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Campo Grande, Sábado, 30 de Agosto de 2014

05/04/2012 21:41

Missa de Lava-Pés celebra humildade, com fiéis relembrando gesto de Jesus

Paula Vitorino e Nyelder Rodrigues

Celebração acontece na Quinta-Feira Santa e marca início do Tríduo Pascal, que termina no domingo de Páscoa

Padre lava os pés de fiéis, simbolizando o ato de Jesus lavar os pés dos 12 discípulos. (Fotos: Nyelder Rodrigues)Padre lava os pés de fiéis, simbolizando o ato de Jesus lavar os pés dos 12 discípulos. (Fotos: Nyelder Rodrigues)
Crianças representaram discípulos na Paróquia São João Bosco. (Foto: Paula Vitorino)Crianças representaram discípulos na Paróquia São João Bosco. (Foto: Paula Vitorino)

Marcada pela simbologia do colocar-se a serviço, com humildade e amor, a Missa de Lava-Pés, celebrada pelos Católicos nesta Quinta-Feira Santa, reuniu centenas de fiéis pelas igrejas de Campo Grande.

A celebração marca o início do Tríduo Pascal, que termina no Domingo de Páscoa. Os Católicos relembram a Santa Ceia, onde Jesus lavou os pés dos 12 discípulos, em sinal de humildade, e instituiu a Eucaristia – o corpo e o sangue de Cristo.

Na Paróquia São João Bosco, bairro Vila Célia, a falta de luz na região minutos antes do início da celebração contribuiu ainda mais para a comunidade vivenciar o significado da data.

Com algumas luzes acesas, sem microfones, apenas com o coro dos fiéis, a Missa teve início e precisou da ajuda de todos para superar as turbulências. A luz só voltou próximo ao final da celebração.

Nem em meio ao calor, por conta da igreja lotada, os fiéis desanimaram e ensinaram o porquê de participar da celebração. “É tradição, sempre participamos. Venho e trago a família. Desde que me entendo por gente participo, minha mãe era muito Católica”, diz a dona de casa Jucemi Bulhões, de 51 anos.

Ela ensina que a Missa de Lava Pés dá início a celebração da Páscoa e todo o ritual da cerimônia é emocionante. “O próprio gesto de lavar os pés é muito bonito”, diz.

A filha, Paula Bulhões, de 22 anos, prefere destacar a celebração da instituição da Eucaristia como momento mais marcante da Missa. “Acho o mais bonito”, diz.

Durante a celebração Ministros da Eucaristia também renovam votos. Durante a celebração Ministros da Eucaristia também renovam votos.

Já no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, os 800 lugares foram ocupados e fiéis ainda precisaram se acomodar em cadeiras para participar da celebração.

Para Oldinei Taveira do Santos, de 30 anos, participar da missa “é conseguir ter mais fé, entender o que Jesus passou”.

Mas Helk Hely, de 41 anos, lembra que o momento também “é de fazer renascer o amor ao próximo, coisa que hoje é cada vez mais difícil”.

Lava-pés - O momento do lava-pés acontece logo após a homília do padre. Representando os discípulos, 12 pessoas da comunidade são escolhidas terem os pés banhados pelo padre, que representa Jesus na celebração.

Na São João Bosco, as crianças, com toda sua humildade natural, representaram os discípulos. Com espontaneidade cada um dos 12 conta um pouco do que sabe da história da celebração. “Jesus lavou os pés durante a ceia e eu sou um discípulo”, diz um

dos mais pequenos.

Dizendo-se um “ator” já experiência na celebração, Thiago, de 9 anos, conta que pela terceira vez será um dos discípulos e garante que gosta de participar. “É divertido”, diz.

Significado - O pároco da São João Bosco, Wagner Galvão, esclarece que o ato de lavar os pés é uma simbologia, mas que representa toda a humildade que devemos ter com o próximo.

“Devemos ser generosos, tratar bem, ter humildade com o próximo independente de quem ele é ou o que tem. É isso que a celebração de hoje vem ensinar”, diz.

Já o pároco da Perpétuo Socorro, Dirson Gonçalves, ressalta que a celebração nos dias de hoje “relembra e fortalece a fé no Cristo vivo”.

“Celebrar nos faz lembrar que todos nós somos amados por Deus e com Ele a gente reforça nossa fidelidade”, enfatiza.

Durante a celebração os Ministros da Eucaristia também renovam os votos de fidelidade e recebem a benção do padre. No final da Missa, o Corpo de Cristo fica exposto para vigília até a celebração da Sexta-Feira Santa, quando Jesus é crucificado, às 15h.



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