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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

13/07/2012 17:12

Arredio, grupo de hippies provoca estranheza e reclamação

Elverson Cardozo
Grupo de hippies ontem à tarde no cruzamento da rua 14 de julho com a avenida Afonso Pena. (Foto: Rodrigo Pazinato)Grupo de hippies ontem à tarde no cruzamento da rua 14 de julho com a avenida Afonso Pena. (Foto: Rodrigo Pazinato)
No mesmo cruzamento, hoje, no início da tarde, hippie acompanha movimento da cidade. (Foto: Minamar Junior)No mesmo cruzamento, hoje, no início da tarde, hippie acompanha movimento da cidade. (Foto: Minamar Junior)

Quatro décadas após a explosão do movimento de contracultura no Brasil, eles, os hippies, ainda estão por aí, com seu visual que parece saído do passado. Em Campo Grande, os adeptos do lema “paz e amor” costumam ser vistos pelo centro, na avenida Afonso Pena, em em praças públicas.

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O movimento, com os anos, diminuiu, mas algumas opiniões permanecem. Seja por desconhecimento ou preconceito, eles ainda continuam provocar estranheza e receio entre muitos comerciantes.

“A aparência deles já afasta”, comenta Juyd Damiano, de 25 anos, vendedora de uma banca de artesanato localizado no cruzamento da Afonso Pena com a rua 14 de julho. “As pessoas se esquivam deles, pelo modo de se vestir e o aspecto físico”, opina.

Para a vendedora, esse afastamento tem justificativa. “Você não sabe que tipo de pessoa é”. A proprietária da banca, Fátima Ribeiro, de 52 anos, tenta explicar a situação com mais argumentos e comenta que acha possível, sim, julgar pela aparência.

“Pelos 32 anos que estou aqui dá sim”, disse, acrescentando que tem a banca desde 1980 e já viu “muita coisa” e como os hippies chegam nas pessoas. “Eles incomodam”, argumenta.

Fátima Ribeiro afirma ainda que as maiorias dos comerciantes se sentem ameaçados com a presença dos grupos, não só pela aparência, modo de vestir ou aspecto físico, mas pelo que chama de concorrência desleal.

“A aparência deles já afasta”, comenta a vendedora Juyd Damiano, de 25 anos. (Foto: Minamar Junior)“A aparência deles já afasta”, comenta a vendedora Juyd Damiano, de 25 anos. (Foto: Minamar Junior)
Proprietária da banca, Fátima Ribeiro, de 52 anos, afirma que aparência diz muito. (Foto: Minamar Junior)Proprietária da banca, Fátima Ribeiro, de 52 anos, afirma que aparência diz muito. (Foto: Minamar Junior)

“Eu pago imposto. A gente não está aqui de graça, o prefeito não deixa”, pontuou, se referindo à venda de produtos artesanais que os próprios hippies confeccionam. “Eles copiam o nosso, ficam aqui do lado e vendem mais barato”, acrescenta a vendedora Juyd.

A estudante Ana Patrícia da Silva Fernandes, de 17 anos, trabalha como mirim em uma empresa localizada na avenida Afonso Pena. Diz que é comum ver grupos de hippies pela região.

Embora os considere “estranhos”, Ana Patrícia afirma que o preconceito está enraizado. “Eles querem respeito e um lugar na sociedade”, afirma. Eles tentam se impor como pessoas, mas as pessoas não deixam”, completa.

Para o engraxate Antonio Correia da Silva, de 50 anos - que trabalha há 23 anos em frente à Praça Ary Coelho, na Afonso Pena - os hippies não são bem vistos pela sociedade.

Acho eles estranhos, disse a estudante Ana Patrícia, de 17 anos. (Foto: Minamar Junior)"Acho eles estranhos", disse a estudante Ana Patrícia, de 17 anos. (Foto: Minamar Junior)
Engraxate Antonio Correia diz que os hippies ainda sofrem preconceito. (Foto: Minamar Junior)Engraxate Antonio Correia diz que os hippies ainda sofrem preconceito. (Foto: Minamar Junior)

Mas além dos artesanatos que fabricam, afirmou, eles carregam na bagagem experiência de vida e cultura. Vivência superior a daqueles que muitas vezes o criticam.

A equipe de reportagem do Campo Grande News tentou conversar com um grupo de hippies que se concentrava no cruzamento da 14 de julho com a Avenida Afonso Pena na tarde de ontem, mas nenhum dos integrantes aceitou falar.

