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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

19/09/2012 10:22

Bandas novas em formato antigo; novas gravações em vinil chegam a Campo Grande

Anny Malagolini
Na Livraria Leitura, vendedor mostra LP da Pitty, uma das artistas da nova geração que lançou trabalho em vinil. (Fotos: Rodrigo Pazinato)Na Livraria Leitura, vendedor mostra LP da Pitty, uma das artistas da nova geração que lançou trabalho em vinil. (Fotos: Rodrigo Pazinato)

Com tanta tecnologia na indústria fonográfica, há anos artistas brasileiros estão fazendo o caminho inverso e voltando ao tempo do vinil. Mas até então só era possível comprar os discos pela internet.

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Agora, as vitrines de Campo Grande também têm discografias completas em vinil, de bandas atuais, como a do Los Hermanos. Agora é só arrumar uma vitrola.

Na Livraria Leitura, também há LPs da roqueira Pitty, de Ana Carolina e da banda Matanza, além de clássicos relançados pela única indústria a prensar vinil hoje na América Latina, a Polysom, do Rio de Janeiro.

Os discos do Tom Zé e Titãs, lançados nas décadas de 70 e 80 respectivamente, agora também foram relançados em LP e estão na relação da Leitura.

A caixa com os quatro discos e mais o álbum “Ao Vivo na Fundição” do Los Hermanos, por exemplo, custa R$ 469,90. Como todos os novos lançamentos, os LPs são de 180 gramas, o que significa prensagem premium de alta qualidade.

São três discos duplos (“Bloco do Eu Sozinho”, “Ventura” e “Ao Vivo na Fundição”) e dois simples (“Los Hermanos” e “4”).

Já o de Ana Carolina sai por R$ 72,90. Depois de 10 anos de carreira, essa é a primeira vez que a cantora e compositora lança um trabalho no formato vinil e só conseguiu graças a um licenciamento da gravadora Sony Music e do selo Armazém para a fábrica Polysom.

O vendedor Pietro Luigi, 36 anos, é colecionador de vinil, e tem 1.5 mil só de rock. “Eu consegui contar até esse número, depois larguei mão”.

Apesar da novidade ser gente nova gravando no formato antigo, ele diz que na loja os discos mais procurados são da banda Mutantes, porque são raros. É mais fácil encontrar no exterior do que no Brasil.

O rapaz gosta do formato, principalmente, por conta das raridades. Uma de suas preciosidades é um disco do Chico Buarque, “Calabar”, que foi recolhido na década de 70 por conta da ditadura militar. Um dia, andando pelas ruas do Méier, bairro do Rio Janeiro, um rapaz estava vendendo discos na calçada em uma caixa. “Foi aí que encontrei esse disco. E o melhor, levei ele por apenas R$ 1,00”.

Com a prensagem de mais vinis, as raridades, itens de colecionador, poderão se tornar “possíveis”, avalia Pietro.

O exemplo é um LP do cantor e compositor Jards Macalé, item considerado raro, vendido por R$ 300,00 normalmente e que agora pode é vendido por 72,90.

Há 2 meses, o Lado B fez uma pesquisa pelas lojas especializadas e nenhuma vendia LPs. Agora a exceção é a Leitura. Se você sabe de outro local com LPs da nova geração, avise.




Adoro ouvir os vinis antigo gosto do FIVERS E RENATO E SEUS BLUE CAPS
 
MIGUEL GONCALO em 25/07/2013 18:09:10
Isso impede que a grande maioria obtenha esses discos pelo preço ainda alto tanto do equipamento quanto dos Lps recém lançados.
 
Pietro Luigi em 21/09/2012 06:49:38
Bem, já que eu sou o careca da foto responsável pelos Lps na Leitura fica a dica: Na própria Leitura tem Vitrolas pra vender, algumas até mesmo convertem para mp3. O único porém é que apesar dessa volta dos Lps, as grandes indústrias como a Sony por exemplo ainda não se mostraram interessadas em voltar a fabricar Toca discos.
 
