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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

24/11/2013 07:26

Feira terá artesanato tradicional na velha rodô todos os sábados até o Natal

Paula Maciulevicius e Anny Malagolini
A ideia da feira, que surgiu pela ansiedade de ocupar e revitalizar o lugar.A ideia da feira, que surgiu pela ansiedade de ocupar e revitalizar o lugar.

Na primeira edição da exposição de artesanato na velha rodoviária, 67 artesãos colocaram seus trabalhos à mostra. Entre eles muita coisa tradicional, a base de crochê, panos de prato e tapetes por exemplo, até biscoitos e vestidos para Barbie confeccionados por estilista em EVA, tudo espalhado pelo primeiro andar do prédio.

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A ideia da feira, que surgiu pela ansiedade de ocupar e revitalizar o lugar, foi a oportunidade de dar um espaço para os que vendiam em casa ou pelas ruas, ou ainda ampliar o movimento de quem esperava clientes na Praça dos Imigrantes.

Segundo a organizadora do evento, Heloísa Cury, os artesãos se surpreenderam ao ver o prédio limpo e a possibilidade da feira. A primeira exposição já resultou a ela, que luta para ver o espaço sendo bem utilizado, o aluguel de três salas.

Artesão Lucas oferece de dreads a tererê e acessórios como anel e colar.Artesão Lucas oferece de dreads a tererê e acessórios como anel e colar.
Tapetes feitos de malha são vendidos como artesão aprendeu, em família.Tapetes feitos de malha são vendidos como artesão aprendeu, em família.

A aposentada Alzira Pereira Gatti, de 69 anos, até então, vendia seus biscoitos de nata, maisena e coco, em casa. "É bom um lugar fixo, como não tenho, a feira resolve", comenta. Os biscoitos são vendidos em pacote de 200g por R$ 6.

Vindo de São Paulo há 5 anos, o artesão Lucas Pereira de Silva, de 30 anos, trouxe à velha rodô, brincos e colares e a experiência do preconceito encontrado ao vender os trabalhos na rua. "É complicado, as pessoas tem preconceito. Ter espaço específico é importante", ressalta. Ele que decidiu expor todos os sábados, tem peças a partir de R$ 3. Além de confeccionar dreads e tererês por R$ 10.

Pratos de cerâmica também ganharam visibilidade na feira. A artista plástica Cybelle Manvailer, de 27 anos, têm produtos a partir de R$ 20, que incluem garrafas revestidas para decoração. A iniciativa, ela considerou bacana, no entanto ressaltou que não deve ficar parar por aí. "É preciso um esforço conjunto para mudar a visão da população que o local está abandonado". O trabalho dela, até a feira, era vendido no 'boca a boca'.

Tânia Maria Caminho, de 58 anos, se apresenta como estilista de Barbie há dois anos. A matéria prima para criar os modelitos são a base de EVA com estampas floridas. Os looks saem a partir de R$ 12.

Daniel dos Santos, de 51 anos, vende artesanato em família. Aliás foi assim que aprendeu com a mãe há 15 anos. Os tapetes de malha são vendidos de bicicleta pelas ruas, com preços na faixa de R$ 15.

Os produtos expostos podem ser opção para presentes de fim de ano e a feira se estende até o Natal, sempre das 9h às 19h.

Feira trouxe até estilista de Barbie.Feira trouxe até estilista de Barbie.



Muito Obrigado Paula pela revisão na entrevista valeu! e até +!
 
Lucas Pereira da Silva em 08/12/2013 16:06:12
Não tenha preconceito e discriminação com a antiga rodoviária, lá tem gente de bem, novos empreendedores e tudo mais, você morador de campo grande pode ir lá sem medo e preconceito, pois se o seu problema é segurança, temos um posto da guarda municipal no prédio, se o seu problema é sujeira, você lá não irá encontrar, pois tem pessoas que trabalham todos os dias para deixar o prédio limpo e cheiroso. Dê uma chance a si mesmo visite a nossa rodô, você ira se surpreender com que o que está acontecendo lá todos os dias.
 
Ana Ostapenko em 25/11/2013 08:38:26
Acho excelente a idéia. Muito melhor na antiga Rodo do que na Praça, sem estrutura e um sol escaldante. Basta a Prefeitura fazer uma boa divulgação e promover apresentações artísticas, para atrair a população.
 
Josevaldo Pereira em 24/11/2013 20:04:17
Luzimar Miranda, não estou falando mal, eu também sou artesã e sei como e difícil vender, o que estou falando e do local ermo, as pessoas tem medo de ir lá. Só por isso. Espero e torço para que possam realizar ótimas vendas.
 
Katiuscia Ribeiro em 24/11/2013 11:57:19
Não concordo com vc Katiuscia Ribeiro,se fosse tão difícil assim,os expositores de seus artesanatos já teriam abandonado há muitos anos os seus trabalhos,digo isso por que tbm assim como todos que lá expõe o seu trabalho tbm sou um deles,não exponho o meu trabalho lá mas sei bem o movimento de quem vende,de ama e de adquire artesanatos,Creio com toda certeza que não é só por que esse bazar será na antiga rodoviária,que eles deixarão de vender,creio e muito em suas vendas.
Se até bazar de roupas infantis usados já foram expostos lá e foi um mega sucesso,agora não seria diferente,principalmente por que exista a mídia pra divulgação.
"Creio no sucesso de vendas absoluto"
 
Luzimar Miranda em 24/11/2013 10:10:18
Concordo com você Katiuscia. Que mal faz expor na praça Ary Coelho.
 
Carlos José em 24/11/2013 09:50:51
Eu entendo que tentaram unir o útil ao agradável, mas ja e difícil vender artesanato na praça que fica na esquina da 26 de agosto com Rui Barbosa, imagina na velha rodo, não tem fluxo de pessoas e as que passam não se interessam por artesanato e uma pena, porque o artesanato e lindo
Deveria ser como antes na praça Ary Coelho.
 
Katiuscia Ribeiro em 24/11/2013 08:26:11
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