacanearam com a real intenção de vocês.
 
Mériele Oliveira em 15/01/2014 12:36:31
Pra mim, isso é programa p/ quem não tem o que fazer, um bando de desocupados, que ficam atrapalhando a vida de pessoas que trabalham!Na idade dessas pessoas eu já estava trabalhando a muito tempo, desde os 13 anos de idade!Vão arrumar um trabalho,
estudar que vcs ganham muito mais.Se não ajudam, não atrapalham!
 
João Alves em 15/01/2014 12:20:32
Só não entendo essa de sair em grupos, quer ir ao Shopping, tudo bem ,é livre. O que esta errado é se organizarem para irem em grupos, e criar panico com correria e baderna , e sem essa de dizer que é discriminação, pra mim isso é formação de quadrilha, e tem que ser punido sim, pois vou ao shopping e encontro amigos, consumo, me divirto.Tudo isso sem marcar encontro com pessoas que eu nem conheço.
 
Juarez Delmondes em 15/01/2014 11:56:15
SEM COMENTÁRIOS. TANTA COISA IMPORTANTE E O POVO FICA LIGANDO PRA ROLÉZINHO. TENHA PACIÊNCIA.
ACHO MUITA COISA DE QUEM NÃO TEM O QUE FAZER.
 
Estevão Carlos em 15/01/2014 11:15:51
OLA! NO PERÍODO DA GRATUIDADE CONCEDIDA PELO SR: ANDRE PUCCINELI E PAGO COM RECURSOS PUBLICO, GERAVA TRANSTORNOS CONFLITOS E ATE ASSASSINATOS DE TRABALHADORES DO TRANSPORTE COLETIVO, NÃO TENHO BOAS RECORDAÇÕES DESSE PERÍODO. QUEM NÃO ESTA PREPARADO PRA CONVÍVIO SOCIAL TEM QUE BUSCAR O BANCO DE ESCOLA PRA SE INTEGRAR SOCIALMENTE!
 
Custodio Jose Neto em 15/01/2014 10:52:12
Sr. Daniel Wirti, trabalho não é desculpa para parar de estudar. Eu nasci pobre, trabalho das 8hs até às 18hs, ganho salário mínimo e nem por isso desisti, pelo contrário, hj sou bolsista integral de engenharia civil numa grande universidade do estado. E pq? porquê em vez d arrumar uma desculpa, corri atrás, não fiquei organizando "rolezinho" ou algo do tipo. E quanto à burguesia, aos filhos de papai que não trabalham, enfim, se hj possuem condições, alguém fez por merecer, seus pais ou avós, não é motivo de comparação. Experimente fazer o mesmo e talvez os seus descendentes serão gratos pelo conforto que futuramente você poderá lhes proporcionar.
 
João de Silva em 15/01/2014 10:37:01
Parabéns pelo comentário Djane! É de pessoas como vc, de atitude louvável e sensata que o Brasil precisa! Que Deus te abençoe!
 
Ricardo Boretti em 15/01/2014 10:14:57
eu sou pobre, ganho 800 reais por mês e adoro shopping, não me sinto discriminada, isso é coisa de gente complexada, quem nasceu rico não tem culpa, não escolheu e não tem culpa q nasci pobre e órfã, o shopping é um espaço democrático, nunca fui barrada de entrar, vão trabalhar e estudar e lutar por seu lugar ao sol, gente e atende mal e é preconceituosa tem em todo lugar, vcs da periferia estão tendo preconceito com os ricos, sejam mais tementes a Deus e menos materialistas
 
djane alves gomes em 15/01/2014 10:08:42
Isso não era "rolezinho" não! Era maloqueragem mesmo! O que eu acho engraçado é que esses não arrumam tempo e nem se mobilizam dessa forma para arrumar emprego! Ta ai a prova de que o sistema jurídico no Brasil precisa urgentemente de uma reforma! Não adianta a polícia tentar combater a criminalidade se esse dementes estão "treinando" para serem arruaceiros! Menor de 18 anos não pode ser preso, mas tem "maturidade" suficiente pra fazer esse tipo de coisa! Redução da maioridade penal já! Ai eu quero ver esses vândalos fedelhos ficarem juntos com assassinos e estupradores! O "rolezinho" vai sair mais caro do que a encomenda!
 
