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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

13/10/2012 12:05

Sábado de feriadão tem movimento "quase normal" em Campo Grande

Elverson Cardozo
Praça Ary Coelho foi um dos locais que o campo-grandensse aproveitou para descansar. (Foto: Rodrigo Pazinato)Praça Ary Coelho foi um dos locais que o campo-grandensse aproveitou para descansar. (Foto: Rodrigo Pazinato)
Chafariz era um dos cenários preferidos para fotos. (Foto: Rodrigo Pazinato)Chafariz era um dos cenários preferidos para fotos. (Foto: Rodrigo Pazinato)

A semana do saco cheio está chegando ao fim e o movimento, nas ruas, começa a voltar ao normal. No centro de Campo Grande, a maioria das lojas abriu as portas na manhã deste sábado (13). Quem saiu de casa, sozinho ou acompanhado, aproveitou para descansar e curtir o dia. Quem não teve opção entrou cedo no trabalho.

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A praça Belmar Fidalgo amanheceu movimentada com o XXII Circuito Estadual de Voleibol, da Federação de Voleibol de Mato Grosso do Sul, mas o torneio não intimidou os frequentadores assíduos do local.

Solange Alves, de 61 anos, saiu do Jardim TV Morena, onde mora, para caminhar. A professora aposentada costuma ir ao Belmar à tarde, mas, como o sábado prolongou o feriado, adiantou o exercício.

Mesma coisa fez a bancária Ana Cristina Ferreira Arruda, de 44 anos, que preferiu ficar na academia ao ar livre. A viagem para Minas Gerais já estava programada, mas teve de ser cancelada porque a filha, Maria Vitória, de 11 anos, torceu o pé na escola.

O jeito foi ficar em casa, “arejando” a cabeça, organizando a bagunça. A folga ajuda a aliviar o estresse e esquecer a rotina turbulenta de 30 horas semanais que, às vezes, extrapola. “A gente sempre agradece o feriado”, disse.

Praça Belmar Fidalgo também amanheceu movimentada. (Foto: Rodrigo Pazinato)Praça Belmar Fidalgo também amanheceu movimentada. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Do lado de fora do parque, o vendedor Luiz Antônio de Almeida curtia o jogo, mas também faturava. Às 10h, já tinha vendido 50 cocos. A média, por dia, é de no mínimo 200, mas no feriado sai cerca de 150.

“Se cair para trabalhar no feriado eu venho”, afirmou, ao explicar que os ambulantes, ali, trabalham por escala.

Luiz queria pescar no rio Aquidauana, mas a viagem ficou só nos planos. O clima é que foi o culpado, justificou. Agora, o único programa previsto é para hoje à noite: Um lanche com a esposa e filha de 2 meses, em qualquer lugar do Rita Vieira III.

No centro da cidade o trânsito e o comércio voltaram a dar sinais de vida. Lanchonetes, PagFácil e os pontos de ônibus estavam, novamente, lotados, dando a sensação de que a segunda-feira já chegou.

A praça Ary Coelho foi um dos locais que o campo-grandense escolheu para passar o tempo. No playground infantil crianças tiraram manhã para brincar. O chafariz era um dos cenários mais disputados para fotos. “Faz um favor para um senhor idoso?”, pediu o mestre de obras, Dante Teodoro Borges, de 68 anos, me entregando o celular. “Tira uma foto do chafariz, por favor”, completou.

Bancária tirou o feriadão para descansar e tentar esquecer a rotina turbulenta. Bancária tirou o feriadão para descansar e tentar esquecer a rotina turbulenta.
Dante foi ao centro para trocar o presente da neta. Aproveitou para fotografar o chafariz da Ary Coelho. (Foto: Rodrigo Pazinato)Dante foi ao centro para trocar o presente da neta. Aproveitou para fotografar o chafariz da Ary Coelho. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Dante foi ao centro para trocar o presente que deu à neta de 8 anos. A blusa não serviu. Como já estava por lá, aproveitou para visitar a “nova” praça, que hoje era embalada por sucessos sertanejos.

Liny Patrícia, de 28 anos, também foi à Ary Coelho. Levou o casal de filhos e o esposo. A ajudante de serviços gerais conseguiu folga da fábrica de calçados infantis onde trabalha, em Três Lagoas. O marido, Antônio de Almeida, de 54 anos, também.

Família foi ao centro apenas para passear. (Foto: Rodrigo Pazinato)Família foi ao centro apenas para passear. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Ele é laboratorista em uma firma que mexe com concretos no mesmo município. Teve de conversar com o chefe para conseguir dispensa. “A gente chega e conversa com o patrão. Às vezes a gente consegue uma façanha”, brincou.

De folga e em Campo Grande, a família tirou o dia para passear pelo centro. As crianças, Janira, de 10 anos, e Douglas, de 8 anos, estavam satisfeitos com os presentes que receberam: tênis que a mãe trouxe de Três Lagoas.

Longe da escola, do LBV (Legião Boa Vontade) - entidade de assistência social que frequentam, - e do grupo de escoteiros mirins, Janira e Douglas queriam brincar. Só isso. “Pode ser em um lugar bem simples”, disse a menina.




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