A justificativa é de que resolveram se calar em forma de protesto à “opressão e repressão” a que são submetidos diariamente.




sim pena dessas pessoas que acha que temos que ter medo dos hippies porque eles tem mau a parencia, digo que temos politicos empresarios bem vestidos que esta fazendo muito pior com o povo que esses hippies que estão na praça para conquista seu pão de cada dia, não me emporta aparencia deles eu sei que são melhor que muitos lindos bem vestidos da nossa soiciedade, que pena que temos pessoas que pesa asim.
 
lia roots em 09/07/2013 14:49:15
Preconceito estampado!!!!
Vamos respeitar as diferenças,
Viva a livre expressão!!!!!
 
suelen de almeida em 14/07/2012 08:45:22
Eu li os comentários e fiquei oro rizada com o cinismo das pessoas em dizerem que não são preconceituosas quanto ao modo de os outros se vestirem,pois a quase quarenta anos que tenho de vida e auto-observação na sociedade afirmo que todos descriminam pelo modo em que o ser humano se vesti e comporta na sociedade.
 
marisa ferreira em 14/07/2012 08:14:18
Não os julgo pela aparência, o que incomoda é a forma que eles abordam as pessoas, essa semana passei 3 dias seguidos no cruzamento da av. afonso pena com a 14 de julho, os dias foram a mesma coisa, eles ficam gritando para chamar nossa atenção e se não olhamos, nos chamam de mal educados e começam a falar coisas absurdas, um deles até disse pra mim " voce vai tropeçar e cair de cara no chão".
 
aline gonzaga em 14/07/2012 07:12:37
viva a sociedade alternativa!
 
Marcio Luiz em 13/07/2012 09:28:38
Olá Sociedade Acorda parem de se preocupar com coisas tão banais e preconceituosas, até por que hippies talvez são até mais bem educados do que uns e outros por ai. Estão com medo do modo de vestir... da atitude com a vida... da sua entrega de alma pra natureza. Eles sim são mais espertos do que essa sociedade pobre de alma e respeito.
 
EVELIN OLIVEIRA em 13/07/2012 09:22:52
Talvez essas pessoas que se manifestam contra os hippies preferissem vê-los praticando furtos ou roubos no comércio e a pedestres, o que eles, na grande maioria não fazem. Julgar pela aparência? A tá? Então esses que assim julgam consideram do bem a corja política, pois são gente rica, e de boa aparência, mas que todos os dias roubam os recursos da segurança, saúde e educação, por exemplo.
 
Fernando Silva em 13/07/2012 07:43:15
A matéria é preconceituosa. Duro e ler isso no Lado B. Falar de preconceito só mostrando gente preconceituosa é o que? Perdāo mas ficou feio e olha que eu era fā
 
Laura wikar em 13/07/2012 07:37:06
Independente de como se vestem ou falam, não deixam de ser pessoas normais com suas crenças e cultura, se fossem agir de má fé, não ficariam expostos. Alguns chegam a ser desagradáveis, como também, os crentes de testemunha de Jeová que acordam você na manhã do domingo, porém, quem sou eu para criticar o modo de vida de alguém? Vamos nos preocupar com o preconceito que ainda nos assombra.
 
Bruno Panovitch Araujo em 13/07/2012 07:24:25
Concordo que a aparência é estranha, mas eles são muito educados, nunca tive problemas com eles, e quando havia estacionamentos ali no canteiro, nunca tive medo deles, eu descia do carro, com criança pequena, e sempre me trataram bem, ofereciam seus produtos e depois ainda desejavam um Bom dia ou um Fique com Deus. Bem diferente de alguns comerciantes, que atendem de má vontade.
 
Aline Carvalho em 13/07/2012 07:17:31
Ninguém pode julgar alguem pela aparência, e muito menos pelo aspecto físico, isso é uma forma discriminatória, quantos bandidos engravatados que temos por ai.
 
Gleason CAravelle em 13/07/2012 06:49:00
Essa reportagem vem comprovar que Vc eh aquilo que vc veste...se vc nao usa roupas ou corte do cabelo da moda, vc nao merece ser respeitado!? Eh isso que a sociedade tenta impor...compre, compre, esteja na moda e vc sera aceito! Fico feliz em saber que estes irmãos ainda resistem...els tem uma história de vida e tanto. Paz e amor!
 
cintia possas em 13/07/2012 06:47:39
como a sociedade é preconceituosa... se estivessem agredindo com gestos insanos... como muitos motoristas educados fazem no trânsito e usam a língua ferida para xingar, que com certeza tem algum estudo e um bom emprego fazem... meu Deus...
e vocês hippies... o povo tem medo do seu modo de vestir... da sua atitude com a vida... da sua entrega de alma pra natureza. O lobo vestido na pele de cordeiro
 
Dalva Santos em 13/07/2012 06:47:08
Tá.. e cade o outro lado? Tipo... são ''macunaímas'' e ''malucos de Br'', pega 3 minutos para conversar com eles que eles explicam a real.

http://beatrizcruzms.blogspot.com.br/2011/03/o-amor-arte-que-ultrapassa-o.html
 
Beatriz Cruz em 13/07/2012 06:15:24
Os caras são gente boa, são da paz. Pior são os bandidos a solta em nossa cidade que estão de olho em todos nós.
 
jose carlos em 13/07/2012 06:11:47
imagem transparente

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