A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

11/04/2015 07:45

A estreia em um hostel, no Rio de Janeiro, com 22 camas no mesmo quarto

Lucas Arruda
Lucas (à esquerda), com novos amigos em uma tarde de turista no Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo Pessoal)Lucas (à esquerda), com novos amigos em uma tarde de turista no Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo Pessoal)

O maior medo de um viajante é não poder viajar. Ouvi esta frase na televisão outro dia e percebi que ela se encaixa perfeitamente em mim, já que desde criança, viajando nas férias com meu pai, tenho o sentimento de que viajar, conhecer lugares e pessoas diferentes é a melhor coisa a se fazer na vida.

Veja Mais
"Toma aqui uns 50 reais", Naiara Azevedo abre fim de semana eclético
Ludmilla é uma fofa e mostra o que o funk pode ensinar ao nosso sertanejo

Há um mês, após sair do emprego, decidi ir ao Rio de Janeiro para visitar uma amiga que não via há bastante tempo. Como não poderia ficar na casa dela, pedi indicação a um amigo que havia ido à Cidade Maravilhosa no Carnaval e ele me indicou o Manga Hostel, na Lapa.

Como na primeira vez que tinha ido ao Rio fiquei por pouco tempo e num bairro longe, gostei da indicação, já que a Lapa fica na região central da cidade e é famosa também por ter uma vida noturna badalada, o que me interessa.
Nunca havia ficado num hostel, fui um pouco receoso, mas com a expectativa de conhecer pessoas do mundo todo.

Ao chegar lá me espantei com o preço da diária, que era muito barata (R$ 30 com direito a café da manhã). Mas, ao entrar no quarto uma surpresa: além da minha cama havia outras 22.

Não me importei com o número de camas, afinal só queria um lugar para descansar e fazer novas amizades. E não foi diferente, já na primeira noite, os hóspedes, entre eles um mineiro que morava no hostel há dois meses, e alguns estrangeiros, estavam reunidos no quintal, fazendo um som.

Estava com minha amiga que acabou se juntando ao pessoal para cantar e tocar violão. E assim foi até as primeiras horas da madrugada.

Depois de amanhecer, acordamos, minha amiga foi para o trabalho e eu acabei ficando só. Mas com tantas pessoas no hostel, acabei puxando assunto com um espanhol e uma italiana. Ambos falavam português.

Me ofereci para sair com eles, pois não tinha um roteiro pré-determinado e nada para fazer durante o dia – a Lapa te dá inúmeras opções de lazer, mas grande parte à noite. Esperamos mais uma francesa, que não falava português, e fomos ao Pão de Açúcar.

O idioma oficial do passeio, aliás da viagem, foi o inglês. Eu que não sou fluente na língua, apanhei um pouco, mas conseguia me comunicar com todo mundo.

Fomos ao Pão de Açúcar e a tarde andamos pela orla das praias de Ipanema e Copacabana e conhecemos um pouco do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Na noite da Lapa, Lucas e os gringos.Na noite da Lapa, Lucas e os gringos.

Para comer sempre procurávamos uma opção barata. Na Lapa, uma boa pedida é o restaurante Ximeninho, com diversos pratos por R$ 20,00, que podem ser divididos por duas pessoas. Mas, geralmente, comprávamos comida no mercado e cozinhávamos no hostel, assim dava para economizar mais.

De dia, era guiado pelos estrangeiros, que sempre tinham um roteiro turístico nas mãos, e à noite o guia era eu. Como tenho amigos no Rio, sempre pedia alguma dica de festa ou bar para ir ali na Lapa.

Toda noite saía com no mínimo cinco amigos, todos feitos no próprio hostel, e dificilmente outro brasileiro como eu.
E assim se seguiu nas duas semanas em que permaneci no Rio. Sempre conhecendo novos lugares e fazendo novas amizades.

Depois de duas semanas e com a passagem de ônibus em mãos para voltar a Campo Grande, foi a hora de partir, já com muitas saudades da Cidade Maravilhosa e dos novos amigos que havia feito. Felizmente mantenho contato com a maioria e agora tenho convite para conhecer diversos lugares do mundo, com estadia gratuita.

Em um dia de viagem do Rio de Janeiro até Campo Grande refleti bastante e decidi uma coisa: que não era hora de parar de viajar.

Agora, com menos recursos e uma mochila nas costas, o destino é a América do Sul!

*Lucas Arruda é jornalista e resolveu iniciar uma aventura pela América do Sul, com hospedagem garantida na casa dos amigos estrangeiros que conheceu no Rio. As histórias dessa viagem você vai acompanhar aqui no Lado B.




imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.