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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

14/10/2011 08:20

Depois da violência, bar Voodoo fecha as portas e deixa órfãos

Marta Ferreira

Dois eventos musicais serão realizados hoje, 14, e domingo, 16, com o título “Pela Paz”, e a arrecadação será destinada à família do segurança Jhon Eder Cortiana Gonçalves, assassinado com um tiro, no dia 11 de setembro, aos 33 anos. Quem não viu o cartaz convidando para as apresentações pode pensar que elas vão ocorrer onde Jhon trabalhou até o último dia de sua vida, o Voodoo Bar.

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Não vai ser assim. O bar não abriu as portas desde o dia do crime e não deve mais voltar a funcionar no mesmo local, na rua 13 de Junho, onde o segurança foi morto, na frente da casa noturna. Os eventos serão em outro local, o Repúblika, próximo da antiga Estação Ferroviária de Campo Grande.

Luto-Idealizado por duas irmãs, a produtora cultural Letícia, 25 anos, e a bióloga Luciana Espíndola, 35 anos, o bar onde Jhon trabalhava está em “hiato”, termo costumeiramente usado por bandas quando ficam temporadas sem apresentar-se ou gravar discos. Letícia classifica a decisão como uma atitude de respeito à memória de Jhon, para ela e os frequentadores assíduos do Voodoo mais do que um funcionário.

Bar onde trabalhava segurança assassinado fechou as portas após o crime. Ponto já foi entregue. (Foto: João Garrigó)Bar onde trabalhava segurança assassinado fechou as portas após o crime. Ponto já foi entregue. (Foto: João Garrigó)

“Conhecia o Jhon desde antes de abrir o bar. Ele era um amigo”, conta. A esposa do segurança, Viviane, também trabalhava no estabelecimento, como bilheteira, e, da mesma forma, era conhecida de Letícia e Luciana antes da abertura do local.

Por tudo isso, diz Letícia, não havia mais condições de trabalhar no espaço. O ponto já foi entregue e as duas irmãs estão procurando trabalho.

Vítima da violência, o Voodoo deixa órfãos. Jovens e nem tão jovens assim que tinham no espaço opção aos ritmos dominantes na noite de Campo Grande, leia-se sertanejo, pagode e afins. “É essa mesmo a sensação que as pessoas têm e elas nos falam isso. O Voodoo nasceu para trazer coisas diferentes ao que estamos acostumados na cidade e para as quais há público”, afirma Letícia.

A casa noturna funcionava há 13 meses quando tudo aconteceu, com uma programação liderada pelo rock e suas vertentes, mas também dedicada ao blues, ao jazz e até ao cinema com direito a debate sobre os filmes.

Na noite em que o destino do bar mudou, de uma forma inesperada, o palco do Voodoo era de Criolo, um dos nomes mais comentados do rap no País no momento. “Foi um paradoxo, porque a música dele traz, justamente, a mensagem contra a violência”, define a produtora cultural.

Da experiência, sobrou, por enquanto, um financiamento a pagar, que Letícia diz encarar como todo trabalhador brasileiro encara. "A gente vai dar o nosso jeito e pagar". E uma possibilidade de reabertura em outro local. “No começo do ano, vamos reavaliar isso”.

Serviço: Os eventos musocais “Pela Paz" que vão arrecadar recursos para a família de Jhon Eder estão marcados para as 21h de amanhã e às 20h de domingo, no Republika Bar, na avenida Calógeras. Está prevista a apresentação de 12 bandas. A entrada custa R$ 10,00.




Sra. Maria Axiliadora e Marcela de Almeida, eu como muitos outros discordo do comentário de vocês. Eu nunca frequentei o bar, mas tenho amigos que iam lá para se divertir, e não acho que eles sejam baderneiros e muito menos drogados por frequentarem o Vodoo. Portanto, reveja o conceito de vocês em generalizar, que gostar de rock, blues, jazz é sinônimo de baderna.
 
Nathália Calvis em 17/10/2011 11:51:06
Eu frequentava o Voodoo. Sei como era bom e sei a falta que sinto de lá. Ótimo lugar feito por ótimas pessoas e que reunia ótimas pessoas. Quem conhece sabe, quem não sabe inventa.
 
Paulo César Barbosa Santos em 15/10/2011 05:19:59
Não concordo com o comentário acima, o lugar era bem frequentado. conheço as donas e elas realmente tinha idealizado um espaço bacana e alternativo ao sertanejo.
Pessoas baderneiras e que largam lixo vemos ao redor vários bares....
Exemplos como esses mostram o quanto estamos vivendo momentos de intolerância e violência extrema.
Realmente Campo Grande fica órfão de lugar com boa musica....
 
