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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

06/02/2013 07:23

Site guarda mensagem para usuário "publicar" após a morte; maioria fala de amor

Elverson Cardozo
Site está no ar há 6 meses. (Foto: Reprodução/Internet)Site está no ar há 6 meses. (Foto: Reprodução/Internet)

É quase inacreditável, mas a maioria esmagadora das mensagens que chegam ao “Se eu morrer primeiro”, site que envia “confissões” depois da morte, são declarações de amor. Coisas simples, que poderia ser ditas cara a cara, em vida.

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As declarações mais comprometedoras dizem respeito à paternidade ou a sexualidade, por exemplo, mas há relatos de todo tipo. Há 6 meses no ar, o site começa a despontar, graças à carona no sucesso do Namoro Fake que, em poucos dias, “bombou” na internet.

O projeto foi idealizado pelo mesmo empresário, Flávio Estevam, de 32 anos, que mora em Campo Grande. “Eu vi que muita gente tem algo a revelar, mas não têm coragem de falar para familiares, amigos. São segredos que vão junto para o caixão”, disse, ao comentar que antes, fez uma pesquisa, em forma de enquete, pelo Facebook.

Mas não foi feito nenhum tipo de divulgação. O acesso ao portal aumentou depois que alguns jornais passaram a citar o projeto como sendo do mesmo desenvolvedor.

Em apenas duas semanas, foram mais de 1 mil contratações. A surpresa, além da procura, está no teor das mensagens recebidas, afirmou Flávio.

“As que mais me surpreenderam foram as simples declarações de amor. É inusitado porque a gente acha que são situações mais difíceis que as pessoas querem revelar, mas, às vezes, a pessoa não tem coragem de dizer eu te amo para você”.

Como funciona? - O site, segundo descrição do desenvolvedor, funciona com um “cofre digital que armazena segredos durante toda a vida, sendo revelados apenas após a morte”.

Nele o usuário pode armazenar qualquer tipo de informação, como declarações - o que é mais comum -, senhas, imagens ou vídeos.

A divulgação, na própria página, informa que a plataforma é “100% segura”, a mesma utilizada por bancos e pelo governo. Flávio reitera a informação e diz que, para evitar qualquer vazamento, mantém os arquivos longe da rede, em off.

O usuário pode cadastrar até 10 pessoas e 2 grupos familiares e amigos para receber, por e-mail, as suas mensagens após a morte. Após o cadastro, também deve ser informado o contato de 2 ou mais pessoas “de confiança” que ficará responsável para avisar o site da sua partida.

Flavio criou o portal depois de uma pesquisa no Facebook. (Foto: Arquivo/Pedro Peralta)Flavio criou o portal depois de uma "pesquisa" no Facebook. (Foto: Arquivo/Pedro Peralta)

Com a informação, os responsáveis pelo portal ainda vão vasculhar a veracidade da morte com familiares e amigos. Só depois é que as mensagens são enviadas aos destinatários escolhidos pelo usuário.

“Caso ninguém nos avise, nós entraremos em contato uma vez por ano para renovar seu cadastro”, diz trecho do texto vinculado no site.

Até agora, dos quase 5 mil clientes cadastrados, nenhum “testou” o sistema na prática. Flávio jura que não espera por isso. “Não quero fazer isso tão cedo porque acabo perdendo o cliente”, justifica, sem perder o humor.

Ele sabe que a proposta é polêmica, mas é isso que garante o sucesso do negócio. Na internet, com tanto conteúdo em meio ao lixo virtual, a busca é por novidade.

Quanto Custa? – O “Se eu morrer primeiro” oferece quatro tipos de plano, sendo um gratuito, que permite apenas uma mensagem, para um único destinatário. O básico custa R$ 49,00 e dá direito a 10 mensagens, para mesma quantidade de beneficiários.

O “Top” sai por R$ 99,00, mas oferece 12 mensagens, 12 fotos, 2 vídeos e mensagens para 10 pessoas e 2 grupos, de familiares e amigos. Por R$ 299,00, o cliente assina o “Top 5”.

Neste plano o usuário tem a disposição as mesmas opções do “Top”. A diferença é que o contrato é válido por 5 anos, enquanto os outros tem duração de apenas um.

Os pagamentos podem são feitos pelo Pag Seguro, boleto, depósito ou transferência bancária. Os valores podem ser parcelados em até 18x em todos os cartões de crédito.




Muito boa a ideia mas creio que um serviço tão essencial não deveria ser cobrado, talvez se não fosse, a adesão seria extraordinária. Mas como é pago, não acho justo a mensagem ter uma validade (como foi dito na matéria). E o mais importante... é preciso ter privacidade nesse tipo de serviço, comentar sobre algumas mensagens mostra que os proprietários tem acesso aos conteúdos das mensagens, não gostaria que outras pessoas que não sejam da minha família lendo o que eu estou deixando.
 
Cezar Paes em 06/02/2013 12:14:10
Minha Sugestão:

Aprimorar o sistema para torná-lo mais confiável.
Por exemplo: Fazer como o INSS, que mantém convênio com Cartórios que fazem o Registro de óbitos e, imediatamente após o falecimento do Segurado o INSS é avisado, via on-line, do ocorrido em qualquer parte do território nacional, suspendendo automaticamente o pagamento do benefício para aquele CPF.
Tornaria o sistema mais profissional, sem depender que "alguém" comunicasse o falecimento!
Acho que por já existir o sistema que atende ao INSS o custo não seria alto.
 
Washington Antenor de Souza Junior em 06/02/2013 09:15:00
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