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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

27/04/2016 06:20

Tupi escapou da eutanásia e hoje com 3 patas anda mais danado que nunca

Adriano Fernandes
O pai de Camilla, acidentalmente, passou por cima da patinha dele. (foto Adriano Fernandes)O pai de Camilla, acidentalmente, passou por cima da patinha dele. (foto Adriano Fernandes)

Tupi não para nenhum segundo, mesmo com apenas três patinhas. Depois de atropelado por um carro, há quase dois meses, o dálmata teve pata traseira esquerda amputada. Mas nem assim deixou de ser danado. Até de casa já fugiu, mesmo em recuperação.

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Mas se disposição ele tem de sobra o que também não falta é o carinho da dona, a estudante Camilla Monteiro Sales, de 24 anos. Mesmo com a dificuldade de um cão com deficiência, ela continua firme ao lado de Tupi.

Tupi é tão sapeca que ter só três patinhas, virou um detalhe. (Foto: Adriano Fernandes) Tupi é tão sapeca que ter só três patinhas, virou um detalhe. (Foto: Adriano Fernandes)

Fugir de casa foi a última das peripécias que ele aprontou, há duas semanas, depois de passar os primeiros quatro meses na fazenda.

“Esquecemos o portão aberto e ele simplesmente desapareceu. Foi um desespero, saímos procurando ele pela rua de carro, moto, a pé, e divulgando a foto dele em todas as redes sociais possíveis”, lembra.

Camilla conta que foi pelo Facebook que eles souberam do paradeiro do cachorro. “Quem tinha encontrado ele na rua, postou em um grupo a imagem, com a mensagem de que ele tinha acabado de ser achado. Por sorte, outra pessoa que tinha visto a minha publicação, desconfiou que seria o Tupi e me avisou”, comenta.

A estudante diz que, apesar do susto, Tupi foi encontrado duas horas depois de ter fugido. “Quem achou ele mora perto da minha casa. Ele resgatou o Tupi depois que um carro quase ter atropelado ele de novo”, diz Camilla.

Antes de ser trazido para Campo Grande, Tupi só estava acostumado com a vida no campo. “Ele era do capataz da fazenda do meu pai, o Joel. Mas como na época ele tinha planos de não continuar trabalhando na fazenda, perguntou se não tínhamos o interesse de ficar com Tupi”, ela topou.

O cão teve o primeiro contato com a cidade em fevereiro deste ano. “Mas ele era muito bobinho”, diz ela rindo. “Nunca tinha visto as ruas, prédios, nada mesmo. Então a gente levou ele ao veterinário, vacinou, deu banho, mas decidimos que seria melhor ele ficar no campo, porque ele já estava mais acostumado com aquele ambiente”, comenta.

 

Que fofura ! Camilla conta que é a preferida do Tupi, na família. (Foto: Adriano Fernandes)  Que fofura ! Camilla conta que é a preferida do Tupi, na família. (Foto: Adriano Fernandes)

A mudança definitiva só foi ocorrer depois que o pai de Camilla, acidentalmente, passou por cima da patinha dele. “Ele adorava ficar brincando e correndo em volta dos carros e nesse dia, meu pai infelizmente não notou que ele estava por perto o atropelou”, lamenta.

Tupi fraturou a pata em dois pontos e teve de ser trazido às pressas para Campo Grande. “Ele passou por uma cirurgia e teve que ficar com um fixador externo para poder estabilizar novamente o fêmur”, conta.

Segundo Camilla, mesmo em recuperação o cãozinho não ficava quieto e duas semanas depois teve que passar por uma segunda cirurgia. “Por ele nunca ficar quieto a cirurgia foi comprometida e então teve que passar por uma segunda operação. Foi quando a patinha dele teve de ser amputada devido a uma infecção nos ossos”, lembra.

Mas em pouco mais de um mês o cachorro já tinha se adaptado perfeitamente a nova vida na cidade e agora com três patas. “A gente até teve medo de que ele fosse ficar traumatizado, mas pouco tempo depois já estava subindo escadas, pulando. Acho que ele ficou aliviado de ter se livrado dos pinos”, comemora.

Ela brinca que o Tupi é carente, morde tudo que vê pela frente. “Ele é muito brincalhão e sapeca. Não pode ver um papel pela frente que destrói e morde em tudo. Mas é carinhoso também, se dá bem com qualquer pessoa”, ela ri.

Camilla diz que a eutanásia chegou a ser sugerido à família, caso o cãozinho viesse a sofrer. “Tínhamos medo dele sofrer muito com o tratamento, mas como ele sempre respondeu super bem aos medicamentos, era uma hipótese que logo foi descartada. Hoje ele é um cachorro super feliz, mesmo com três patas”, comemora.

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