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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

23/02/2012 16:55

Porque as pessoas perdem tantos cães? Adestrador tem as pistas

Ângela Kempfer
Juca é adestrador em Campo Grande. (Foto: Marlon Ganassim).Juca é adestrador em Campo Grande. (Foto: Marlon Ganassim).

É só abrir o portão e lá vai o cachorro em fuga. Depois, só resta distribuir cartazes pelas redondezas e rezar para que o membro da família volte para casa.

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Foi assim há um mês, na casa de Tomy, um poodle de 11 anos desaparecido no bairro Giocondo Orsi. Há 10 anos, quando apareceu na casa de Miguel, ele estava sujo, provavelmente também depois de fugir do antigo dono.

“Distribuímos cartazes por todo o bairro, apareceram mais de 30 pessoas, mas ninguém era dono dele. No dia que resolvemos retirar os cartazes, nosso cachorro morreu e acabamos ficando com o Tomy”.

Depois de muitas idas e vindas, ele acabou sumindo de vez, para dor da família de Miguel. “O coração fica rasgado”, comenta.

A história se repete e, quase sempre, pelo mesmo problema. O descuido na hora de sair de casa, que para muitos é o que provoca a perda, é só um agravante. A causa real é a falta de limites, ensina o adestrador Aldemir Jerônimo, o Juca.

Ao lado do veterinário Ricardo Caffarena, ele ensina como transformar um cachorro fujão em um “lord inglês”. “É como criança, o cão tem de ter limites. Não dá para criar como se fosse um membro da família, senão passa a dominar a casa”, explica.

A relação equilibrada entre dono e animal começa na escolha da raça, adverte. “Não dá para sair comprando cachorro só porque é bonito, tem de avaliar a personalidade do cão”. O poodle, por exemplo, que para muitos parece a opção perfeita sempre, é um grande enganador, diz Juca.

“É uma raça muito inteligente, mas também muito ciumenta e pode ficar agressivo por isso”, justifica. Mesmo assim, até os poodles têm jeito, ensina o adestrador. Independente de idade, o que falta aos animais fujões é comando.

Uma lição importante é não deixar o animal 100% solto em casa. É preciso arrumar um cômodo para ser o canil. O espaço serve para dividir bem os que mandam dos que obedecem.

“Quando o animal faz algo errado tem de olhar para ele e falar: canil. Ele tem de ser repreendido e punido. Vai ficar no canil para apreender. Pode ser qualquer cantinho, desde que seja o canto dele.

”Antes de treinar os cães, Juca treina os donos. Faz consultoria, que inicia com palestra de 1 a 2 horas. Na casa da família, ensina um a um como se comportar. “Tem sempre um que entrega o outro, entrega o que mima demais o cão”.

Para não sair correndo quando o portão abre, o animal também tem de ter hora certa para passeios, alimentação correta, tempo para brincar com os donos, resumindo: atenção.

Tomy desapareceu há um mês;Tomy desapareceu há um mês;



Até engraçado: meus cães, desde os mais sem-raça, nunca viraram a esquina mais de uma vez sem a companhia de alguém da casa. Na primeira saída sem controle são resgatados e direcionados. Será que é tão difícil assim? Obs.: sou casado e mais de 20 anos e sempre tive cães, desde poodle, SRD, fox, pintcher, e outros vários mestiços chow-chow e dálmatas. Sempre em grupos de 3 ou 4. Nunca nenhum sumiu!
 
TONY DE OLIVE em 24/02/2012 12:24:43
queria tanto abrir o portão da minha casa e ver minha sogra e seu cachorrinho saindo correndo.
 
RAFAEL LOPES em 24/02/2012 07:56:59
mal, comerem alguma porcaria,serem roubado, etc...
Muitos proprietários dizem: ele só sai aqui perto e volta ou só sai para fazer xixi e volta, pois está acostumado. Isso é um absurdo, o bichinho pode se ver em apuros e perder a vida por uma iresponsabilidade do dono.
Quem AMA cuida...leva para passear, faz visitas periódicas ao veterinário, dá ração de boa qualidade, faz higiêne semanal ou quinze
 
neyde de oliveira em 23/02/2012 11:47:57
animais e nunca sumiram, ficamos sempre de olho ao abrir portão, principalmente ao sair de carro.
Por outro lado, sempre que estou passeando com minha cadelas, sempre aparece algum bichinho correrndo e o dono do outro lado com cara de mané.
Outra coisa, que não concordo independente de raça, porte ou idade é ver cães sem guia pelas ruas. Correm o risco de serem atropelados, atacados por outro ani-
 
neyde de oliveira em 23/02/2012 11:42:28
Mais uma matéria excelente da Ângela, PARABÉNS mais uma vez.
Que ótimo ouvir falar no Ricardo Caffarena que não vejo há anos...oriundo de uma família que amo de Paixão(Dora Inês Caffarena e família).
Quanto aos animais desaparecidos, a maioria é puro descuido dos proprietários.Afinal, quem é RACIONAL? mas porém ,muitos animais pensam mais que os donos.
Desde que entendo por gente, sempre tivemos
 
neyde de oliveira em 23/02/2012 11:36:50
Esse cara ai eu conheço ele já adestrou um cão para mim foi um sonho realizado que pena que meu amigo me deixou e só ficou saudades "DIK" um grande p/ vc Juca!
 
Anderson da Silva em 23/02/2012 11:07:07
Minha chow chow ficou cega, como me adaptar e passar confiança para ela?
 
Jeferson soares em 23/02/2012 11:06:24
Tudo é muito relativo, tenho duas e são livres, todos os espaços são delas, recebem todo meu carinho e vivem grudadas em mim, saímos pouco, mas qdo chega alguém ou vai embora elas são as primeiras que correm prá porta e qdo a pessoa vai elas voltam. Acho o adestramento válido, mas tudo vai do tratamento que recebem em casa, se querem fugir é pq não estão bem no local.

Maria Titi
 
Maria Titi em 23/02/2012 08:26:23
perdi meus animais ha mais de 6 meses na regiao do coophassul, se alguem estiver com eles, sera gratificado, é uma chow chow e um rottwaille...
 
miguel ferreira em 23/02/2012 05:23:04
POR FAVOR , PRECISO URGENTE DO TELEFONE DO JUCA . AQUI EM CASA TEM UMA "PESSOA" PRA SER EDEUCADO.
 
soráia costa em 23/02/2012 04:35:57
imagem transparente

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