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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

10/07/2012 11:27

Depois de 15 anos no Japão, como é voltar a MS e começar do zero?

Ângela Kempfer
Charles e filha Bruna, ainda no Japão. (Arquivo pessoal)Charles e filha Bruna, ainda no Japão. (Arquivo pessoal)

Charles Silva diz que nunca teve medo do trabalho, tanto que aos 28 anos deixou o Brasil ao lado da esposa para o serviço duro no Japão. Quinze anos depois, ele volta à terrinha para começar do zero, transformado por tudo o que enfrentou no outro continente, problemas inimagináveis ainda por aqui, como o medo da radiação.

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Em Campo Grande, Charles tenta reconstruir a vida como DJ, mas agora com a dificuldade dos 44 anos. “Já tentei muitos contatos em São Paulo, por exemplo, mas a idade é uma complicação no Brasil”, comenta sobre a chegada.

Para voltar, comprou equipamentos modernos de som, aprendeu com profissionais japoneses e se apaixonou pela música eletrônica. Fez algumas festas com grupo de DJs no Japão, compôs e agora quer mostrar o que sabe em eventos em Campo Grande. "Minha irmã mora aqui e me chamou para tentar. Aceitei e tô acreditando".

Antes, viveu por anos do emprego em fábricas de peças e metalúrgicas, conseguiu economizar o suficiente para uma casa em bairro nobre em São José do Rio Preto (SP), onde vive a família da esposa, mas perdeu tudo. “Tive de vender a casa para poder sobreviver no Japão nos últimos dois anos”, conta.

A filha Bruna já completou 9 anos e foi um dos motivos que fez o casal parar de arriscar lá fora. “Primeiro veio a crise dos Estados Unidos. Um mês depois todo mundo já tinha sido demitido e a prefeitura estava pagando passagem para brasileiro que quisesse vir embora”, lembra.

Nos bons tempos, ele e a esposa, que é nissei, conseguiam ganhar quase 10 mil reais por mês, por conta da valorização do dólar no Brasil. Nos últimos 5 anos, a renda caiu 50%.

Mas a quebradeira generalizada não tirou a esperança da família, porque após a primeira demissão, arrumou vaga me uma metalúrgica. A “ficha só caiu”, avalia, no acidente nuclear em Fukushima, em maio de 2011. “A radiação chegou à China, foi terrível, não dava mais para continuar no Japão com medo de morrer. A gente via os efeitos, foi devastador”.

De volta aos trópicos, não foi o clima, o fuso horário ou a alimentação que complicaram a vida. O mais difícil é entender a falta de educação. “Lá no Japão, as pessoas te tratam bem mesmo quando não gostam de você. Tudo é por favor, obrigado, com licença. No Brasil isso é raro”.

Por lá, encontrou muita cordialidade. Conheceu gente como uma professora brasileira que dava aula de graça de português para a comunidade. “Foi assim que a minha filha aprendeu e por isso não tem muita dificuldade de adaptação aqui”.

Muito humilde na forma de falar, Charles ainda tem aquele ritmo tranquilo na voz, bem japonês. Diz que entende o preconceito sobre pessoas que foram investir do outro lado do mundo, mas queria que fosse diferente. “Antes muita gente chegava com dinheiro e parecia mesmo ter o rei na barriga. Hoje não. A gente quer uma chance aqui”, resume.

O telefone de Charles é 99981767.




Roger Lopes, concordo com vc em número grau e gênero, o comportamento no trânsito indica pscologia, sabedoria, cortesia, reflexo, obediência e disernimento., colocando estes fatores em evidência no trânsito de Campo Granbde a nota é ..........................?
 
jorge ferreira em 10/07/2012 10:54:34
GENTE ; PAREM DE COMPARAR JAPÃO COM CAMPO GRANDE , PRIMEIRO MUNDO MEU POVO, É OUTRA COISA DESDE INVESTIMENTO DO GOVERNO , ALEM QUE A EDUCAÇÃO COMEÇA BEM CEDO ENTÃO NÃO ADIANTA FALAR QUE O TRANSITO É CAÓTICO POIS NÃO TEMOS INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO ,MORADIA , ESGOTO, SEGURANÇA ,TRANSPORTES, ETC TEM MUITA COISA PRA MUDAR OK..
 
SANDRO SILVERIO em 10/07/2012 08:59:15
Parabéns Charles , seja humilde que vc vai alcançar seus objetivos , mas saiba que o povo de Campo Grande , é mesmo 60% mal educado , é só avaliar o trânsito , imagina o resto , Deus Abençõe sua família .
 
Roger lopes em 10/07/2012 01:41:55
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