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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

15/04/2012 16:46

A tradição reúne 1.500 prendas e peões em concurso de dança gaúcha

Paula Vitorino
Meninas em disputa por título no Rodeio Artístico e Cultural do Mato Grosso do Sul. (Fotos: Paula Vitorino)Meninas em disputa por título no Rodeio Artístico e Cultural do Mato Grosso do Sul. (Fotos: Paula Vitorino)

Um pedaço do Rio Grande do Sul em Campo Grande. É clichê, mas com certeza a primeira impressão de quem chega ao Rodeio Artístico e Cultural do Mato Grosso do Sul. Realizada pela segunda vez, a festa gaúcha lota o CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Tropeiros da Querência.

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São dez CTGs do Estado participando das danças, divididas por categoria Mirim, Juvenil, Adulto, Xirú e Veteranos.

Além de mostrar a cultura do Sul, as prendas desfilam o charme das roupas e produções tradicionais e os homens a postura e a indumentária de verdadeiros cavalheiros.

“A gente mesmo se arruma, uma vai ajudando a outra. Além do cuidado com a dança somos vaidosas”, conta.

Para quem é leigo, é bom saber que cada detalhe é planejado. Na categoria juvenil, as meninas não podem prender todo o cabelo, a maquiagem não pode ser forte, mas também não falta o batom, sem brilho, as cores têm que ser suaves e os enfeites, tanto na roupa como no cabelo, são iguais.

Cor de rosa - Mas com o tempo esse tipo de manifestação cultural também sofreu transformações.

Os grupos podem optar por traje tradicional ou moderno, que oferece maior liberdade na escolha das cores e detalhes. “Somos todas patricinhas e por isso escolhemos o rosa”, brinca uma das meninas do grupo Invernada Juvenil, de Maracaju, que optou por tema romântico na roupa das meninas, com lacinhos e flores da cor rosa.

No entanto, independentemente das modernidades e do tema escolhido, ainda é regra tradicionalista que os vestidos não podem mostrar os seios, precisam cobrir os cotovelos e ir até os pés.

Para os meninos, as roupas também são carregadas de detalhes e história. Os homens do grupo Juvenil Tropeiros, de Campo Grande, optaram por usar chiripá, um pano que passa pelas coxas e é amarrado à cintura, super tradicional.

O modelo surgiu na Revolução Farroupilha como uma opção para os homens terem mais agilidade na hora de subir nos cavalos e participar das batalhas.

“Sempre tem um engraçadinho que não entende a cultura e acha bobeira, mas eu nunca tive vergonha ou problema com as roupas. Acho muito legal dançar no grupo”, conta Antônio Lucas de Oliveira, de 16 anos, sobre a opinião de amigos da escola.

As prendas e os detalhes.As prendas e os detalhes.

Existe manual para as 25 modalidades de dança e os diferentes tipos de indumentária. Os grupos precisam contar histórias e os integrantes aprendem durante os ensaios o que significa cada vestimenta.

Tanto cuidado na produção reflete no momento da dança, que mais parece um espetáculo, com interpretação dos dançarinos. As "prendas" demonstram delicadeza e simpatia, sempre com sorriso no rosto, e os homens, também alegres, passam a sensação de firmeza.

O presidente do MTG/MS (Movimento de Tradições de Gaúchas), Agadir Mossmann, explica que os grupos são julgados por uma Comissão Avaliadora, composta por integrantes da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha.

“Cada avaliador é responsável por ficar atento em um detalhe. A harmonia, a interpretação e outros quesitos são avaliados”, explica.

Os grupos têm 20 minutos para as apresentações e os três primeiros colocados de cada categoria são premiados com troféus.

A participação no Rodeio e em outros festivais realizados pelo MTG/MS são um preparativo para a grande disputa, o Fegames, que acontece irá acontecer em julho, em Chapadão do Sul.

Família - Em meio à cultura e a dança, os participantes dos grupos dizem formar uma grande família. “Envolve toda a família, nos tornamos amigos um do outro e os pais são os tios. Além dos valores culturais aprendemos valores morais, familiares”, diz a prenda Cristiane dos Santos, de 22 anos.

