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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

10/02/2014 06:55

Um dia as meninas crescem e escolhem as mães como colegas de trabalho

Paula Maciulevicius
Na brincadeira de crescer no consultório da mãe, Renata seguiu os mesmos caminhos, pela Odontopediatria. (Fotos: Marcos Ermínio)Na brincadeira de crescer no consultório da mãe, Renata seguiu os mesmos caminhos, pela Odontopediatria. (Fotos: Marcos Ermínio)

Na cadeira do dentista ou nos palcos de dança. Das brincadeiras no expediente das mães, filhas que viram nascer a vocação profissional pelas mãos do exemplo mais próximo e decidiram seguir o mesmo caminho. No espelho, o reflexo revela “tal mãe, tal filha”.

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Renata Santos Belchior de Barros já nasceu dentro do consultório da mãe. Odontopediatra, Maria Marizete Santos Belchior dos Reis, sempre teve o trabalho conjugado a casa. O que separava residência da cadeira do dentista era apenas uma parede. 

No período de férias da secretária, Renata, hoje com 39 anos passava o dia no consultório entre atender telefones, marcar consultas e receber pacientes. A reação das crianças que não gostavam da cadeira era ouvida de perto. E nem isso lhe causava espanto. Desde menina soube que a vocação era lidar com pequenos. 

Ao escolher a profissão, ainda no primeiro ano do que hoje é denominado Ensino Médio, fez a opção por Odontologia. Ao entrar na faculdade, de cara começou a auxiliar a mãe no consultório. Seguir os mesmos passos dela incluiu também cursar a especialidade em Odontopediatria na Universidade onde a mãe se formou, em Recife. “Eu convivi com professores que deram aula para o meu pai e minha mãe”, conta Renata.

Desde sempre ela sabia, faria algo voltado às crianças. Hoje, aprende com a enciclopédia que leva o título de mãe. Desde sempre ela sabia, faria algo voltado às crianças. Hoje, aprende com a enciclopédia que leva o título de mãe.

O dia a dia é dividido com a mãe, no consultório na avenida Mato Grosso. Das lições que a filha tirou tendo Marizete como exemplo foi aprender diariamente. “É um aprendizado de vida que você recebe aos poucos. Ela foi me passando a relação com paciente, família, aprender a superar as expectativas negativas dos pais. Ela é uma enciclopédia ambulante, com o título de mãe”, fala a filha Renata.

Marizete diz que já sabia que a filha seguiria os mesmos caminhos desde a quarta série do ensino fundamental, quando Renata descreveu em uma redação, o diálogo entre uma escova e a pasta de dentes. “A escova dizia olá pasta, você quer limpar os meus dentes? Foi uma redação premiada”.

Hoje, com 44 anos de profissão, mãe resolveu dar mais espaço a filha, reduziu o número de atendimentos e sente o maior orgulho ao ouvir a frase “a senhora se importa se eu ficar com a Renata?” vinda dos clientes.

“Eu amo tanto ser dentista, que na verdade é um privilégio de ter uma filha como a Renata sendo dentista e dando continuidade ao meu caminho”, resume orgulhosamente a mãe.

O relacionamento mãe, filha e a dança começou há 10 anos, quando Cláudia, a mãe, colocou Thayná para dar as primeiras piruetas. De início, nenhuma das duas imaginava que hoje mãe e filha dividiriam a profissão de bailarinas e professoras de dança.

Thayná e Cláudia. A história da filha na dança começou há 10 anos e nenhuma delas imaginava que daria tão certo. Thayná e Cláudia. A história da filha na dança começou há 10 anos e nenhuma delas imaginava que daria tão certo.

“É engraçado, porque quando a Thayná começou a fazer aula, eu falava ela nunca vai ser bailarina, não tinha um pingo de jeito. Eu via que ela gostava, mas não sentia que era um sonho dela”, conta a mãe Cláudia Ferreira de Moura, de 39 anos.