Lorene Almeida Tiburtino Da Silva em 14/10/2011 12:09:37
Não concordo com a opinião da Maria Auxiliadora, nunca frequentei o lugar mas conheço várias pessoas que frequentam. São super de bem, muito diferente das outras baladas nas quais se olhar diferente para um playboy já querem arrumar confusão. Conheci o Jhon, dei aula para a filha dele ano passado. Ele, a esposa e a filha são pessoas super de bem. Acho que antes de falar o que não sabe, pense bem.
 
Karen Crystina em 14/10/2011 12:00:10
Sra. Maria Auxiliadora, como frequentadora assidua do Voodoo, o qual fico muito triste de fechar suas portas, essas pessoas que você chama de "bardeneiros e drogados", te garanto que não eram os frequentadores do voodoo, que era um lugar muito gostoso de curtir com os amigos e frequentado por pessoas muito educadas e que com certeza não largaram garrafas na frente de sua residência. Não generalize
 
Danielle Gusman em 14/10/2011 11:42:35
Em respeito aos familiares do John, trabalhador,pai de família,é que o bar foi fechado.No dia dessa tragédia,o público era diferente do costumeiro e o espaço estava sendo cedido.Creio que o mesmo respeito deve haver em relação a imprensa, e por parte das pessoas, da máxima:" Se não conhece, fique quieto".
 
Valéria Custódio em 14/10/2011 11:41:14
Maria Auxiliadora! Acabe logo com seu preconceito! Eu não sou bardeneiro e nem drogado, porém frequentava o bar. Seja mais inteligente também, pois quem deixa garrafas e cachimbos de drogas provavelmente é quem fica fora do bar e não dentro. Pense e reflita! Vamos fechar todos os estabelecimentos porque há desordem nas ruas? Será que não é a segurança pública que não tem que resolver isto?
 
Régis Marlo - Mineiro em 14/10/2011 11:40:22
Maria Auxiliadora, você é uma piada pronta. Eu sou frequentador do bar, portanto, um "baderneiro", como você mesma diz, que não se reconhece na sua descrição. Pois q fechem todos os bares, q fechem os clubs, as boates, q fechem os outros estabelecimentos onde seguranças foram assassinados. Se você diz que o VooDoo era um lugar de baderneiros, é OBVIO q você nunca teve o prazer de frequentá-lo...
 
Guilherme Cavalcante em 14/10/2011 11:39:49
A Sr Maria Auxialiadora:com certeza minha senhora um local a menos pra q seus filhos fiquem do lado de fora.A sua alienação é impressionante.O bar era frequentado por professores(classe ao qual me enquadro),engenheiros, arquitetos, biológos,advogados,e vários profissionais que buscavam ali músicas e cultura diferenciadas da grande massa,como o blues e o jazz, como também apresentações culturais.
 
Valéria Custódio em 14/10/2011 11:36:53
Espero que todos colaborem com essa iniciativa.Lembro me de otro bar , muito bom, mas esqueci o nome onde um bateirista foi assassinado, fechou, tentaram reabrir , mas o publico sumiu.E Campo Grande fica realmente órfão de bares com musica boa.Fui nesse local qdo era Acustic Bar , e depois com outro nome que apresentava covers de bandas famosas.Saudades da Choperia 4000, do Péssimus, Luz da Lua,
 
Antonio Quebrado em 14/10/2011 10:30:18
Graças a Deus que esse local, pena que foi pela morte de alguem, mas era um lugar frequentado por baderneiros e drogados, que largavam nas imediações grande número de garrafas quebradas, carros danificados e cachimbos de drogas. Talvez se selecionassem os frequentadores o segurança não teria morrido, lamento por ele e pela sua familia.
 
Maria Auxiliadora em 14/10/2011 09:04:40
Sou musicista, mas nunca fui ao Voodoo, embora sempre tenha ouvido falar muito bem de lá, e do bom gosto dos gêneros ali tocados. Acredite, baderneiros estão por toda parte, inclusive em casa de gente moralista; drogados também, e estes se escondem nas fileiras das igrejas, assim como todos os que são "perfeitinhos".
Não julgue, não fale o que não sabe. A vergonha será toda sua.
 
Meriele Mebaraki em 14/10/2011 08:11:43
Interessante.
Fracas as opiniões de Maria e Marcela, mas todos os comentários contrários também carregam preconceito: em nenhum momento ambas as mulheres disseram que iam à igreja, assim como em nenhum momento disseram suas idades. Certamente muitos imaginaram-nas velhas caducas e carolas. Cuidado pra não reproduzir um preconceito ao criticar o preconceito alheio. :)
 
José Conseto em 14/10/2011 07:23:23
Quanta hipocrisia dessas duas senhoras. Como podem usar o nome de Deus quando têm seus corações sujos e cheios de preconceito e intolerância. Drogados e baderneiros estão em qualquer lugar, até em suas igrejas e nunca vi isso dentro do Voodoo. Sou músico, administrador de empresas e cliente do bar e nunca vi baderna por lá. Mas nós perdoamos a vossa ignorância, pois não sabem o que dizem.
 
