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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

14/09/2015 07:45

Semana do Saco Cheio vem aí! Qual a idade para 1ª viagem sozinho do filho?

Paula Maciulevicius
Sítio Carroção, destino de muitos primeiros viajantes agora, em outubro. (Foto: Sítio Carroção)Sítio Carroção, destino de muitos primeiros viajantes agora, em outubro. (Foto: Sítio Carroção)

Os pais são só preocupação, já os filhos, expectativa e ansiedade. Com a Semana do Saco Cheio vindo aí, tem muita criança que está prestes a realizar a primeira viagem sozinha. Boa parte desses viajantes estará sob os cuidados da escola, que tenta mostrar aos pais que é a hora do desprendimento.

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Na escola Gappe, por exemplo, as excursões começam pelo 4º ano, quando os alunos estão entre 8 e 9 anos e já tem uma certa autonomia para se cuidar, alimentar e se vestirem sozinhos. Habituados a saírem com os pais, na primeira viagem sem eles é que os pequenos vão trabalhar a questão da autoconfiança e também das responsabilidades em cuidar da própria bagagem.

"Nós vamos pedindo para que eles façam. Perguntamos de quem é a camiseta em cima da cama? Então pega e guarda na mala", exemplifica a diretora Sandra Ferreira. Coisas que as crianças sabem e devem fazer, mas acabam não fazendo por terem os pais em casa.

Giovanna (de branco e óculos), acompanhando as atividades da primeira viagem sozinha. (Foto: Arquivo Pessoal)Giovanna (de branco e óculos), acompanhando as atividades da primeira viagem sozinha. (Foto: Arquivo Pessoal)

As viagens não são obrigatórias e cabem aos pais analisar. A escola adota, de início, poucos dias fora, como três dias e duas noites para os alunos menores. "Eles voltam diferentes, é um exercício de crescimento pessoal muito grande. Eles começam a perceber que consegue, que dão conta sozinhos", resume a diretora.

Foi no ano passado que Giovanna Dal Farra, com 11 anos, fez a primeira viagem sem os pais. O destino foi o sítio Carroção, em Tatuí, São Paulo, para encontrar outras duas amigas que já estavam lá. A ida ela fez com pai, mas a estadia lá foi sozinha, bem com a volta.

Foram sete dias longe de casa que a fizeram ter saudades da mãe, mas só à noite. Isso porque o sítio tem um cronograma cheio de atividades. "Viajar sozinho tem o lado bom e o ruim. O bom é que não tem ninguém pegando no seu pé toda hora. O ruim é que a gente esquece de alguma coisa e não dá mais pra pegar depois", explica Giovanna.

Sem poder usar o celular, o contato com os pais é feito diariamente, mas de uma outra forma. Uma salinha em separado, onde tem horário para ligar. "Eu liguei um dia só, é que lá é tão legal que eu não tinha tempo pra isso", justifica a filha. Além de conhecer novos amigos, Giovanna sabe que voltou bem mais responsável a ponto de já ter viajado sem os pais outras vezes.

Giovanna e a amiga Julia. (Foto: Arquivo Pessoal)Giovanna e a amiga Julia. (Foto: Arquivo Pessoal)

A mãe, a auxiliar administrativo, Fabiana Dal Farra, de 39 anos, ficou com o coração na mão durante a semana em que a filha esteve fora. "A gente sempre fica na dúvida, se eles são capazes, mas são. Quando estão longe da gente, eles funcionam que é uma beleza", brinca.

Das milhares de recomendações dadas, Fabiana diz que o mais importante foi ver que na volta a filha seguiu tudo certinho, se cuidou, não deixou nada espalhado. "Ela está cheia de novas experiências e agora me responde que sabe o que tem que fazer, que trouxe tudo de volta, porque sempre guardava no lugar", completa a mãe.

Diretora da escola General Osório, Daniela Santos Cunha, explica que as crianças costumam viajar com eles a partir do 4º ano do Ensino Fundamental, entre 9 e 10 anos e que a comunicação durante a viagem é feita por um grupo de WhatsApp montado entre escola e pais. Claro que as ligações são sempre atendidas, mas é mais uma forma de manter contato. Além de reuniões com os pais antes da viagem, os alunos trabalham na parte pedagógica um projeto como diário de bordo. "Alguns pais ficam apreensivos, outros curtem muito com os filhos a preparação. As crianças ficam ansiosas e normalmente não dormem na noite anterior, mas todas aproveitam muito", resume a diretora.

Importante ressaltar que para as viagens é necessário que as crianças já tenham RG. Quem tira o documento pela primeira vez não paga, mas é preciso fazer o agendamento eletrônico pelo site: servicos.sejusp.ms.gov.br, escolher o posto mais próximo ou o local que tiver a data desejada e preencher o formulário. A confirmação vem por e-mail com data, hora, número do protocolo de atendimento e local.




Comigo não. Vou proteger a minha até quando eu puder. Viajar sozinha, com amigos de escola, só mesmo daqui muito tempo. Temos noticias de alerta por todo canto, a todo tempo dos perigos que existe por aí. Eu não estou perto pra proteger a imaturidade e ingenuidade de crianças ante aos perigos que os mais velhos instigam. Pra que correr o risco não é? Pra dizer... sou moderninho e o perigo ta em todo lugar mesmo? ...Vai dizer isso pra um pai/mãe que teve o filho(a) vitima de violência.
 
LUCIANO MARQUES em 14/09/2015 11:06:34
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