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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

26/06/2013 09:13

Algumas bancas hoje vendem de tudo, menos revistas e jornais

Anny Malagolini
Algumas bancas hoje vendem de tudo, menos revistas e jornais

A revista e o jornal, hoje são expostos em pequenas prateleiras, e se tornaram disfarce na maioria das bancas de jornal da capital. O artigo que deveria ser lógico perdeu espaço até para sandálias.

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“Não vende, ninguém compra”, é a reclamação de Cristiane Ribeiro Gahoma, de 36 anos, que para manter a tradição de 53 anos da banca de revistas herdada pelo pai, teve que diminuir o número de jornais e atrair a clientela até com guarda-chuva. “Entram aqui para fazer recarga e às vezes compram algo para ler, mas é difícil com tanta coisa online”.

O custo de uma banca de revista varia de R$170 a R$ 200 mil e quem investiu alto agora se decepciona com a baixa venda dos artigos. Em uma delas, no Centro, as capas divertidas de celulares forram as paredes.

O disfarce é real, já que vender qualquer artigo que não seja de leitura em bancas de revistas é proibido. Por isso, quem recorreu a sorvetes, refrigerantes, presentes e sapatos femininos, tem receio de comentar o assunto e trabalhar sem sossego por saber que não é legal.

“A Semadur não impede, mas faz vista grossa, mas sabemos que não podemos, mas como sobreviver sem vender?”, argumenta José, dono de uma banca na avenida Afonso Pena que pediu para não ser identificado.

A culpada pelo desinteresse dos clientes é a internet, apontam os donos de bancas, mas tem comerciante que sobrevive no ramo, mesmo sem banca.

Em uma loja na rua 13 de Maio, próximo a avenida Afonso Pena, revistas e jornais de maior circulação do Estado se distribuem em várias prateleiras, apesar de reclamação igual a dos que não resistiram. “Teve gente da família que fechou outra loja de revistas. É difícil vender, mas continuo com o tradicional.”

Algumas bancas hoje vendem de tudo, menos revistas e jornais



Realmente hoje em dia e difícil viver só de revista, temos de nos virar com outros tipos de mercadorias, ainda vendo revistas na banca em que herdei de meus pais, mas vendemos sorvetes e refrigerantes também e a noite vendemos cachorro-quente para os acadêmicos da faculdade que fica na frente, somente assim conseguimos nos manter e agradar a quem ali estiver para nos prestigiar.
 
Joicy Ojeda Queiroz em 26/06/2013 19:28:34
“A Semadur não impede, mas faz vista grossa, mas sabemos que não podemos, mas como sobreviver sem vender?”, argumenta José, dono de uma banca na avenida Afonso Pena que pediu para não ser identificado."

Engraçado ouvir isto de um entrevistado, mas não tiveram a mesma tolerância com o cachorro quente e o espetinho em frente a Uniderp na Av. Ceará, tiraram assim que o prazo se esgotou, assim como fazem com os ambulantes que ocupam as ruas(ilegalmente com seus comércios do mesmo artigo), estas bancas também ocupam, espaços públicos de circulação de pessoas, principalmente aos sábados onde é intenso o fluxo de pessoas.
Nada contra a quem precisa sobreviver, mas são os "2 lados da moeda".
 
Fred william em 26/06/2013 14:13:54
É porque não esta dando lucro só aquilo que estavam vendendo, então tem que inovar.
 
Giuliana Arante em 26/06/2013 13:05:46
Sendo assim, a Prefeitura tem que retirar estas bancas das calçadas, pois alem de dar mau visual atrapalham os pedestres.
 
Ari Ferreira em 26/06/2013 12:07:09
Isso não é nada, pior são as farmácias, vc procura produtos básicos e não encontra, mas tem ração p/ cães, gatos, peixes, pães e alimentos de todo tipo (junto com ração), além de outros não farmacêuticos.
 
arnaldo saracho em 26/06/2013 10:12:09
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