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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

13/04/2014 09:59

Após 75 anos, mudar Expogrande e shows de lugar causa mais polêmica

Zana Zaidan
Queridinhos do público, Expogrande pode não ter shows no futuro (Foto: Arquivo)Queridinhos do público, Expogrande pode não ter shows no futuro (Foto: Arquivo)

A iminência de a Expogrande mudar de lugar, e passar a acontecer a cerca de 15 quilômetros do perímetro urbano de Campo Grande, não é vista com bons olhos pelo público da festa. A possibilidade surgiu com o anúncio de que a Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), organizadora da feira, vai construir um novo parque na BR-262, a seis quilômetros do Autódromo Internacional.

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O presidente da entidade, Francisco Maia, nega a mudança, mas a guerra travada há anos com a vizinhança e, desde 2011, com o Ministério Público Estadual, e gerou uma série de restrições de horários e, em 2012, chegou a impedir que a realização de shows, dá indícios de que o “Acrissul Campo” é uma alternativa para pôr fim ao impasse.

 

Karolina acredita que, na BR, frequentadores correm o risco de sofrer acidentes (Foto: Cleber Gellio)Karolina acredita que, na BR, frequentadores correm o risco de sofrer acidentes (Foto: Cleber Gellio)

A dona de casa Aldeni de Moura Souza, 30 anos, acredita que a Expogrande perderá a identidade se a mudança se concretizar. “Desde que me mudei para Campo Grande, há dez anos, não perdi uma edição. Se mudar, as pessoas vão estranhar e vão deixar de ir. Do jeito que ficou combinado com a prefeitura, de acabar até a meia-noite, é justo. É só cumprir e ninguém será prejudicado”, opina. Há 75 anos a festa acontece no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

Auxiliar de serraria, Bruno Antunes, 20 anos, considera que “a festa agrada muita gente”, mas pondera que é preciso respeitar as regras impostas para não prejudicar a rotina de quem mora no entorno. “Eu mesmo já tive problemas com vizinhos barulhentos e sei o quanto é incômodo. Não precisa tirar uma festa que agrada muita gente, mas que respeitem o espaço de quem mora ali”.

A dificuldade de chegar ao local é apontada como o maior empecilho pela estudante Karolina Silva, 17 anos. “As pessoas vão ficar sujeitas a acidentes se tiverem que pegar a BR para chegar lá. E a volta será pior ainda, porque as pessoas bebem muito na Expogrande”, acredita.

A aposentada Sara Silva, 53 anos, que conta ter freqüentado a festa por anos, “quando era jovem”, é radical em relação à reclamação dos vizinhos. “O povo é que chegou depois e começou a atrapalhar. Acontece lá há anos, e começou justamente porque não tinha ninguém, era tudo mato. Quem comprou casa lá sabia que teria que conviver com isso, e é só uma vez por ano”.

 

Bruno defende manter acordo com vizinhos (Foto: Cleber Gellio)Bruno defende manter acordo com vizinhos (Foto: Cleber Gellio)

Os planos – Francisco Maia é taxativo ao negar a mudança. Ele também não descarta que os shows deixem de fazer parte da programação da feira. “Os shows voltaram, mas, amanhã, podem não estar. É uma questão indefinida, que exige esforços que, hoje, não podemos dispensar. Nosso foco é outro. Mas, mudar para lá, isso nunca. Sou contra pegar rodovias para ir a um show. O bom da Expogrande hoje é que o acesso é fácil, tem muitas linhas de ônibus disponíveis, táxis”, resume.

O presidente já antecipou que, no futuro, o Laucídio Coelho pode não comportar até mesmo os eventos agropecuários. “Quando entramos na temporada de leilões o fluxo de caminhões que transportam animais é muito grande, é um entra e sai toda hora. Hoje, ainda comporta, mas vai chegar um tempo em que não comportará mais”.

A tendência, explica, é que o Laucídio se transforme em um shopping do Agronegócio e, o Acrissul Campo passe a abrigar os leilões e demais eventos.

Por ora, apenas a Federação de Clubes de Laço de MS, que vai dividir o espaço com a entidade, vai tocar o projeto. “Em maio vamos começar as obras da pista coberta para provas de Laço Comprido e pavilhões para animais. A idéia é estar tudo pronto em dezembro, quando Campo Grande vai sediar a Copa do Laço”, explica o presidente da Federação, Elvio Garcez.




A Acrisul fica sem ter o que fazer, a população vizinha ao parque condena que seja feito o evento ali, as autoridades cederam às solicitações dos vizinhos, afinal são votos garantidos na eleição, agora a entidade se virou e conseguiu um novo local, aí a população não quer porque acha longe, tá difícil, se fosse eu cancelava de uma vez a festa e pronto, a cidade perde, a população perde e os vizinhos da feira perdem pois quando tem exposição no parque as calçadas viram comércio e toda a vizinhança vende espeto, coca, cerveja, fora as casas que abrigam carros e trabalham como garagem, todo mundo ganha com a feira, mas pelo visto não tá bom ainda.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 14/04/2014 08:48:14
Antigamente o Parque de Exposições era longe, tão longe que os que defedem a realização de shows dizem que não incomodavam ninguém, eis que seria local distante e isolado. Então qual o problema em mudar o local? Por que reclamar agora? Assim como era longe no passado, será longe no futuro, pelo menos até o crescimento urbano alcançar aquela área.
Da mesma forma como as pessoas comuns são expulsas de seus lares pela hipervalorização de seus lares, também os negócios (e as feiras) devem se adaptar à nova realidade. Por que a expogrande é uma exceção? Afinal de contas, mudaram até a Feira Central. Será que esta não era cultural? As pessoas deixaram de ir?
A cidade cresce e se expande, então deveríamos impedir o crescimento da cidade para não alcançar o Parque de Exposições?
 
Guilherme Arakaki em 13/04/2014 11:11:51
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