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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

17/10/2015 07:48

Vovó bailarina subiu na ponta do pé aos 77 anos e agora quer até se apresentar

Paula Maciulevicius
Aos 77 anos, dona Ivonilda descobriu no balé clássico o exercício que tanto gostaria de fazer. (Foto: Gerson Walber)Aos 77 anos, dona Ivonilda descobriu no balé clássico o exercício que tanto gostaria de fazer. (Foto: Gerson Walber)

Os cabelos curtinhos não permitem o coque, mas se dessem a dona Ivonilda essa chance, a avó bailarina com certeza o faria. Aos 77 anos, ela descobriu no balé clássico o exercício que tanto gostaria de fazer. No bom humor leva as aulas praticamente só, ao lado da professora. "Já viu uma bailarina velha? Sou eu", brinca Ivonilda Borges.

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As aulas começaram dois anos atrás, na escola da neta, Allegro Studio de Dança, na Mata do Jacinto, mas foram interrompidas depois de um acidente na escada. Só agora foram retomadas, há cerca de três meses. "Eu não quero parar não, me sinto bem. Eu fazia academia, mas não me sentia assim não", compara.

Aos olhinhos da vovó bailarina, tudo chama atenção. "Quando eu vejo os grandes, as crianças dançando, eu acho tão bonitinho". Se as aulas são feitas a sós com a professora, dona Ivonilda diz que na maioria das vezes sim. "Ainda bem porque daí só eu empaco ela", brinca.

Vovó bailarina e a professora Amanda. (Foto: Gerson Walber)Vovó bailarina e a professora Amanda. (Foto: Gerson Walber)
Dedos esticados, mão redondinha. (Foto: Gerson Walber)Dedos esticados, mão "redondinha". (Foto: Gerson Walber)

No final das aulas, a professora Amanda sempre ouve "te dei muito trabalho?" e a resposta é sempre negativa. "Eu fico o tempo todo perguntando está doendo alguma coisa?"completa a jovem. Amanda Polidório tem 15 anos e segura uma aula na ponta dos pés como ninguém.

No ritmo da música e do 5, 6, 7 e 8, a aula começa na barra. Professora ao lado, os exercícios são passados mais vagarosamente e as correções também. "Primeira posição, dedinhos no chão, pliè, grand pliè (agora lá embaixo)", dirige Amanda.

Para a aluna, não tem o que ela não goste na aula. "Tudo, de ficar na pontinha do pé, fazer a quinta posição com as mãos e por a perna na barra. Eu consigo por a perna ali", aponta.

Professora faz primeiro e aluna segue depois. (Foto: Gerson Walber)Professora faz primeiro e aluna segue depois. (Foto: Gerson Walber)

Dona Ivonilda conta que dançava na juventude, nos bailes. Eram diferentes os passos, mas ela não saía do centro do salão. A professora explica que assim como as crianças, o balé na terceira idade tem certas limitações que precisam ser respeitadas. O ritmo dos alunos e o físico. "Mas depois de uma certa idade, às vezes você se empenha muito mais, como a vó Ita", como é chamada carinhosamente a vovó bailarina.

Se é tarde para aprender alguma coisa? Dona Ivonilda diz que não. "Nunca é tarde, tudo tem que aprender, não pode se entregar pela velhice", ensina. Ela ainda quer se apresentar ao lado da neta, a dona da escola de balé. Por admiração e pelo convite que ela está ali.

A idade, segundo a professora de balé, é requisito para as grandes companhias. "Mas para dançar por amor, não tem idade", resume.

Quer fazer companhia à dona Ivonilda? Os telefones da escola são: 9236-9889, 8411-4440 e 3354-2249.

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Na barra, dona Ivonilda fica ao lado da professora, com os olhinhos nas posições pelo espelho. (Foto: Gerson Walber)Na barra, dona Ivonilda fica ao lado da professora, com os olhinhos nas posições pelo espelho. (Foto: Gerson Walber)



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