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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

12/08/2013 06:39

Comilões encerram com chave de ouro última competição do tipo

Paula Maciulevicius
Foram 26 participantes divididos em três baterias de prova. (Fotos: Marcos Ermínio)Foram 26 participantes divididos em três baterias de prova. (Fotos: Marcos Ermínio)

O desafio era comer em cinco minutos o que conseguisse de sobá. Cada porção continha 800g do alimento e para dar uma ‘forcinha’ para que a comida descesse, um copo de água à frente de cada candidato. A última edição do Comilão do Sobá na Feira Central mostrou que “água mole em pedra dura...” Isso porque os dois primeiros colocados vinham disputando o ranking de classificados há dois anos.

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“Tanto bate até que fura”, continua com o ditado o maior comilão de sobá, Alexander Rocha. Depois de comer 2,735kg, era ele quem levava pra casa R$ 1 mil no bolso. “Nas duas últimas vezes eu fiquei em segundo lugar, foi dessa vez. O segredo é comer devagar. Por incrível que pareça meia hora antes eu comi dois salgados, uma coca e um sorvete aqui na feira”, contou. Parece que o segredo também está no estômago forrado.

Foram 26 participantes divididos em três baterias de prova e muita gente em volta assistindo eles devorarem a comida. A gente se pergunta o que leva as pessoas a acompanharem e até torcer para o melhor comilão? O ganhador tem a resposta. “Na verdade o brasileiro gosta e tem vontade de comer bem”.

Alex, como prefere ser chamado, disse que já foi gordo. Dos 170 kg que pesou, hoje restaram 74 e muita prática de exercício físico. “Sempre tive o hábito de comer bem, então vai dilatando o estômago. Como várias porções de hora em hora. Encerrei com chave de ouro, infelizmente”, finaliza.

Casal fã de competição, encerrou com os títulos do ano passado, da Festa do Ovo de Terenos. Casal fã de competição, encerrou com os títulos do ano passado, da Festa do Ovo de Terenos.

Nesse domingo, Mato Grosso do Sul pode ter visto de perto a última competição de comida e bebida. O projeto de lei, do deputado estadual Pedro Kemp (PT), que já foi aprovado em primeira e deve ir a segunda votação na Assembleia neste ano, proíbe a realização de competições que promovam a ingestão de alimentos e bebidas em Mato Grosso do Sul. O projeto surgiu após a morte de Luana Priscyla Fernandes, 21anos, que faleceu depois de participar de uma competição de tereré no dia 29 de abril.

Crentes de que iriam levar também o título na Capital, o casal de comilões de ovos, do Festival de Terenos, veio a Campo Grande. Na edição do ano passado ele, Rosevaldo Lopes Duarte, 34 anos, comeu 32 ovos e a esposa Aline Raquel, de 30, comeu 19. Desta vez a competição já caiu pelo projeto de lei.

“Esse ano não teve e eu fiquei muito triste, tinha que ter limite de tempo, é só isso. Na verdade hoje eu não queria participar, estou fazendo regime. Agora é esperar aparecer outro concurso e o pessoal liberar. Pra ganhar não tem segredo não, é só ter apetite”, defende.

O marido não ficou nem entre os três primeiros colocados. Rosevaldo justificou a ‘falha’ dizendo que não se acertou com a cebolinha. “Eu sabia que ia ser mais difícil. Comi duas daquelas, mas não desceu legal. Fui comendo e a cebolinha queria voltar por toda lei”, completa.

Ele diz que tem esperança em voltar a continuar a competir, o motivo? “Participo desde moleque de competições e gosto de comer”.

Nesse domingo, Mato Grosso do Sul pode ter visto de perto a última competição de comida e bebida. Um projeto de lei proíbe a realização de concursos desses. Nesse domingo, Mato Grosso do Sul pode ter visto de perto a última competição de comida e bebida. Um projeto de lei proíbe a realização de concursos desses.



Parabéns pela lei! Nada mais grotesco que uma competição dessa espécie!
Onde já se viu?! É animalesco!
#Fazer competição para úteis como 'quem arrecada mais agasalhos no frio' ninguém faz... Enfim..
 
JESSICA MACHADO em 12/08/2013 16:39:13
Acho uma coisa tão simples de resolver e continuar com a tradição, e só estipular uma quantidade, tipo 2 sobás, e ver quem come em menos tempo, ou seja, inverte, em vez de quantidade de soba, seria agilidade de comer o soba.
Pronto, com isso teriamos a competição e a tradição continuaria.
 
Ricardo Mota Maciel em 12/08/2013 12:46:41
Gente quanta ignorância! proibir o festival baseado em um acontecimento trágico. Sim, foi muito triste o que houve, mas se existem pessoas que gostam de participar deste tipo de competição ela está fazendo por que quer. Agora em Campo Grande virou moda esses vereadores criarem essas leis ridículas e obrigar a população a cumprir, porque vocês não criam uma LEI que obrigue vocês a serem honestos, trabalhar de verdade pela cidade, cumprir com a obrigação, porque vocês não fazem uma LEI que obriga o Prefeito a manter os POSTOS DE SAÚDE com médicos que atendam as pessoas que precisam, porque vocês não fazem a LEI ser cumprida para que a cidade se desenvolva de forma objetiva, prospera e finalmente que não permita vocês de aumentarem seus salários a seu bel prazer.
 
eloisa fernandes em 12/08/2013 11:23:02
Teria q ser limitado por tempo, ai nao precisaria proibir
 
Elaine de Almeida em 12/08/2013 11:18:48
Competições que colocam em risco a vida dos participantes e incentivam práticas não saudáveis devem ser abolidas. Parabéns ao deputado!
 
Anita Ramos em 12/08/2013 10:20:26
Só no Brasil pra ter gente como o Pedro Kemp. Esse tipo de competição pitoresca existe no mundo todo, e uma fatalidade não anula a diversão de CENTENAS de pessoas que não tem nem indigestão depois da fartura.

ACORDA Pedro Kemp. Vai procurar coisa útil pra se ocupar, em vez de querer atrapalhar a festa dos outros.
 
Bergo de Almeida em 12/08/2013 09:33:25
Agora por uma ignorância tremenda não teremos mais a competição de sobá, isso é ridículo, no mundo todo há competições de ingestão de alimentos e bebidas, a menina que morreu na competição de tereré com certeza tinha algum problema de saúde, infelizmente vamos andar para trás graças ao nosso politico super dotado de uma inteligencia acima da média que vendo um futuro trágico para a nossa população conseguiu impedir os futuros campeonatos de sobá que estavam por vir, quem sabe quantos não iriam morrer de tanto comer sobá, só mesmo uma pessoa iluminada como o Marcos Trad para ter uma visão futurista deste calibre, parabéns Marquinhos, você matou uma de nossas tradições, agora vamos para cima do tereré, afinal a proliferação de doenças pela bomba pode ser fatal, fora tereré!!!
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 12/08/2013 08:51:09
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