Ela, como muitos outros participantes, não é descente de gaúcho e afirma que carrega a cultura no coração. “Somos gaúchos de coração. Entrei por convite de uma amiga e hoje toda a minha família participa”, diz.

Para um dos fundadores do Movimento em MS, José Carlos Cardoso, de 87 anos, a participação dos jovens nos grupos é sensação de objetivo alcançado. “É esse o objetivo, de conservar os hábitos e costumes da cultura dos nossos avós”, diz.

Agadir também frisa que os integrantes, desde pequenos, aprendem a conservar valores que hoje estão perdidos. “Eles aprendem a ter disciplina, respeito e a valorizar a família, a cultura. Coisas que hoje estão se perdendo”, diz.

Para os adultos, como a integrante Claudia Vinvensi, de 41 anos, ver os filhos dançando é motivo de orgulho e a dança funciona como uma terapia.

“Vim por causa dos filhos, depois que eles entraram. Foi difícil aprender a dança, mas hoje é uma terapia. A gente ensaia nos horários que sobram entre os compromissos de cada um”, diz.

CTG - O patrão (como é chamado o presidente) do CTG Tropeiros da Querência, José Rocha, diz que as atividades do Centro acontecem ao longo de todo ano e crianças de 4 anos até adultos com mais de 60 anos podem participar das aulas de dança, que são gratuitas. Atualmente mais de 150 alunos atuam no Querência.

Os ensaios acontecem de segunda a sexta-feira. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone 3341-1810.

O Rodeio termina por volta das 20h de hoje, com premiação para os vencedores, e música regional.

Os mais novos também em dia de apresentação.Os mais novos também em dia de apresentação.



moro em 3 lagoas e irmaos odair e adelmo em c.grande, somos sulmatogrossense, apaixonados pelos costumes,tradiçoes gauchas, danças,musicas etc. estamos e sempre estaremos ns ctgs ai ou qualquer lugar, temos nossos trajes completos e numa deixaremos os costumes.abrçs trprs d querencia e farroupilha.
 
delcio silva em 03/08/2012 05:18:00
Eu e meu esposo estamos fazendo o curso de dança em Sarandi , estamos adorando pois e muito bom para corpo e para mente e tambem aprender a dançar.Os professores estao de parabens.
 
jaqueline maria faria bocardi em 27/06/2012 10:41:04
Muito legal a cultura gaúcha..Parabéns.
 
André Oliveira em 14/05/2012 11:14:24
Muito belo essas festividades Gaúchas.
Me lembra meus tempos de guri em Carazinho, quando eu dançava Chula no CTG.
Hoje aqui em Campo Grande, moro ao lado do CTG Farropilha, para ficar mais perto de meu passado gaúchesco.
 
Jean Kleemann em 16/04/2012 12:00:21
Morei durante um tempo no Rio Grande do Sul e admiro muito a forma como eles valorizam a sua cultura, não só na semana Farroupilha, mas durante o ano todo, isso é um coisa q temos q aprender com os gaúchos.
 
FAGNER ALVES DE OLIVEIRA em 16/04/2012 08:22:59
Temos uma invernada de prendas e peões lindos, parabéns.Felizmente há pessoas muito engajadas em cultivar nossa cultura Riograndense em nosso lindo Mato Grosso do Sul.Quando meus netos chegarem, quero mostrar para eles nosso movimento tradicionalista.
Abraços,
Antônia
 
ANTONIA DO CARMO DA SILVA ARAUJO em 16/04/2012 08:13:54
Sou nordestino 55 anos e não aprendi a dançar mas graças um grupo de dança Gaúcha
Juva produções, está ensinando em toda região sul matogrossense a maravilha que nos faz a dança na nossa vida, como fazemos amigos envolve tanto a gente. Que coisa boa.
Dia 14/01/2012 foi a formatura de 75 casais aki em Bonito MS
 
Jose Tomaz de Macedo em 16/04/2012 08:07:48
não sou gaucho mas fui criado por um, pra mim é uma das tradições mais bonita e pinchalda que existe.
 
roiclei adriane silva souza em 15/04/2012 08:26:57
Mas que barbaridade tchê ! !
 
Guilherme Fonseca em 15/04/2012 06:16:08
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