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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

20/02/2014 11:51

Contra uma cidade sem música, movimento de artistas vai novamente à Câmara

Ângela Kempfer e Kleber Clajus
Movimento “Querem Calar Campo Grande” participou da sessão desta manhã da Câmara Municipal. (Fotos: Kleber Clajus)Movimento “Querem Calar Campo Grande” participou da sessão desta manhã da Câmara Municipal. (Fotos: Kleber Clajus)

Com as mesmas reclamações que há meses atormentam os donos de bares e artistas da cidade, o movimento “Querem Calar Campo Grande” participou da sessão desta manhã da Câmara Municipal. O grupo pediu, mais uma vez, apoio aos vereadores contra pontos da Lei do Silêncio que consideram defasados.

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Depois de protestarem e receberem apoio de vários parlamentares, dois novos debates foram marcados para o dia 25 de fevereiro, uma audiência pública na Câmara às 14h (a segunda em um ano sobre o assunto) e uma sessão itinerante às 19h, na sede da Abrasel (Associação de Brasileira de Bares e Restaurante em MS).

De maneira bem resumida, eles querem a complementação da lei. A primeira sugestão é de que exista um tópico que diferencie ruído de música. Em segundo lugar, os artistas sugerem que os shows sejam conceituados na Lei, assim como o barulho. Outro pedido e para que a fiscalização e a medição dos decibéis sejam feitas com acompanhamento de perto por uma comissão da Cultura, incluindo músicos e artistas, mesmo grupo que também ajudaria a avaliar as licenças ambientais.

Um dos criadores do “levante” contra o silêncio, é o músico Raimundo Galvão. “Eles confundem o barulho real com atividade artística. Fecham bares e restaurantes, e a lei vira problema pra quem vive disso”.

Vereadores marcaram outros dois debates sobre o assunto.Vereadores marcaram outros dois debates sobre o assunto.

O movimento exige igualdade na realização de eventos. Segundo os artistas, enquanto o Governo e prefeitura conseguem realizar projetos como o MS Canta Brasil e a Seresta Morena, em áreas abertas e sem nenhum empecilho, para os empresários a burocracia e a fiscalização são completamente diferentes.

Desde o ano passado, a fiscalização ficou mais intensa em relação ao som ao vivo na noite de Campo Grande e aos poucos, a cultura do barzinho, com voz e violão, vai ficando no baú de uma cidade “chata”, reclama quem vive de Cultura.

O sucesso de sertanejos que começaram aqui e vingaram lá fora, é um dos argumentos usados para mudanças na lei. “Muitos começaram assim, tocando em bares. O impedimento prejudica o nosso reconhecimento fora daqui”, reforça o cantor Vitor, da dupla com Vinícius.

Em apoio aos artistas, a vereadora Rose Modesto, lembrou das dificuldades até para quem é famoso. “Munhoz e Mariano só conseguiram gravar DVD aqui porque tiveram liminar da Justiça.”

Marcos Yule, proprietário do Deck’s, bar na Chácara Cachoeira, defende a flexibilização das normas até para assegurar eventos maiores. “As alterações são vitais na lei de ocupação do solo, para assim a gente voltar a ter, inclusive, grandes shows na cidade”.

No ano passado, os artistas já haviam criado o movimento “Música Não é Ruído” e neste mês fundaram o Sindicato dos Músicos, também para fortalecer a bandeira pelo direito ao som ao vivo em Campo Grande.

O produtor cultural Wellington Moura comenta que muita coisa mudou em Campo Grande, desde a legislação que estabelece regras para as casas noturnas e bares. “A lei é de 1996, já está ultrapassada. Os 55 decibéis estabelecidos como limite equivalem a 5 pessoas conversando em uma roda de tereré”, reclama.

Na manhã de hoje, os empresários também criticaram a demora na concessão de alvarás de funcionamento. Segundo eles, em muitos casos há quase um ano a documentação está parada na prefeitura.

Mesmo como presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara, o vereador Eduardo Romero (PTdoB) tem sido aliado nesta causa. Artista por formação, ele articula as discussões sobre o assunto. “Campo Grande não pode estabelecer limites somente para alguns. O Ministério Público aplica lei ao pé da letra, sem pensar na classe artística”, avalia.

