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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

25/05/2012 15:49

A moda passou, mas a mulherada continua de cabeça para baixo no Pole Dance

Ângela Kempfer
Uliana, de cabeça para baixo.Uliana, de cabeça para baixo.
Com 3 aulas por semana, ela conta que a maior recompensa veio quando conseguiu fazer o movimento “Superman. (Foto: Rodrigo Pazinato)Com 3 aulas por semana, ela conta que a maior recompensa veio quando conseguiu fazer o movimento “Superman". (Foto: Rodrigo Pazinato)

Jesus! É a primeira palavra a surgir na cabeça quando a professora sobe na barra, trava a perna e fica de cabeça para baixo lá em cima, em uma dança sensual que ficou chique depois que a atriz Flávia Alessandra incorporou personagem que ganhava dinheiro com o Pole Dance.

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O modismo veio com a novela, passou, e a mulherada que não gosta de academia, mas quer definir o corpo, continua firme na barra. O melhor é que tudo parece bem divertido. “Tem mulher que chega para aprender a dançar para o marido, outras que querem emagrecer e outras porque odeiam academia. O bom é que elas acabam emagrecendo, dançando para o marido e se divertindo”, diz a professora Uliana de Marco.

A jovem, com rostinho de anjo, pele clarinha e apenas 1,55 metro, tem mais cara de balé clássico, mas quando sobe na barra...sai de baixo.

Ela faz movimentos com uma leveza de espantar, parece brincar, quase 2 metros do chão. “É uma herança do Balé Clássico, que fazia quando pequena”, explica.

Mas a professora garante que a atividade é para qualquer um. “Pode ser gordinha, magra, mais velha, não tem problema algum. Começamos bem devagar, na base do alongamento”.

Laís tem 22 anos, começou em maio e já fica de pernas para o ar com facilidade. Estudante de Nutrição, diz que terá de repensar o cardápio porque perdeu muito peso. “Meu metabolismo já era acelerado”, explica.

Com 3 aulas por semana, ela conta que a maior recompensa veio quando conseguiu fazer o “Superman”, um movimento onde a pessoa fica suspensa, presa apenas pelas perna. Até agora os exercícios só valeram para moldar o corpo.

“Meu braço está definido. Ainda não dancei para ninguém não”, comenta

A mãe Leila acompanha a aula cheia de sorrisos. “Sou coruja, adoro que ela pratique e faço propaganda”.

Professora mostra o primeiro movimento, para iniciantes.Professora mostra o primeiro movimento, para iniciantes.
A moda passou, mas a mulherada continua de cabeça para baixo no Pole Dance

O estúdio de Pole Dance, na rua Euclides da Cunha, é bem enxuto, são 3 barras com almofadas estrategicamente posicionadas para não haver quedas traumáticas. Mesmo assim, o início é complicado. “Como temos de usar short curto, a pele machuca um pouco”, diz Uliana.

A professora é tão dedicada à atividade que já fez pesquisa nos motéis da cidade para saber onde existe barra para Pole Dance nos quartos. “Tem muita aluna que quer dançar para o marido. Só encontrei a barra em um motel e fui até lá verificar quarto por quarto qual a segurança”.

A preocupação é com a coreografia, uma das fases mais avançadas das aulas. “Já pensou se faço uma coreografia muito ousada, com a menina lá no alto e ela vai usar uma barra que não está segura”, justifica.

As aulas podem ser individuais ou em grupos de no máximo 3 pessoas. Uma vez por semana custa R$ 100,00 para fitness em grupo, ou R$ 200 a individual. Três vezes por semana o custo é de 270 ou o dobro para a individual.

O estúdio faz aulas experimentais todas as terças-feiras, às 18 horas. A marcação é feita pelo telefone 92529934.




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