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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

01/08/2016 06:25

Anos depois, os "emos" não mudaram tanto e festa vai matar saudade do estilo

Thailla Torres
Franja cumprida e visual era o que chamava atenção no estilo. Franja cumprida e visual era o que chamava atenção no estilo.

O sentimentalismo nas letras musicais e o visual de franja no rosto foram características marcantes para quem viveu a geração emo, lá no início dos anos 2000. Após mais de 10 anos, é difícil encontrar alguém que se enquadre no estilo, mas ainda existe. Tanto que tem gente organizando festa que vai matar a saudade e lembrar do tempo em que as roupas escuras e o cabelo rebelde falavam muito sobre a adolescência.

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No dia 20 de agosto, no Bar Fly, a festa "Eu também fui emo” quer reunir a galera e fazer todo mundo se acabar ao som das bandas que mais fizeram sucesso entre a garotada da época.

Da empresa paulistana Rocknbeats, o evento corre o país mais como apelo temático, uma brincadeira com o que já foi sucesso. Por aqui, o produtor cultural Thiago Coutinho é o representante. Aos 33 anos, ele só lembra da geração emo. “Eu já me considero a velha guarda, mas a galera tem saudade e não tem preconceito. É divertido lembrar, porque tem gente que nem se imagina mais vestido como emo e acaba se divertindo na noite com as músicas que ficaram marcadas”, explica Thiago.

Beatriz e o namorado, estão ansiosos para lembrar dos bons tempos de ser emo. (Foto: Arquivo pessoal)Beatriz e o namorado, estão ansiosos para lembrar dos bons tempos de ser "emo". (Foto: Arquivo pessoal)

No Facebook, o evento já deixou de ser tímido e 500 pessoas confirmaram presença. Muitos fazem publicações com músicas e figurinos da geração.

Uma dela é Beatriz Mello, de 19 anos, que se diz ansiosa pela festa. “Eu comecei a ser emo em 2010. Eu me reconheci nesse estilo. Usava franja, cabelo colorido, roupa xadrez e algumas peças coloridas. Tinha muita gente da minha época que gostava do estilo”, conta.

Hoje ela reforça que até o jeito de se vestir sofreu mudanças. Mas ela não abriu mão do cabelo colorido e da franja de lado. As bandas continuam as mesmas. “Percebi que as pessoas achavam que os emos eram adolescentes rebeldes. Mas na verdade, eram mais reservados, não viviam muito âmbito social. Hoje o estilo mudou um pouco”, avalia.

As músicas podem até continuar as mesmas, no entanto, no figurino ela descreve as mudanças. “No lugar daquele colorido emo, veio o indie. Principalmente para as meninas, é mais alternativo e independente. Ninguém se importa muito com o que vão pensar e acabaram ficando mais estilosas. Meu namorado também era emo, mas hoje o estilo é mais hardcore”, explica.

Vitor e os amigos acreditam que hoje o estilo alternativo prevalece. (Foto: Fernando Antunes)Vitor e os amigos acreditam que hoje o estilo alternativo prevalece. (Foto: Fernando Antunes)

Já para os meninos entre 14 e 15 anos, hoje em dia não tem essa de ser emo. Eles conhecem o termo e dizem até que alguns na escola insistem no estilo. Mas entre os garotos, a moda hoje é outra. “A gente curte mais as roupas de skatista e aquele tênis de marca. Não vejo aquele cabelo de lado e nem muita gente se vestindo de preto”, observa, Vitor Cesar, de 14 anos.

Com um set musical cheio de sucessos do estilo emo desde os anos 2000, a festa "Também Fui Emo" será realizada no dia 20 de agosto, no Bar Fly.

Os ingressos já estão à venda nas lojas Augusta Life Store, Old Dog e Terror Rock Street Wear Shop que fica na Feira Central. Informações pela página do evento no Facebook.

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