A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

29/07/2014 07:00

Primeira loja gay da cidade promete peças únicas e consultor para montar looks

Paula Maciulevicius
O casal explica que a diferença entre o público gay e héreto não está nas peças em si e sim nos detalhes. (Fotos: Marcos Ermínio)O casal explica que a diferença entre o público gay e héreto não está nas peças em si e sim nos detalhes. (Fotos: Marcos Ermínio)

As marcas de roupas servem em qualquer um, independentemente da orientação sexual. No entanto, os comerciantes Vanessa Velozo, de 31 anos, e Leonardo Cândia, de 35, decidiram que as pólos, camisas, bermudas e calças das araras seriam voltadas para vestir o público gay de Campo Grande. No ramo de vendas há cinco anos, eles amadureceram a ideia desde 2013 para abrir as portas do que vem a ser a primeira loja gay da cidade.

Veja Mais
Estilistas criam coleção especial para quem tem algum tipo de deficiência física
Referência em Medicina, cursinho abre inscrições para bolsas de até 100%

"Viemos estudando o mercado. Eles são pessoas com o gosto apurado, exigentes e que gostam de produtos de qualidade e atendimento diferenciado", explica o proprietário Leonardo. Nas palavras do empresário, os clientes gays seguem mais a tendência da moda europeia e para isso ele investiu em marcas nacionais que concorrem com as grifes do mercado da moda. 

A loja trabalha com RGW que tem uma semelhança com a grife Sérgio K, Denúncia que se inspira no estilo Calvin Klein e a Vicinal, todas de produção nacional e com um preço mais acessível. "O que vai custar aí R$ 300 uma pólo. As nossas são metade do preço", compara Leonardo. Nas araras, as peças começam a partir de R$ 74,90.

Para não ficarem só nos achismos, os empresários contrataram Almir Machado, gay e consultor de gestão.Para não ficarem só nos "achismos", os empresários contrataram Almir Machado, gay e consultor de gestão.

O casal explica que a diferença entre o público gay e hétero não está nas peças em si e sim nos detalhes. "O que vai diferenciar são alguns cortes à laser, golas em "V". O que não quer dizer que um hétero não possa usar", frisam, além do atendimento.

"O hétero não é muito de experimentar roupa, ele entra, olha e leva, o gay não. Ele quer experimentar, quer ser bem servido. A maioria são pessoas bem sucedidas e que trabalham desde cedo, então viemos com essa novidade de horário também", garante Leonardo. A loja funciona numa galeria na avenida Mato Grosso e atende das 9h30 até 22h, inclusive aos sábados.

Outro cuidado que os donos avisam ter é quanto a repetição de roupas. "Eles se conhecem, vão aos mesmos lugares, então cuidamos para não trazer peças repetidas", conta Vanessa. O estilo da loja atende tanto quem vai para a balada, quanto quem sai para trabalhar e também com uma pequena linha de roupas femininas, no caso para presentear as amigas.

Para não ficarem só nos "achismos", os empresários contrataram Almir Machado, gay e que se apresenta como consultor de gestão.

"Primeiro sou gay, então eu sei que tem que ter um olhar diferente em cima dessa clientela. Muitas vezes os lojistas não têm aquele carisma para com esses clientes, mas antes de sermos gays, somos homens", afirma.

Dono da loja, Leonardo usa camiseta Denúncia, com detalhes de corte à laser e gola V.Dono da loja, Leonardo usa camiseta Denúncia, com detalhes de corte à laser e gola "V".
Bermudas e calças também das marcas RGW, Denúncia e Vicinal também ficam nas araras.Bermudas e calças também das marcas RGW, Denúncia e Vicinal também ficam nas araras.

Almir sustenta que não é por isso que a loja deve investir em looks "árvore de Natal", mas sim cortes diferentes, peças transadas e prezar pela qualidade. "Somos um público mais exigente, que paga mais para saber bem atendido e ter qualidade. Outra novidade é que vamos ter um consultor de moda às sextas e sábados para montar looks", completa Almir.

O final de semana que passou serviu de "laboratório" para o casal de comerciantes que foram até as boates gays da cidade ver, observar e perceber o que o público alvo da loja usa na balada. O proprietário ainda oferece de fechar a loja para um grupo de clientes que queiram maior privacidade.

"Para pequenos grupos eu posso montar um coquetel, são coisas que eles não vão ter no shopping, por exemplo", argumenta Leonardo.

A loja chama "Pólos e Rugbys e fica na Galeria Ipanema, na avenida Mato Grosso, 3519, região do bairro Coophafé. O telefone para contato é o 3201-6523 e pelo WhatsApp 9221-3037.

A loja chama Pólos e Rugbys e fica na Galeria Ipanema, na avenida Mato Grosso, 3519, região do bairro Coophafé.A loja chama "Pólos e Rugbys e fica na Galeria Ipanema, na avenida Mato Grosso, 3519, região do bairro Coophafé.



imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.