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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

16/05/2012 21:55

Traquinagens de macaco-prego enlouquecem vizinhos no bairro Chácara dos Poderes

Paula Maciulevicius
Eis a figurinha difícil da família de Rosedal. Leva o que vê na frente e se mostra assanhado para as moças da casa. (Foto: Arquivo pessoal)Eis a "figurinha difícil" da família de Rosedal. Leva o que vê na frente e se mostra assanhado para as moças da casa. (Foto: Arquivo pessoal)

Há 20 dias um macaco prego tem dado muito trabalho a moradores da região do Parque dos Poderes, em Campo Grande. São ao menos seis casas que ele não só visita diariamente, como “pega” o que vê pela frente.

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Da tigela da ração a água dos cachorros, de fios da TV a cabo à carne que a empregada deixa para descongelar, nada passa despercebido pelo macaco que acaba por levar tudo para o telhado. Até a mamadeira da criança mais nova da família já foi “sequestrada” pelo bichinho.

“No começo a gente achava uma gracinha. Ele deitava em cima do muro, como se fosse de casa. Até começar a aprontar”, conta a aposentada Rosedal de Freitas Xavier, 71 anos.

O macaco não apenas leva o que vê para o telhado, como também se mostra muito assanhado. Lá de cima, a família conta que o bicho não pode ver mulher que já quer se mostrar “ativo”, mesmo não se tratando de uma fêmea da mesma espécie.

Dona Rosedal conta das peripécias do bichinho. “No começo a gente achava uma gracinha. Até começar a aprontar”. (Foto: Minamar Júnior)Dona Rosedal conta das peripécias do bichinho. “No começo a gente achava uma gracinha. Até começar a aprontar”. (Foto: Minamar Júnior)
Para o Lado B o macaco não deu a mínima. (Foto: Minamar Júnior)Para o Lado B o macaco não deu a mínima. (Foto: Minamar Júnior)

“Mas é gente mesmo, só falta falar. Já passamos dois dias fechados dentro de casa, porque se ele entra, faz o maior estrago”, comenta a aposentada.

A família percebeu a presença do animal ao ouvir constantemente o barulho de alarme. O macaco parece sentimental, dona Rosedal conta que se ninguém dá bola, ele faz o que pode para ter atenção. “Ele gruda na grade e fica fazendo barulho até alguém olhar”.

Por sorte da família, à noite o bicho dá um descanso. Deve dormir para recuperar as energias e azucrinar durante o dia todo. “Graças a Deus a noite ele fica quieto. Ele tem tirado até as telhas, acho que é porque de noite e com chuva e frio, ele deve se esconder”, comenta Rosedal.

Um dos membros da família foi até o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e na terceira vez foi atendido por uma veterinária, que lhe cedeu uma armadilha. Ilusão para os moradores. O bicho sequer deu moral e segundo relatos da vizinhança, nem se uma penca de bananas for colocada ali consegue prender o animal.

“Ninguém vem para buscar, só disseram para não dar comida e que ele já está no seu habitat natural. Mas o habitat dele tinha que ser o meu telhado?” questiona em tom de brincadeira o filho de dona Rosedal.

Na casa, o macaco prego não tem nome, nem apelido. “Sabe quando você está bravo, vai brigar e chama pelo nome inteiro? Então é assim, aqui é só o macaco”, enfatiza.

Bicho brinca de esconde-esconde com os donos, na casa que agora, parece ser dele. (Foto: Arquivo Pessoal)Bicho brinca de esconde-esconde com os "donos", na casa que agora, parece ser dele. (Foto: Arquivo Pessoal)

O macaco continua pelas casas, de telha em telha e os vizinhos é que precisam tomar cuidado. A Polícia Militar Ambiental, segundo a família de Rosedal, já informou que não há estrutura para “caça” e que só viria até o local se o macaco tivesse caído na armadilha. O que parece estar longe de acontecer.

Enquanto o Lado B esteve na casa, ele ficou tímido. Não deu às caras para a câmera e ou fez graça com a equipe de repórter e fotógrafo. Bem ao contrário do que ele faz para os “donos”. Até pose de esconde-esconde o bichinho faz.

“É uma figurinha difícil”, define Rosedal. Das peripécias do macaco ela conta rindo e fala “mais é engraçado mesmo, vou fazer o que”.

Segundo a PMA (Polícia Militar Ambiental), a instrução é para que a população não alimente os bichinhos. “Ali tem macaco sim, não tem como tirar os animais da área de floresta, tem as reservas, matas remanescentes. A população precisa aprender a conviver e não deve alimentar, porque se não é ali que ele vai ficar”, explica o major Ednilson Queiroz.




Realmente as casas do Parque estão em contato direto com a área "ainda" considerada como habitat desses bichinhos. Não vamos esquecer que a própria cidade em que vivemos a pouco tempo era, em grande parte, região de mata. É para contemporizar essa realidade, nossa expansão, que existem ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS que deveriam estar APTOS para resolverem esses problemas. ONDE ESTÃO?
 
Regina Kerkebe Cannellini em 19/05/2012 04:18:09
na fazenda de minha propriedade deve ter uma familia com mais de 50 desses macacos pregos, é uma delicia os ver refrescando nas arvores, comida em abundancia, vivem gritando pulando e comendo o dia todosTem um deles que deve ser o lider, Eu o chamo de CHICO
Chico fica sempre atento no mais alto galho, nao brinca muito , mas é muito docil
eles estao no lugar certo!!Nos invadimos o habitat deles
 
Carlos Alcantara em 17/05/2012 09:38:00
Bom, na verdade o parque é o habitat dele mesmo... Nós é que invadimos lá... Acho que a prefeitura nunca poderia ter permitido o loteamento destes locais e a construção de tantos condomínios... Ninguém percebe a quantidade de animais silvestres que estão invadindo a cidade? Ou será que nós é que estamos invadindo?
 
Fani Silva em 17/05/2012 07:47:58
Tadinho do bicinho...acontece que´"nós" invadimos o seu habitat...tanto lugar pra se construir casas tem que ser justo ali no Parque?? Espero que não maltratem o bichinho.... ele é filhote pelo jeito....quer chamar a atenção e brincar...tá certo que às vezes as peripécias irrita, mas ele está no lugar dele,´os humanos que invadiram...só não judiem por favor!!!
 
Leticia Nogueira em 17/05/2012 07:12:56
O avanço descontrolado e acelerado das construções estão deixando os bichinhos sem local para morar, por isso, vemos na imprensa noticiais de animais aparecendo nos quintais de residências. Já passou da hora de por em prática o plano diretor da cidade e restringir a construção em determinados locais, a fim de evitar a devastação de toda a área verde e a construção descontrolada!!!
 
Nelson Chaia Júnior em 17/05/2012 03:31:49
é nos invadimos o habitat deles, que pensamento mais pequeno, se fosse assim deveríamos viver como índios, porque todo lugar antes era mato....
 
lucas figueiredo em 17/05/2012 02:33:33
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