Pietro Luigi em 21/09/2012 06:47:30
Grande Pietro!!! Mandando bem
 
Leonardo Carloto em 20/09/2012 10:40:51
MUITO BEM RSTA DE PARA BEMS PELA NESIATIVA ESTO TEN QUE CONTE SER NÂO SO AGORA VARIAS VEZES
 
SULLIVAN MIRANDA DE BRITO em 20/09/2012 09:07:27
Concordo com o Antonio Ramos. Agora o Lado B tem que mostrar onde estão as vitrolas? É possível comprar aqui em Campo Grande? Fica a sugestão.
 
Jorge Almoas em 20/09/2012 07:28:58
Eu estive ainda ONTEM à tarde (terça) vendo esses mesmos vinis da reportagem. Essa livraria é uma maravilha pra Campo Grande. Me lembra a rede francesa FNAC, que eu frequentava assiduamente quando morava na Europa.
E quem pensa que VINIL é coisa do passado, tá totalmente ENGANADO... É algo moderno e que sempre vai estar presente no mercado. Prova disso, são esses lançamentos.
 
Aldo Oliveira em 19/09/2012 12:39:00
Cara, no meio de tantas notícias horrendas, enfim pude delirar de alegria ao ler que o disco de vinil tá voltando, afinal, tenho tantos vinis de rock com mais de 40 anos e estão em perfeito estado.
 
ataxerxes holosback em 19/09/2012 11:03:03
Grande Pietro, meu amigo, eu lembro até hoje quando fizemos uma troca de vinil, tudo por que eu queria completar minha coleção de Led Zeppelin, tomamos algumas cerveja ouvindo blues pels ruas de Campo Grande...Forte Abraço Pietro
 
jaime cafure em 19/09/2012 10:47:06
Pietrix, amigo do peito!
O vinil do Macalé fui eu que comprei! rs
 
Luiz Henrique Raele Braga em 19/09/2012 09:09:57
Grande Pietro! Muito boa a matéria!
 
Paulo Ricardo - João Pessoa-PB em 19/09/2012 08:13:18
Háhá, grande Pietro, tive o prazer de conhecê-lo ainda na Hamurabi,Cara sempre envolvido com a cultura, tentou sua loja própria, subcultura na 26 de nov. Lembro que foi ele quem me explicou o pq de alguns riscos na ultima faixa da banda Blitz!!ahahahah Reportagem mto bacana, é preciso mais espaço para este tipo de cultura, esta sim dura pra sempre!!!!
 
Lígia Damasceno em 19/09/2012 03:18:21
Que bacana os discos de vinil voltarem. Eu tenho vários e ainda os ouço. E meus filhos também.
 
Marília Costa Chinchilla em 19/09/2012 02:57:00
Bixo... eu tenho uns 300 vinis em casa. E realmente aquele som chiadinho do início é algo muito interessante. Dá para fumar um cigarro, tomar um wisky ouvindo um vinil.
Meu preferido é do Simon and Garfunkel, mas tenho também joe cocker, beatles, stones, cat stevens e pink floyd.

E para me gabar... eu tenho mutantes! hehe
 
Gabriel Lescano em 19/09/2012 02:37:01
Uma idéia para incrementar o comércio de discos de vinil seria a venda dos "toca-discos" nas lojas especializadas em vinil.
 
Antonio Ramos em 19/09/2012 02:02:26
Eu estava ontem à tarde (terça) apreciando esses mesmos vinis da reportagem do Lado B. Esse local é maravilhoso e me lembra um pouco a rede francea FNAC, que tem títulos incríveis. Parabens a esses empresários e ao sempre prestativo Pietro (foto), que entende muito de música.
E quem pensa que vinil é coisa de "velho", está muito enganado. Eles sempre vão estar de alguma forma inseridos no mercado.
 
Aldo Oliveira em 19/09/2012 01:40:13
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