Um dos membros da base de apoio ao prefeito Alcides Bernal, o vereador Paulo Pedra (PDT), se comprometeu a articular a elaboração de projeto para tentar resolver a questão.




Cantor com violão como antigamente? A diferença é que hoje o bar coloca o músico com caixa de som, woofer e subwoofer a maximizar os sons graves. Alguns bares tocam uma vez por semana, outros duas, três, ou até mais, e o músico com violão é ouvido por todo o quarteirão e além.

Isso sem falar nos "clientes" que, estimulados pelo som do bar ou pela fama dele, usam som automotivo, competindo com outros veículos e até mesmo com o próprio bar.

Quanto aos empregos, garanto que deve ter havido muita reclamação com assinatura da Lei Áurea, pois muitas famílias viviam de comercializar escravos. É certo que as atividades exploradas pelos músicos e bares são lícitas, mas quando usadas de forma a violar norma legal ou moral, tornam-se abuso do direito.
 
Guilherme Arakaki em 21/02/2014 22:05:09
NBR 10151
A legislação é 100% compatível com a norma técnica em vigor
 
Joaquim Modesto em 20/02/2014 22:55:44
Este Movimento ao contrário do que muitas pessoas estão falando ou pensando,não é um Movimento que é a favor da algazarra,pelo contrário estamos prezando muitas classes,vi em alguns comentarios aqui de pessoas que com ctz defenderia o seu Pão de cada dia,nosso meio,donos de bares e restaurantes,músicos,garçons,seguranças,técnico de som e vários outros de empregos indiretos tbm não é diferente,alguem já parou pra pensar qts familias dependem desta classe,concordo plenamente que em toda área,tem aqueles que não querem se adequar e que realmente incomodam a população...Só queria deixar claro que estamos reivindicando apenas o direito de trabalha e que em momento algum queremos atrapalhar a vida de ngm!!
 
Fabinho Mendes em 20/02/2014 18:14:09
eu tenho que rir de uns comentario desses, voto pela musica ao ar livre sim com bom senso e claro e quem nao gosta é so n ir, e existe diferença entre casas de show q tem na afonso pena e os bares logicamente o volume e diferente e horario para tal evento acontecer tbm. !
 
Marcos Vinicius em 20/02/2014 16:39:02
deem um fone de ouvido a cada um que for ao seu buteco e não perturbem a população !!!
 
CLELIO AUGUSTO em 20/02/2014 15:06:28
Campo Grande é uma cidade à beira da extinção.
 
Cyro chan em 20/02/2014 14:55:36
Tem que ter show todas as noites ; e que tem que acabar é com criminalidade, não com a cultura , sul-mato-grossense valeu M.P.E.
 
francisco fernandes em 20/02/2014 14:39:11
Quem está dentro da lei, não teme. E não é nhemnhemnhem de quer dormir... algumas casas tem bebês recem-nascidos, velhinhos em tratamento... isso ninguém lembra na hora de colocar as caixas de som com música torando. Existem tantos bares que respeitam a lei e continuam operando... qual é a dificuldade em procurar fazer o certo? Ninguém é obrigado a ter a balada dentro de casa, né, gente? Bom senso passa longe!
 
Evelise Couto em 20/02/2014 14:37:06
Música ou ruído, se estiver alto, não deixa o trabalhador dormir. Quer fazer música, faça em lugares fechados com a devida acústica. Isso vale para essas igrejas de gritaria também. Esse povo só quer saber de ganhar, ganhar e ganhar! Falou de investir, eles choram...
 
Filipe Alberto em 20/02/2014 14:06:24
A lei é de 1996. Lembro-me de que nessa época "tocava-se o terror" nas conveniências dos postos de gasolina. Minha tia era proprietária do posto Santa Rita de Cássia, na Avenida Calógeras... foram tempos difíceis para a população.

Realmente, precisam criar mecanismos para separar o joio do trigo... Pegar a bagunça e o ruído e separar das manifestações artísticas de fato. O excesso sempre é ruim, tanto de rigor quanto de falta de rigor.

Só lembrando, lei de 1996... Só falta dizerem, ainda por cima, que "a culpa é do Bernal".

Vereadores, vamos trabalhar? Vocês foram eleitos para o quê mesmo?
 
