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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

04/09/2012 09:14

Quanto tempo dura a indignação em Campo Grande

Ângela Kempfer
No domingo, manifestação ocupou as ruas pedindo paz depois do assassinato de dois jovens, assaltados na saída de um bar de Campo Grande.No domingo, manifestação ocupou as ruas pedindo paz depois do assassinato de dois jovens, assaltados na saída de um bar de Campo Grande.

O Lado B foi criado só para falar só de coisas boas, mas abri uma exceção por conta de uma curiosidade. Depois das últimas manifestações pela revolta com o assassinato de dois jovens em Campo Grande, resolvi investigar quanto tempo dura a indignação após uma tragédia.

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No caso da menina Rayane, morta no dia 28 de fevereiro, no bairro Tarsila do Amaral, a revolta na cidade durou uma semana e meia, contabiliza a mãe Lilian Lucia de Amorim. Aos 6 anos, ela foi atropelada de propósito pelo traficante Magno Henrique Martin, quando ele tentava escapar da Polícia.

Logo depois da morte, pessoas procuraram a família para se solidarizar, pensaram em manifestações, falaram sobre a violência urbana e criticaram a Polícia, mas tudo se acalmou quando o assassino foi preso e a imprensa também diminuiu a cobertura sobre o assunto. “As pessoas esqueceram. Só quem é da família não consegue tirar a dor do coração e os pensamentos da cabeça”, lamenta a mãe que ainda espera pelo julgamento de Magno.

É efêmero, vem como um trovão e logo as pessoas voltam à rotina para só lembrar da violência quando um novo caso ocorre. Foi assim em maio, quando mais uma vez a cidade se levantou, mas contra Richard Ildivan Gomide Lima, 21 anos.

Embriagado, ele atropelou e matou Davi Del Vale, 31 anos, na madrugada, quando o segurança deixava o serviço no bar Miça e seguia para casa na avenida Afonso Pena.

“Um mês depois já tinha caído no esquecimento. Só espero que os juízes não tenham esquecido”, diz a viúva, Laís Mariane. O culpado está preso até hoje, o que para a família serve de “anestésico”. Mas a falta de uma mobilização permanente incomoda.

“É assim, acontece, depois passa e logo em seguida vem outro caso. Agora está todo mundo batendo em outra tecla, a dos meninos mortos”, comenta Laís sobre Breno e Leonardo, assassinados na última quinta-feira por assaltantes.

Para ela, a única forma de evitar os dramas é refletir todos os dias sobre o poder que um ato irresponsável tem de transformar a vida de famílias inteiras.

Mas Laís diz entender o motivo da indignação ter vida curta. “As pessoas nunca acham que vai acontecer com elas. Comigo foi assim. Quando deu 5 horas e meu marido não chegava, até pensei que poderia ser um assalto, mas nunca imaginei que ele estivesse morto”.

Em setembro do ano passado, protestos por Justiça no Caso Brunão já eram tarefa para poucos.Em setembro do ano passado, protestos por Justiça no Caso Brunão já eram tarefa para poucos.

João Márcio Escobar, pai de segurança Jefferson Bruno Escobar, o Brunão, conseguiu manter os protestos depois do assassinato do filho por quase um ano, com manifestações mensais. Depois, a adesão começou a cair, passou a ser cada vez mais difícil mobilizar e agora só a família acompanha o caso.

O crime “durou mais” porque envolvia um rapaz rico da cidade, que chegou a ser preso, mas hoje está livre, a espera de julgamento, diz o pai de Brunão. “Meu filho morreu apanhando. As pessoas até lamentam, mas daí todo mundo volta a rotina e esquece. Não tem solução”.

Mesmo com um recorde em protestos, João reclama que de nada serviram, porque o responsável, Cristiano Luna, continua solto. “Não surtiu efeito no Judiciário. É uma derrota de todo mundo”.

Depois do crime - em março de 2011, ele criou uma fundação, ainda realizou alguns debates sobre a violência e novamente veio a decepção. “Pedi apoio de um parlamentar que vive falando da violência no programa de TV dele, mas ele não ajudou. Mesmo assim, trouxe por conta própria a deputada Keiko Ota, de São Paulo, para discutir a criminalidade aqui”, comenta.

Ele cobra a revisão do Código Penal e chama a atenção do eleitor. "É só nas eleições que a gente tem a chance de escolher pessoas comprometidas com o combate à violência", justifica.

Na sexta-feira, quando soube da morte de Leonardo e Breno, o pai de Brunão resolveu pesquisar no Campo Grande News e descobriu que de janeiro até agora 12 pessoas foram assassinadas em Campo Grande. “Assim, a gente vai desanimando”, conclui.




...antes de mais nada... a instituição chamada família é a primeira na vida do sujeito....então tem se que questionar "como esses bandidos foram criados, como foi sua educação"...não precisa ser necessariamente EVANGÉLICO PARA SER SANTO. BASTA TER UMA BASE FAMILIAR CONSISTENTE, COM BOA EDUCAÇÃO, NÃO SOU EVANGÉICA, CONTUDO MINHA FAMÍLIA ME ENSINOU OS VERDADEIROS VALORES PARA VIVER NA SOCIEDADE.
 
ROSINHA DIOGO em 07/09/2012 09:44:00
Gente, não é q a indignação tem q durar, é que a vida segue e nós temos q nos indignar sim com o q acontece ao nosso redor, é normal isso, mas ñ adianta de nada ficar lamentando pro resto da vida e lembrando, massacrando as pessoas mais próximas das vítimas. As pessoas não falam mais, mas tenho certeza q não esquecem.
O caso da menina Mayana, duvido alguém ter esquecido, só ñ se fala +.
 
