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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

29/04/2016 08:37

Bar reduto do rock e blues, abre as portas para o eletrônico que é feito aqui

Adriano Fernandes
Além de Dj André é produtor musical e professor de música eletrônica. (Foto: Reprodução Facebook/D.Edge São Paulo) Além de Dj André é produtor musical e professor de música eletrônica. (Foto: Reprodução Facebook/D.Edge São Paulo)

Um dos poucos redutos que mantêm a tradição do rock e do blues em Campo Grande abriu as portas também para os sets dos DJs. Nas sextas de Free Techno do Bar Trem Mineiro, no Jardim Itatiaia, a proposta é resgatar a originalidade da música eletrônica na cidade.

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Um dos responsáveis pelo projeto é o DJ André Garde, de 33 anos. Ele conta que os eventos foram pensados a partir de descontamento pessoal com o cenário techno daqui. “A música eletrônica na cidade tem seguido os modismos que ficaram populares País afora. Tem se regionalizado e reproduzindo o que nós DJs conhecemos como ´Brazilian Bass`”, explica.

O DJ conta que o estilo tem se popularizado cada dia mais, por ser um som mais comercial e menos conceitual. “No Brasil, boa parte dos músicos imita o que vem funcionando com outros DJs, que tem se popularizando mais fácil e não se preocupam em criar sua própria identidade. E no techno, cada DJ tem que criar sua individualidade, sem regionalizar o seu som. Não se apegar aos modismos”, avalia.

No Brasil, a vertente virou moda nas pistas e tem como principais representantes os DJs Dazzo, Dozzie, Liu, Cat Dealers e Alok. “É um som repetitivo, chato e que segue sempre o mesmo formato, velocidade e tem virado modinha, enquanto o verdadeiro techno está sendo deixado para trás”, comenta.

André defende que a música eletrônica deve seguir uma linguagem universal, para que não perca a sua essência. “Tenho conhecimento do techno que é produzido no mundo todo e defendo que a linguagem original desse som deve ser preservada para que ele continue sendo universal.”

Ele também explica que o Free Techno surge como uma forma de desmistificar a elitilizaçao da música eletrônica. “O techno sempre foi underground e é assim que ele deve ser. As edições da festa são gratuitas. O espaço está aberto para que gente nova e que segue o mesmo conceito do projeto, possa participar”, comenta.

André explica que o estilo techno tem por principais características o ritmo acelerado, dançante, poucos vocais e vasto uso de sons artificiais. “O plano musical do techno é capaz de causar um transe sem nenhum tipo de aditivo. Simplesmente com o som, com a repetição e a vibração do corpo“, conclui.

Fazem o mesmo som DJs renomados como o mineiro Anderson Noise e o sul-mato-grossense Renato Ratier. Também o alemão Ben Klock e o britânico Carl Cox.

Além do próprio André Garde, se apresenta hoje à noite na terceira edição do Free Techno os DJs Adriano Pulse, Nik Ros e Roy Awake.

O Bar Trem Mineiro fica na Rua Heitor Laburu, 340 no Jardim Itatiaia. A entrada é gratuita.

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