Quando a menina começou a entrar na adolescência, foi que a professora de dança percebeu um melhor desenvolvimento. “Aí ela começou a ir comigo onde eu trabalhava e me ajudar. Quando a gente viu, foi naturalmente, nada forçado, ela pegou um amor, um gosto pela dança que é o mesmo amor que eu tinha”.

Thayná Moura Matias, hoje com 16 anos, se decidiu por seguir a carreira profissional. Quer fazer Educação Física e continuar a ensinar crianças a dançar. “Fui pegando gosto, pegando amor pelas crianças e formou uma coisa assim, que eu amo”, descreve a adolescente.

A felicidade foi quando aquilo que Cláudia percebeu foi dito em palavras, na frase de que era dançar e ensinar o que Thayná queria fazer da vida. “Não sei de outras profissões, deve ser o mesmo feeling, quando você percebe que sua filha gosta do que faz, é uma sensação tão boa se você faz o que ama, é melhor ainda, porque trabalha, trabalha e não percebe e ela está seguindo isso aí”, finaliza.

A felicidade da mãe foi ouvir da filha que era a dança sua escolha profissional. (Fotos: Marithê Lopes)A felicidade da mãe foi ouvir da filha que era a dança sua escolha profissional. (Fotos: Marithê Lopes)



Parabéns, Marizete e Renata excelentes profissionais.
 
Amelia Ferreira em 12/02/2014 19:40:40
Marizete, quantas saudades da minha odontopediatra!! Uma pessoa e uma profissional exemplar!!! Linda a matéria!!
 
Ana Claudia Sobral Borges Nantes em 10/02/2014 21:33:26
Parabéns para minha querida e amada professora Dra. Marizete e também ao Dr. Paulo, pela dedicação a família, a profissão escolhida, aos pacientes, e também a muitos alunos..., Assim como o exemplo de pessoas do bem e de bem. Parabéns, Dra. Renata!! A fruta não caiu longe do pé! Deus vos abençoe e vos guarde!! Amo vocês!! Bjs
 
Angela Regina em 10/02/2014 17:40:40
Quero pegar uma carona nesta matéria, e falar do Dr. Roberto Jayme Pettengill Novaes, que trabalhando com o pai, e seguindo com carinho sua profissão, tornou-se um grande Cirurgião Dentista.
Parabéns ao pai pelos bons ensinamentos, e parabéns ao filho, pelo carinho e dedicação com que assimilou os ensinamentos do pai.
 
VALDIR VILLA NOVA em 10/02/2014 14:18:57
Parabéns, Dra Renata! Gostaria de dizer o quanto a admiro e o seu carinho por minha filha quando a levo ao seu consultório. Tudo de bom pra você e sua família.
 
Nilciane Monteiro em 10/02/2014 12:14:16
Que emocionante ver essa matéria, Marizete foi a minha primeira dentista e logo passei para a Renata para utilizar aparelho! O triste foi ter que deixa-las quando não podia mais ser atendida como pediatria, mas até hoje tenho um carinho enorme, além de ótimas funcionárias, são super simpáticas! Eu adoro
 
Stéfany Tietz Teixeira em 10/02/2014 11:59:52
Parabéns pela matéria que apresentou mulheres exemplares. A professora de dança parece ser irmã da filha. Muito linda e jovem.
 
Gabriel Diaz em 10/02/2014 11:05:21
Parabéns para essas mulheres que serviram de exemplo para as filhas. Eu já assisti uma apresentação dessas bailarinas e elas são um espetáculos.
 
Ítalo Rodrigues em 10/02/2014 10:57:34
Essas professoras de dança parecem mais irmãs do que mãe e filha. Parabéns para as duas e sucesso.
 
Regina Marques em 10/02/2014 10:54:03
Parabéns a profissional Renata Santos Belchior de Barros, conheço seu trabalho e tenho grande admiração pela profissional qualificada e respeitada que é. Ela atendeu aos meus dois filhos no Hospital Militar.
 
Regiane Campos em 10/02/2014 10:32:12
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