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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

23/04/2016 07:15

Brechós entram em campanha mundial com a pergunta: “Quem fez minhas roupas?"

Naiane Mesquita
Evento busca chamar a atenção pelo consumismo e exploração no mundo da moda (Foto: Val Reis)Evento busca chamar a atenção pelo consumismo e exploração no mundo da moda (Foto: Val Reis)

Do outro lado da moda, longe dos palcos cheios de glamour existe uma cadeia produtiva exploratória e regada a desperdícios. Na lista de empresas que foram autuadas por trabalho escravo estão a Renner, MR. Office, Zara, Collins e Pernambucanas. Essas são apenas algumas das muitas que empregam bolivianos, haitianos e brasileiros sem oferecer remuneração e nem sequer condições de higiene.

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Com tantas histórias semelhantes, consumidores e profissionais da área decidiram criar o Fashion Revolution Day, que ocorre em mais de 80 países e questiona “quem fez minhas roupas?”.

Em Campo Grande, o evento ocorre no sábado, dia 23 de abril, das 16h às 22 horas, na Orla da Estação Urbana, com a realização de um grande brechó, com peças de várias empresas, coletivos e estilistas que priorizam o reaproveitamento de roupas e a luta contra o desperdício e a exploração. A organização é do Coletivo Bocaiúva Moda e Design de MS, Coletivo de Brechós, com participação da Capivara Mística, Touché Camisetas, Fabio Maurício, Gaveta, Brechós do Coletivo e Bazar Itinerante, Vitral, Coreafro, Chroma Acessórios e Jorge Barros Artes.

“A ação chama a atenção para o consumismo desenfreado que existe atualmente, para o comportamento de por vezes comprar uma peça de roupa, por exemplo, enjoar e jogar fora. Deixar no guarda-roupa sem utilidade. Isso causa toneladas de roupas que vão para o lixo, que poluem o meio ambiente e torna a economia nem um pouco sustentável”, reforça Val Reis, do Coletivo de Brechós de Campo Grande.

Movimento mundial – A ideia partiu de duas ativistas e designer pioneiras em moda sustentável, Carry Somers e Orsola de Castro, após uma tragédia que ocorreu em Bangladesh no dia 24 e abril de 2013. No dia, o edifício Rana Plaza, que abrigava diversas confecções de roupas, muitas produziam em larga escala para renomadas marcas globais, desabou, causando a morte de 1.133 mil trabalhadores e deixando outros 2.500 mil gravemente feridos.

O Fashion Revolution acredita em uma indústria da moda que valoriza e respeita as pessoas; preserva o meio ambiente; promove criatividade e inovação; e distribui riquezas em medidas justas. A sua missão é sensibilizar e conscientizar a sociedade para tornar estas crenças realidade.

De Londres, a campanha se espalhou para o mundo, com o objetivo de mostrar à todos o verdadeiro custo de nossas roupas – revelando os impactos socioambientais de seus processos de produção, desde a extração da matéria-prima até o consumo.

Isso é apenas o início de um processo de transformação e as campanhas anteriores já mostraram números surpreendentes - no dia 24 de abril de 2015 a hashtag oficial foi usada 63 milhões de vezes e o alcance através das mídias online foi de 16,5 bilhões no mundo.

Vale lembrar que durante os eventos, a ideia é que pessoas do mundo todo postem uma selfie com a etiqueta de suas roupas aparecendo e a legenda: quem fez minhas roupas?. Acompanhando a publicação deve estar a hashtag oficial #whomademyclothes e as adicionais #fashrev e #quemfezminhasroupas.

Mais informações pelo evento no Facebook. 




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