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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

07/10/2011 14:43

Depois de morar em abrigo, menino ganha a felicidade na França

Ângela Kempfer e Paula Maciulevicius
Da esquerda para a direita, Estefânia, Maria Aparecida, Eduardo e Rosa, psicóloga do projeto Padrinho.Da esquerda para a direita, Estefânia, Maria Aparecida, Eduardo e Rosa, psicóloga do projeto Padrinho.

Aos 8 anos, Eduardo foi retirado da família para viver em um abrigo da Capital. Filho de deficientes mentais, o menino passou necessidades nas ruas de Campo Grande. Sem estudar, em condições de risco permanente, os pais perderam a guarda da criança.

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Passados 4 anos, Eduardo agora é Eduardô. O sotaque é francês, uma das transformações na história de um menino de sorte, que depois das tragédias pessoais encontrou pais adotivos vindos do outro continente.

Hoje, filho de uma enfermeira e de um músico da cidade de Mazet Saint Voy, Eduardo tem até uma irmã, também brasileira. Estefânia, de 14 anos, foi adotada pelo casal dois anos antes do irmão, em Pernambuco.

Os dois passaram o mês de setembro em Campo Grande, porque os pais adotivos fazem questão de fortalecer o vinculo entre os filhos e o Brasil.

O menino também veio matar as saudades da madrinha, a servidora pública Maria Aparecida Franco Papi, que apadrinhou Eduardo durante o tempo que passou no abrigo em Mato Grosso do Sul.

Entre o choro e o sorriso, ela parece realizada, ao ver o menino tão bem, alto, forte e carinhoso. “A gente teve de ensinar tudo para ele, até como lavar as mãos, comer”, lembra.

Eduardo já esqueceu o português, fala com dificuldade, assim como a irmã. “Aprendi o francês muito rápido”, comenta Estefânia.

Abraço de despedida entre Eduardo e Maria.Abraço de despedida entre Eduardo e Maria.

Mas o sangue brasileiro corre forte e o menino é um dos destaques na cidade como jogador de futebol. Em abril de 2012, Eduardo passará por um teste em um time profissional. Mas o sonho de chegar a uma seleção não passa pelo Brasil. “Quero a seleção francesa”, diz.

A vida dos dois é propaganda para a adoção internacional. As vantagens são muitas, dizem integrantes do Projeto Padrinho, criado para ajudar meninos e meninas abandonados ou retirados das famílias.

A experiência mostra uma sensibilidade maior, sem preconceitos sobre idade, por exemplo. “Para as famílias do Brasil, os grandes já têm vício de personalidade, acham que não vão se adaptar. Tem meninos que aguardam adoção até completar 18 anos no abrigo”, detalha a psicóloga Renata Queiroz Giancursi.

No caso de Eduardo, os pais vieram da França e ficaram durante um mês em Campo Grande para conquistar o menino.

Durante a despedida, com o menino embarcando de volta para a França, a madrinha Maria Aparecida diz que é: “como colocar um filho no avião rumo ao outro lado do mundo”.

O sentimento poderia ser contestado, mas diante de tantos abraços e afagos na despedida, fica evidente o carinho entre os dois.

A família de Maria Aparecida conquistou até Estefânia, que ao dizer au revoir, sai esfregando os olhos, cheios de lágrimas.




Fico feliz de saber que crianças são retiradas das ruas e de pais que por um motivo ou por outro isso não vem ao caso, não dão o devido tratamento que uma criança necessita para viver e se desenvolver, a lei da adoção no Brasil deveria ser mais branda e ágil pois ainda é lenta e omissa, e com isso nossas crianças crescem desamparadas.
 
Tayse Ludhiana Tibes em 08/10/2011 03:49:23
Brasil país do futebol, carnaval, praias maravilhosas e muita , mas muita desigualdade social.
Precisamos urgente de politícas públicas de verdade para atendimento as nossas crianças.
 
Maria Joana Durbem Mareco em 07/10/2011 08:28:52
Como parte direta e emocionalmente envolvida nessa matéria, venho expressar minha discordância com os termos depreciativos do título dado à matéria, pois dar destaque ao fato (questionável) de que o Dudu mendigava, teve uma conotação muito pesada assim que li. Seria essa a intenção por parte dos integrantes do Projeto Padrinho ao concordar com a matéria? Eu não concordaria se soubesse.
 
MARIA A. FRANCO PAPI em 07/10/2011 07:33:08
Alguem sabe se os pais desse garoto tiveram tratamento de saude adequado , psiquiatrico e psicologico, ?
 
Antonio Quebrado em 07/10/2011 07:11:10
É na realidade uma historia muito bonita , mas sera que este garoto foi ver os pais deficientes mentais, sera que eles tambem nao merecem atençao ? ou nao sao especiais ? haa ! seleçao Francesa. ha sim, seleçao Francesa. é facil se adaptar em uma naçao onde corre o euro forte, lastreado pelo lucro dos grandes latrocinios feito durante periodos de colonizaçoes .
 
MARCO ANTONIO DE OLIVEIRA em 07/10/2011 06:52:48
linda materia para encerrar a semana. historia maravilhosa e feita com muita sensibilidade pelos jornalistas do site. parabens a todos.
 
dionizio vilalba em 07/10/2011 06:45:37
Que história comovente do Eduardo , fiquei emocionado ao ler. Que bom seria se todos as nossas crianças abandonadas tivessem a mesma sorte que ele teve. O nosso Brasil é um Pais maravilhoso para viver, mas as desigualdades sociais , os preconceitos, a falta de oportunidades para os menos favorecidos são muitas . Por isso, que a pobreza aumenta a cada dia nas pessoas.
 
Lucimar dos Reis em 07/10/2011 04:51:37
Parabéns pelo garoto & família e também pela sensibilidade das jornalistas do Campo Grande News de produzir uma matéria bonita como esta, com final feliz. Creio que nossos veículos de comunicação precisam mais disso: matérias que dignificam as pessoas, o ser humano e que nos fazem acreditar que é possível sim vivermos cada vez melhor.

Parabéns!
 
wilson Aquino em 07/10/2011 04:00:56
Ah, antes que eu esqueça: PARABÉNS AO PROJETO PADRINHO!!! Resgatando valores familiares aos que necessitam afetivamente, reensinando valores aos que se doam.
 
Lúcio Silva em 07/10/2011 03:50:30
Pena que nós brasileiros, que somos conhecidos como povo alegre, amoroso e festivo, não saibamos cuidar de nossas crianças. Achamos praticável adotar criancinhas brancas e de olhos claros. Mas estamos atrasados (como sempre) atrás dos países de primeiro mundo, em matéria de adotar nossos brasileirinhos. Possuo uma situação semelhante em minha vida, gostaria de ajudar mais a cuidar de nosso futuro!
 
Lúcio Silva em 07/10/2011 03:46:46
Vergonha é roubar e não aguentar levar... isso aí não é vergonha. Boa sorte garoto!
 
Moacyr Neto em 07/10/2011 03:32:21
Bom pra ele com certeza, mas eu me sinto um pouco envergonhado quando isso ocorre, pois isso serve pra depreciar ainda mais nosso país...
 
Luciano Bandeira em 07/10/2011 03:01:24
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