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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

07/06/2016 12:00

Só depois de 30 anos Fernanda conheceu o pai, mas através do abraço da avó

Paula Maciulevicius
De criança até se tornar mãe, Fernanda nunca tinha conhecido a avó. (Foto: Fernando Antunes)De criança até se tornar mãe, Fernanda nunca tinha conhecido a avó. (Foto: Fernando Antunes)

Na manhã desta terça-feira é que Fernanda colocou os pés pela primeira vez na casa da avó, no bairro Vida Nova, em Campo Grande. De criança até se tornar mãe, a empregada doméstica nunca provou a comida de vó e nem teve a segunda mãe como protetora na hora da bronca. Antes de nascer, o pai foi pra longe e depois foi embora de vez, em decorrência de um câncer.

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"Foi como abraçar o meu pai, que eu não conheci". Com essas palavras que Fernanda Vieira define o que foi o primeiro afeto trocando entre ela e dona Maria Cristina. Depois de 30 anos ela veio a conhecer a avó e um pouquinho da família do pai.

Quando o pai foi embora, a família morava em Deodápolis e ela ainda estava na barriga da mãe. "A gente nunca procurou por eles, eles também não. Mas é família, é a minha avó, eu sempre tive vontade de conhecer", conta.

O sorriso das tias ansiosas para ver Fernanda. (Foto: Fernando Antunes)O sorriso das tias ansiosas para ver Fernanda. (Foto: Fernando Antunes)
O primeiro abraço foi dado em Zilda. (Foto: Fernando Antunes)O primeiro abraço foi dado em Zilda. (Foto: Fernando Antunes)

Hoje ela mora em Dourados e está na Capital acompanhando a chefe num tratamento. Em conversa com o porteiro do hotel onde está hospedada, ela comentou da família desencontrada e do desejo que tinha de saber algo deles.

"Aí ele me falou de uma investigadora que fazia esse trabalho. Eu tinha o nome do meu pai e da minha avó, que estava na certidão de casamento dos meus pais", relata Fernanda. Com isso em mãos, ela passou as informações para a policial Maria Campos, que fez a ponte e localizou a família nessa segunda-feira mesmo.

Na casa, são os filhos que falam por dona Maria Cristina Vieira. Aos 96 anos, ela pouco escuta e entende, mas se emociona. Talvez no coração soubesse o que estava acontecendo. A matriarca da família tem a mesma história. Saiu das Minas Gerais junto do marido, entre 16 e 17 anos e nunca mais voltou ou teve notícias dos pais e irmãos. Por aqui teve nove filhos, cinco deles estão vivos hoje. 

No portão, os olhos já se enchiam de lágrimas. "Eu sou sua tia Cacilda", se apresentava Cacilda Vieira, de 65 anos. Seguido de abraços de Zilda, Gilda e Osmildo. "Estávamos ansiosas, eu nem a conheci. É muito afeto, emoção", descreveu Gilda Vieira, de 67 anos. 

Depois do abraço na avó, Fernanda quer trazer o filho para conhecer os parentes. "Ele disse: 'mãe, fiquei feliz que você vai conhecer a sua avó. Quero conhecer minha bisa', reproduz a fala de Artur, de 7 anos. 

Olhando, Fernanda se parece com as tias, mas só a convivência deve mostrar o que de fato ela tem em comum com o pai.

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No portão, os olhos já se enchiam de lágrimas. (Foto: Fernando Antunes)No portão, os olhos já se enchiam de lágrimas. (Foto: Fernando Antunes)



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