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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

07/04/2016 06:56

Irmãos mostram em editorial que a mesma roupa pode vestir bem homem ou mulher

Thailla Torres
Irmãos participam de ensaio divertido de moda sem gênero. (Foto: Bruna Fernandes/Brecharia)Irmãos participam de ensaio divertido de moda sem gênero. (Foto: Bruna Fernandes/Brecharia)

Todo mundo deve usar aquilo que deseja e quem vende a moda parece também que, muito devagar, começa a romper até os padrões de gênero na hora de oferecer produtos. Em Campo Grande, seguindo as tendências de cada um é dono do seu nariz, o Brecharia Brechó e Bazar lançou o editorial “Moda Para Quem Quiser”, com figurinos que podem cair bem para homens e mulheres.

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A proprietária, Bruna Fernandes, quer mostrar que não há padrões para quem tem personalidade. “Usamos no editorial, peças supostamente femininas, já que somos uma loja de roupa feminina, mas tentamos mostrar que não existe gênero para roupa e cada um usa o que quiser, dentro do estilo que gosta”.

As peças foram escolhidas levando em consideração cortes e estampas que pudessem agradar aos dois públicos. As numerações vão do 36 ao 42.

Segundo Bruna, o editorial é uma oportunidade para que as pessoas abram a cabeça para o conceito mais democrático. “A gente sempre quis mostrar que qualquer peça pode ser usada e por enquanto o resultado só está sendo positivo”, comemora.

Para os irmãos gêmeos João Gabriel Nascimento e Pedro Gil Nascimento, de 25 anos, que são estudantes de Jornalismo, participar do ensaio é mais um jeito de romper preconceitos.

“Eu já vinha adotando essa questão de usar roupa independente de gênero. E sempre buscando em brechós, pois nas lojas de departamento as roupas masculinas são muito dentro dos padrões”, explica João.

Ele defende que aos poucos as pessoas estão levantando a discussão e ousando na proposta. “Já usei saia na rua e também um vestido em um desfile. Percebi olhares e alguns comentários, mas nada que me abalasse. Afinal me senti muito bem” conta.

É um avanço grande, mesmo se tratando apenas de roupa, avalia. “Acredito que estão surgindo muitos ícones, que tem usado a moda sem gênero e vem rompendo o padrão. E isso reflete no consciente coletivo, para que as pessoas se livrem de qualquer preconceito."

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