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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

10/07/2012 15:58

Camelôs voltam à calçada com máquina de cartão de crédito e venda parcelada

Ângela Kempfer
Celulares vem do Paraguai e são parcelados no cartão de crédito. (Fotos: Minamar Júnior)Celulares vem do Paraguai e são parcelados no cartão de crédito. (Fotos: Minamar Júnior)
Na esquina, antenas e meias à venda.Na esquina, antenas e meias à venda.

Não é perseguição, nem denúncia para chamar os fiscais, mas não dá para deixar passar o fato de que os camelôs reapareceram na 14 de Julho em uma versão moderna.

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Já não é de hoje o amontoado de vendedores na Afonso Pena, principalmente em frente ao Camelódromo. Mas na 14? Há um bom tempo não via tantos ambulantes.

Hoje encontrei vendedores de meias, de antenas, de pilhas, de controles remotos, de acessórios e o que mais uma banquinha pequena suportar, nem que seja uma caixa de papelão servindo como mesa.

Alguns ficam nas esquinas, mas eles se espalham por todo o trecho entre a Barão e a Dom Aquino,

“A gente trabalha onde dá. Se tiver que ser na rua, que seja aqui, onde tem movimento”, justifica o senhor de cerca de 50 anos que não diz o nome e trata a repórter com desconfiança.

O medo do “rapa” continua igual. “Eles (fiscais da prefeitura) aparecem, a gente corre. Dizem que até prendem, mas a gente vai ficando”, resume o moço que aparenta ter no máximo 25 anos.

Sobre a banca do jovem camelô, uma máquina de cartões de débito e crédito chama atenção em meio aos celulares que vende. “Parcelo em até 6 vezes”, anuncia, sem constrangimento.

A reserva só aparece quando pedimos para fazer uma foto. “Eu não vou aparecer não, faz só da máquina”, autoriza o ambulante que traz toda a mercadoria do Paraguai.

O rapaz conta que também trabalha em feiras e já tentou se fixar no camelódromo, mas além dos custos com o espaço, “tem muita concorrência”, argumenta. “Tem gente vendendo celular de todos os tipos, não dá”.

A professora Ruth Barbosa garante não achar ruim, mas reclama. "Duro é ter de passar nessa rua já estreita e ficar topando com ambulante".

E assim a calçada da rua 14 volta a ser ponto de venda, com o ruído potencializado pelas vendedoras das lojas que, na fachada, também oferecem produtos como se estivessem na feira. Eu, até que acho divertido.




Não atrapalha em nada, e um meio que eles procuram para estar trabalhando e ganhando seu dinheiro onestamente, dou o maior apoio a essas pessoas que ganham seu dinheiro. isso ai
 
Sidnei Sabara em 11/07/2012 10:54:46
Deixar trabalhar não significa autorizar atos ilegais. Os lojistas pagam caro para ter o comércio ali. Além disso, o comércio informal tem seu lugar, o camelódromo e chega, diga-se de passagem. Desenvolvimento não coaduna com ambulantes pelas calçadas!
 
Gustavo Ribeiro em 11/07/2012 10:42:44
O sol nasceu para todos,trabalhar com objetos pirateados não é legal,mas é louvavel que essas pessoas continuem trabalhando. O Estado exige que todos trabalhem legalizados, mas será que o Estado cumpre corretamente a sua função estatal? Como está a saúde, educação, segurança etc.Tería que o Estado cumprir primeiro a sua parte para depois exigir pontualidade da sociedade.
 
porfirio vilela em 11/07/2012 07:05:40
Tem que deixar trabalhar, sou frequentador da rua 14 aos sabado, tem espaço pra todos e não tiram cliente das lojas,vendem outro tipos de mercadorias já citadas, eles estão tentando trabalhar e não estão roubando, são pessoas humanas que tem que sobreviverem, aproveito pra pedir que todos compre algum produtos deles para ajudar e levar algum dinheiro para seus lares.
 
Rubens Alvarenga em 10/07/2012 08:56:24
É mais um caso de impunidade e de hipocrisia, tão comuns neste nosso País ...Todo mundo finge que obedece a lei, os responsáveis fingem que fiscalizam, o povo finge que está tudo bem!!!!!!!
 
Maria Luisa Marini em 10/07/2012 08:07:00
Acho falta de respeito com quem transita pelas calçadas e paga o imposto. A 14 está se tranformando em um camelódromo e se não forem tomadas providencias, criam força, fundam associações e reivindicam novo camelódromo, vendendo após o novo ponto a peso de ouro, a custa de nossos impostos. Isto não é problema social e sim comércio pesado,
 
José Inácio Dias Schwanz em 10/07/2012 07:04:04
Enquanto isso o camelódromo é "tombado" pela Camara Municipal de Campo Grande. Também não sou contra o trabalho, mas desde que seja disciplinado. O direito de ir e vir é de todos. Por que uns podem vender produtos pirateados ou vindo de contrabando, sem pagar imposto e outros são rigorosamente fiscalizados. São vários pesos e várias medidas. E ainda vão aumentar o número de vereadores.
 
josé M Silva em 10/07/2012 04:31:02
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