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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

16/04/2014 14:03

Cachê de R$ 46 mil para Oficina G3 reabre debate sobre valores pagos pela Fundac

Ângela Kempfer
Show da Oficina G3 na semana passada.Show da Oficina G3 na semana passada.

A página do Fórum de Cultura de Campo Grande ferve no Facebook. Hoje, a notícia de que a prefeitura pagou R$ 46.5 mil só no cachê de uma banda da Quinta Gospel levantou os radares da “fiscalização”. Um assunto que dá muito pano pra manga, ainda mais quando a gente resolve pesquisar todos os valores pagos pela Fundac recentemente.

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Como a atual administração tem um pé pesado na Igreja Evangélica, qualquer indicio de favorecimento incomoda. No interior do Rio de Janeiro, por exemplo, o Ministério Público entrou com ação para que a prefeitura de Comendador Levy Gaspari seja proibida de bancar eventos religiosos. 

Aqui, o primeiro “levante” ocorreu porque a Quinta Gospel foi realizada sem a Noite da Seresta. De acordo com lei municipal de 2012, os dois eventos teriam de ocorrer um na sequência do outro, para economizar gastos.

Agora, o que se questiona é o valor gasto com a banda gospel Oficina G3, que esteve em Campo Grande na semana passada: exatos R$ 46.540,00.

Mas em um levantamento rápido, a gente tem uma surpresa ao perceber que os valores pagos para as atrações da Noite da Seresta são tão altos quanto, inclusive, para artistas que há muito não estão na mídia, que nem de longe têm os fãs da banda gospel e que cobram muito menos para apresentações que não envolvem dinheiro público.

Se engana quem acha que o cachê dos seresteiros é baratinho, já que os convidados há tempos não emplacam um hit. No ano passado, a “Banda Pholhas” custou R$ 51 mil à Fundac (Fundação Municipal de Cultura), enquanto que para um show fictício do Lado B, a equipe da banda enviou orçamento de R$ 18 mil.

O cantor Peninha levou mais R$ 47 mil para cantar em agosto de 2013. Já para uma apresentação este ano, a pedido do Lado B, o cachê cobrado seria de R$ 15 mil, ou seja, uma diferença de R$ 32 mil. 

A recordista de 2013 foi a Galinha Pintadinha, com R$ 70 mil, mas a penosa estava na crista da onda. 

Como sempre, as atrações regionais ganham bem menos. Os últimos contratados pelo projeto, o Grupo Acaba, recebeu R$ 23 mil pelo show em dezembro. 




A reportagem não fala quanto a banda Oficina G3 cobraria em um show fictício, como fez com os outros grupos, para ficar bem claro se há cobrança diferenciada por ser evento com dinheiro público. Assim, a matéria fica incompleta e pode, sim, tendenciar a opinião de algum leitor desavisado. Será que há diferença também? A reportagem indagou a esses grupos o porque da diferença de valores?
Também gostaria de saber quanto o Governo do Estado paga para os shows do MS Canta Brasil, Festival de Inverno de Bonito, Festival América do Sul em Corumbá, etc.
 
Luiz Gonçalves em 17/04/2014 14:11:43
o que é que tem a ver ser cristão e o rendimento do próprio esforço? Certamente quem faz um comentário sem nexo, trabalha de graça e fica feliz.
 
Rafael da Silva Lima em 16/04/2014 18:01:16
À senhora Ângela Kempfer:
Parabenizo por, desta vez, tecer uma matéria que ao meu ver foi "mais imparcial" que as anteriores que trataram do assunto. Não que a senhora como jornalista não possa tecer seus comentários, mas que fiquem claramente distinto dos fatos. Continuo acompanhando :)

Acredito que não devemos fazer acepções quanto ao "gênero". Se gospel, se "seresta", se samba ou rock, o que importa é o justo valor, como bem citado na reportagem. Se há algo incoerente devemos cobrar as autoridades.

Ao senhor João Nelson de Oliveira:
Como disse anteriormente, o que importa é o justo valor. Há um certo preconceito em seu comentário. Conheço músicos cristão "evangélicos" que não cobram determinados shows e outros que cobram exorbitantemente, assim como católicos. Se desejar cito-os.
 
Rodrigo da Silva em 16/04/2014 16:40:18
Criticam tanto as coisas "mundanas" e são os primeiros a nos imitar, podem ver, são sempre cover de alguma coisa.
Se são gospel, deveriam cobrar cachê mínimo, o PADRE ZEZINHO nunca cobrou para fazer show.
 
João Nelson de Oliveira em 16/04/2014 15:35:35
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