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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

21/12/2011 11:00

Aos poucos, velha rodoviária ganha ares de reduto underground

Ângela Kempfer e Anny Malagollini
Peças são vendidas em bazar montado na antiga rodoviária. (Foto: Pedro Peralta)Peças são vendidas em bazar montado na antiga rodoviária. (Foto: Pedro Peralta)

Entre o jogo de empurra e as incertezas depois da desativação do ponto de embarque e desembarque de viajantes, a velha rodoviária de Campo Grande começa a ganhar ares interessantes.

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Deixou de ser um lugar sem prestígio, pelo menos para um grupo que, sem maiores pretensões, começa a transformar o lugar em reduto underground de Campo Grande.

Como a palavra inglesa explica por si só, o prédio dá sinais de um ambiente cultural “subterrâneo”, um contraponto aos modismos comerciais da cidade, ocupado por artistas plásticos, gente que faz moda e discute a criatividade.

Tem boate gay, bazar de trocas e ponto para mostra coletiva de artistas. A balada na boate Non Stop instalada no piso superior da rodoviária antiga já tem movimentado as noites há tempos, mas recentemente a loja “Gaveta” passou a contribuir durante o dia para a vivacidade do prédio.

A loja abriu espaço para que artesãos e artistas plásticos comercializem a produção em bazares coletivos. Neste mês, a experiência já ocorreu por duas vezes.

Lauren Cury, a proprietária da loja, lembra que o local começou como uma espécie de showroom próprio, um atelier, e não havia a idéia de ter cara de comércio. “Pelo fato do prédio não ter mais o brilho que tinha há anos”, explica.

A história mudou a partir da necessidade de trazer as pessoas até a Gaveta. “Acabo criando ações para que minha clientela venha até mim”.

Depois de um coquetel animado de inauguração, houve a primeira feira de trocas, quando amigos trocaram peças entre si. Em seguida, vieram os bazares de sábado e agora o Bazar Coletivo, com estilistas, designers e artistas plásticos. “Juntamos um pouco das nossas linguagens e criamos um espaço só”, comenta Lauren.

Há espaço também para brechó, com produtos usados e novos, de bolsas de grifes a artesanato.

“Para todos é interessantes, inclusive para a cidade, porque é um espaço público e histórico que precisa ser valorizado”, avalia a artista plástica Tetê Irie.

As últimas notícias são de que o antigo prédio vai virar ponto de juízados especiais da justiça estadual, mas o comércio garante que não vai arredar o pé da velha rodoviária.

Como o destino já foi tantas vezes mudados, deste planos de instalação de universidade a local dos dogueiros de Campo Grande, os artistas dizem que a certeza é que vão continuar movimentando o local. "Somos a resistência", conclui Tetê.




Uma cidade precisa disso: de diversão ( como a boate gay que funciona em um dos antigos cinemas, podia ter uma hetero no outro cinema) , de arte ( arte que gere renda como essa dos bazares) e não de inutilidades como museus e centros de "belas artes" que não geram renda por ninguém, só prejuizo pros cofres públicos e sao visitados por ninguem tambem. Tuista não viaja pra ver museu,
 
Leonardo Campos em 22/12/2011 10:13:46
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