Adriane Marques Fernandes em 04/09/2012 12:57:49
ATE APARECER A PROXIMA VITIMA
MUDAM OS PERSONAGENS,M MAS A HISTORIA É A MESMA.
 
julio junior em 04/09/2012 12:10:47
A indignação é eterna para todos. Mesmo que esses bandidos sejam presos, não existirá nada que irá curar essas perdas. A justiça pode até agir, mas a indignação continua... ninguém trará a vida dessas pessoas devolta.
 
Priscila Barcelos em 04/09/2012 11:36:22
Tenho acompanhado o caso do Brunão durante todos esses meses..e é realmente triste ver q o responsável pela destruição de uma família continua impune.É como o João,pai do Brunão diz..vai desanimando..às vezes as pessoas se solidarizam,as vezes ficam revoltadas por estarmos congestionando o transito..e o numero de adesão cai.Será q não se colocam no lugar dessas vitimas da violência?#kd a Justiça?
 
Julia Roberta em 04/09/2012 11:13:07
Tem que trocar Secretário de Segurança e os demais comandos, e colocar gente que tenha pulso ou capacidade de comandar policiais, dando dignidades aos mesmos com salarios justo. Ai sim eles vão trabalhar motivados que com um maior desempenho.
 
Claudino da Costa Marques em 04/09/2012 11:09:19
Bom infelizmente é bem isso mesmo daqui uns dias tdos esquecem so a familia fica com a dor, os assasinos de tdos daqui uns dias ja esta na rua novamente e mas vidas se vai na Pena de Morte desses bandidos.A sociedade so faz algo qdo acontece no dia depois tdos se acomoda novamente e ai as vidas de inocentes vao indo embora.Tem que haver pena de morte sim ......
 
susan keyla mendes ferreira em 04/09/2012 10:16:27
Quero que os direitos humanos e todos seus seguidores VÃO PRO INFERNO
 
carlos roberto em 04/09/2012 10:10:02
De minha parte já não voto mais em político que faz leis para beneficiar presos ou que estejam comprometidos com direitos humanos !!! O que falta é mais divulgaçao de quem são os parlamentares comprometidos comos bandidos ! Precisamos de gente linha dura no comando !!!!
 
Josias Mota Vicentin em 04/09/2012 05:49:43
São situações complicadas de serem superadas e, muitas vezes, não ganham o desfecho esperado pela população, seja por conta das variáveis possíveis no judiciário ou ainda por culpa de sua lentidão. Falta investimento em educação e segurança pública e no somatório disso tudo.
 
Fabiano Silva em 04/09/2012 04:45:00
O ser humano não precisa ser EVANGELICO, CATOLICO etc etc basta ele fazer uma coisa muito simples, que é PROCURAR A DEUS independente da religião pois Deus é só um e só ele pode nos guiar para um caminho melhor cujo o mesmo só tem uma direção, então se redam a Deus sigam-no e acredito que só assim vamos ter melhoras. noticias ruins devem ser apagadas é dificiu mas devem.
 
Adauto jr em 04/09/2012 04:43:16
Os bandidos precisam ser castigados,todos eles devem pegar pena máxima sem direito a sair antes igual fazem com todos os bandidos,se os pais o tivessem castigado e ensinado valores quando esses trastes estavam em formação talvez isso não tivesse acontecido.Agora a "justiça" faça isso.Que sejam feitos de exemplos pro restantes que pensam em fazer coisa igual ou pior.Os erros precisam ser corrigidos
 
Rosa Marlene da Silva em 04/09/2012 04:42:33
NÃO ADIANTA ALGAZARRAS HUMANAS, OS HUMANOS QUE QUISEREM SER PROTEGIDOS, PAIS E MÃES, E LEVEM SEUS FILHOS AOS ALTARES DE DEUS, SE ELE NÃO QUISEREM IR, VÃOS OS PAIS, E DEUS PROTEGERÁ OS FILHOS ONDE ESTIVEREM, NASÇAM DENOVO, SE BATIZEM, SE CONFESSEM, SE ENTREGUEM A DEUS, POIS OS DE DEUS, NÃO ESTÃO VENDO ESSES SOFRIMENTOS, IDOLATREM SOMENTE A DEUS, NEM FILHO, NEM CARROS, NEM LUXURIAS, DINHEIRO...
 
pedro braga em 04/09/2012 03:55:00
QUANDO O POVO DEIXAR DE IR AS BOATES, BARES, FESTAS EXCESSIVAS, CONSUMIR BEBIDAS ALCOÓLICAS, FUMAR, DE SEREM VAIDOSOS, EXPOSTOS AO RIDÍCULO, E PASSAREM A LEREM A BÍBLIA, FREQUENTAREM MAIS AS IGREJAS EVANGÉLICAS, CONHECEREM A LEI DE DEUS, AÍ SIM, AS VÍTIMAS SERÃO PROTEGIDAS, CONSULTEM AOS EVANGÉLICOS SE SÃO VÍTIMAS, ISSO NÃO ACONTECE COM O BOM EVANGÉLICO, SÓ COM OS DISTANTES DE DEUS.
 
pedro braga em 04/09/2012 03:52:00
...o perigo é a sociedade perceber que NÃO resolve, e começar a resolver com as próprias mãos. Vai ser uma carnificina, vai ter pais fazendo desforra e outros que observarão o quanto é equivocado no ensinamento, no cuidado com os valores.
 
Flavio Candia em 04/09/2012 03:46:34
pena de morte seria a solução se estivessemos em um país sério!
 
idevaldo de jesus em 04/09/2012 01:05:00
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