Guaraci Mendes em 20/02/2014 13:49:38
Pois é. A coisa é muito relativa.
Muito do que chamam de música por aí, ao meu ponto de vista é barulho. E dos bem irritantes. Como vivemos em sociedade, devemos respeitar os limites de cada um. Vale lembrar que chega uma hora que até uma música que gostamos incomoda. Onde está a democracia e justiça em impor a sua música, ao seu volume a todos em volta? Uma solução aos bares com musica ao vivo é isolar seu barulho.
 
David Marques em 20/02/2014 13:46:26
Imagina uma residência ou vila ter aguentar volumes altos de funk,porque deixou de ser ruído e virou música.
Se conseguirem delimitar a questão artistica, dos sons altos, arruaças e funk, aí será uma mudança benefica.
 
Marcos Jose em 20/02/2014 13:34:49
Eu não gosto de música ALTA ao vivo e sou a favor da Lei. Este povo que este reclamando na câmara, em sua grande maioria, são artistas ruins que se dizem músicos. Já cansei de ir em bares dos quais tinham péssimos músicos, com altos volumes e "artistas" tenebrosos. Na boa... música boa em bar é MÚSICA AMBIENTE, pois só assim conseguimos conversar. Quer música alta? Vai na boate ou cria uma casa de shows, isolada acusticamente, para rock, axé e derivados. Enfim, este pessoal que reclama com os vereadores não me representa!
 
Lucas André em 20/02/2014 13:23:45
O fato é que todos eles defendem bagunça, barulho, música alta, festas, etc, mas garanto que na hora que acaba a festa deles, eles querem ir embora pra casa e dormir em paz, sem barulho na vizinhança. É fácil fazer barulho na casa dos outros. Sou contra essa baderna que virou Campo Grande. Afonso Pena não tem mais condições de ir aos domingos. Aeroporto ficou inviável. As pessoas confundem lazer com muita bebida, pornografia, disputa de qual carro toca a pior música em som mais alto. A culpa não é da lei, é que os pseudo empresários não querem se adaptar à lei, querem dar o velho jeitinho para a lei se adaptar a eles. E quando abrem alguma coisa cobram valores absurdos para oferecer um péssimo serviço. Depois não entendem porque a maioria não dura um ano.
 
rafael santos em 20/02/2014 12:35:56
para quem esta interessado em dormir, depois de um dia de trabalho cansativo, tanto faz a musica o ruído ou um anjo cantando, a dificuldade para dormir é a mesma. Não sou contra a atividade artística desde que ela se restrinja ao ambiente onde esta sendo produzida e não ao quarteirão interior onde se localiza o bar a boate ou casa de show. só quero poder dormir em paz
 
Alex André de Souza em 20/02/2014 12:31:44
É isso ai! A classe artística tem que se juntar e lutar contra esse povo que não sabe aproveitar a vida e fica de nhém nhém nhém que quer dormir! Como se houvesse barulho todos os dias dentro do quarto deles! Que esse povo desanimado aumente a população do interior ou das fazendas! Vaza! Campo Grande precisa evoluir, ter cultura e vida noturna para a juventude que não quer viver como se fosse a idade da pedra! Povo jacú esse que reclama! Eu tb acordo cedo, tenho um pagode ferrado da lado da minha casa e nem por isso eu fico chorando! Evolui minha gente! Evolui!
 
Ricardo Boretti em 20/02/2014 12:28:41
Tendo uma lei disciplinando já está difícil as bagunças que ocorrem nesses ambientes noturnos.Que dirá se começar abrir exceção dentro da legislação.Tem que apertar ainda mais, porque esses ambientes é somente desculpas esfarrapadas para o pessoal encher a cara e depois sair bêbados,matando quem encontra pela frente no trânsito.Essa retórica de dizer para fazer diferença entre "barulho" e "atividade artística" para quem entende, trocando em miúdos,tudo resulta em barulho mesmo.Não tem outro nome. As pessoas que trabalham e que moram vizinhos desses "pontos na cidade" não devem ser penalizados de forma alguma por interesses da venda de álcool e outras coisas como as drogas e tudo mais.A violência já está em patamares inaceitáveis.Ninguém vai para esses ambientes para tomar refrigerantes.
 
João Alves de Souza em 20/02/2014 12:27:37
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