Ricardo Boretti em 15/01/2014 10:06:32
Se fosse a "classe média" seria flash moob. Alguns vão falar para esses "bardeneiros" da periferia ir trabalhar e estudar. Bom, trabalhar provavelmente a maioria trabalha, são os próprios que constroem os edifícios que essa mesma "classe média" mora, estudar alguns já são evadidos das escolas, devido a necessidade de trabalhar. Do outro lado os filhos da burguesada ninguém manda trabalhar, eles não trabalham e quando muito estudam ou fingem que estudam em alguma faculdade paga pelo papai. Contraditório não?
 
daniel wirti em 15/01/2014 10:04:11
Não podemos esquecermos que no período da Ditadura Militar o país ficou estagnado em direitos e liberdades e esta estagnação vem sim com força total e a forma são das mais imprevisíveis possível. O reflexo mais percebido é o distanciamento das periferias e o centro consumidor das classes média alta e a elite e dificilmente governantes saberá lidar com esta "demanda represada consumidora recente" querendo ser ouvida e para isso utilizam mesmo e usem da intimidação e da violência. Não podemos nos esquecermos que nós adultos de hoje fomos crianças e adolescentes reprimidos pela ditadura militar e hoje essas crianças e adolescentes tem liberdade para manifestar e é preciso ouvi-los e orientarmos sobre como se comportar em uma país democrático, caso contrário tende explodir-se em sectárismo.
 
ireomar Souza Ferreira em 15/01/2014 10:02:31
Esse pretexto do "rolezinho" é tão absurdo quanto um "burguês" protestar contra o preconceito antielitista nas ruas da favela.

Como disseram acima,o passe-livre foi REVELADOR. E se o trabalhador justo perdeu o benefício, a culpa é dos maloqueiros que assim como não sabem cumprir com seus deveres (desrespeitam as leis, não dão a mínima pros estudos, vandalizam locais públicos, etc), usufruem pessimamente seus direitos.

O todo paga pela minoria, simples assim.

Em bairro de "burguês" as praças são bem cuidadas porque as pessoas tem educação e não quebram as coisas, dá pra investir em projetos melhores. Mas vai fazer isso na periferia, é dinheiro jogado fora!!! Tem gente de bem? CLARO que tem, tem trabalhador de verdade, famílias decentes... e tbm o povo do rolezinho, que lasca com tudo.
 
Afonso Benites em 15/01/2014 10:02:03
Não é preciso usar a força pra essa gurizadas desocupada por parte da PM, os segurança do shopping pode fazer muito bem isso, afinal esse espaço é particular. O que precisa é identificar cada um deles e aí sim tratá-lo como com rigor da lei. Cade as imagens da cameras? O trabalho de informação/inteligencia da policia, se é que existe pra rastrear e desarticular esses "encontros"?
 
Carlos Lamarca em 15/01/2014 09:59:26
Isto não é um movimento de protesto e sim uma festa para maloqueiros. Quem se sente discriminado, basta ir a luta, trabalhar, estudar e conseguir um lugar ao sol. Não podemos confundir protesto com o que estes maloqueiros que não trabalham fazem que é bagunça e barulho e sabem que não tem nada a perder porque a nossa lei não pune adolescentes baderneiros que dão prejuízo a sociedade.
 
Flavio Matos em 15/01/2014 09:00:42
Como sempre o caipira do mato copiando a cidade grande.
 
Alexandre Silva em 15/01/2014 08:59:46
Concordo q ouve um pouco de excesso por parte de alguns usuário do passe livre aos domingos, mas não podemos generalizar a todos,eu acho que usaram este pretexto para tirar o direito do trabalhador usar este beneficio.
 
Laudenor ferreira em 15/01/2014 08:56:29
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