Leonardo Abdalla dos Reis em 14/10/2011 05:55:32
Dona Marcela de Almeida, a gente não tava perdido no mundo não!!!! A gente tava na 13 de Junho 945 - Centro, Campo Grande, MS, Brasil CEP: 79002-430!!! E aceitava Visa e Master!!!
 
Domitilla de Castro em 14/10/2011 04:58:21
Dona Marcela de Almeida,
Eu tenho muita luz no meu coração, isso por que tenho amigos e família perto de mim.
Perdido pra mim é que precisa de igrejas e pastores pra ficar enchendo a cabeça de baboseiras e sendo sugado, pois não tem autoestima suficiente pra sobreviver.
 
Mariana Bellé em 14/10/2011 04:57:19
Maria Auxiladora, eu já vi muito mais gente mal intencionada e sem caráter algum em uma igreja do que num bar. Voodoo era um lugar de bem, onde funcionários, músicos e o público eram super bem tratados. Fiz vários amigos naquele lugar, inclusive o John que infelizmente se foi.

Sem Deus no coração são essas igrejas por ai que usam da ignorância alheia para roubar dinheiro de gente fraca.
 
Renan Vieira em 14/10/2011 04:57:04
Drogados e baderneiros que irã realizar evento pela paz, em prol da família do John. Não vou mexer com religião, mais está longe de poder aceitar a opinião de fanáticos religiosos. Guardem sua ignorância para vocês, Maria Auxiliadora e Marcela de Almeida.
 
Karen Goulart em 14/10/2011 04:46:14
É, gente, pelo visto, infelizmente estamos enganados e não temos a luz divina no coração. Pergunta: a gente se enforca agora ou deixamos pra sábado à noite, junto das drogas e da baderna? Oh, Deus, eu me pergunto... Uma lágrima escorre do lado esquerdo da minha face.
 
Guilherme Cavalcante em 14/10/2011 04:19:52
Voodoo era o bar mais divertido, mais interessante e mais tranquilo da cidade. Quem teve a oportunidade de ir, sabe que lá rolava uma energia muito boa e que o lugar era frequentado por gente de bem. Um ponto de encontro de pessoas que gostam de boa música, cultura e diversão.
Quanto aos comentários negativos, honestamente, eu só levo a sério a opinião de quem já foi lá.
 
Bruno Carvalho em 14/10/2011 04:08:56
Maria Auxiliadora, você é uma piada pronta.
Não sou drogada, muito menos baderneira, e a grande maioria aqui a já falou tudo o que eu queria dizer. Sou professora, funcionária pública, culinarista, tenho família, princípios e valores.
Gostava muito daquele espaço, nele tive muitas boas recordações, principalmente boa música...
 
Suellen Kemp em 14/10/2011 04:08:10
Concordo 100% com a Maria Auxiliadora, graças a DEUS este bar que não era bem frequentado fechou.
Aos que dizem que não eram drogados ou barderneiros, infelizmente estão enganados, não tem a luz divina no coração.
Agora sem este bar vão poder pensar e ver o quanto estavam errado, me recordo do Rodolfo vocalista do Raimundos, que vivia como vcs perdido no mundo e hj é um homem de DEUS.
 
Marcela de Almeida em 14/10/2011 03:29:26
Que feio, hein, Dona Maria Auxiliadora? Violência verbal grátis a quem frequentava o bar é o máximo que a senhora consegue proferir?
 
Luciano N. Carvalho em 14/10/2011 03:15:07
Estou estarrecida com tal afirmação de pessoas com pensamentos províncianos e retrógrados, afinal, drogas lícitas ou ilícitas estão em qualquer ambiente na atualidade, até em igreja. A questão é que a princípio, Campo Grande perdeu um dos poucos locais que ofereciam uma diversidade cultural, fugindo da AGROCULTURA.
 
Natacha Medeiros em 14/10/2011 02:36:46
Srª Maria Auxiliadora, por gentileza, retire o teu comentário hipócrita e cheio de preconceito daki. Ignorância é complicado, se não sabe oq vai dizer, cale-se!! Que Deus possa confortar a familia do John, imagino como a Viviane deve estar sentindo falta de seu companheiro e amigo!
Que a ignorância de alguns, não perturbe a paz dela!
 
Fran Barreto em 14/10/2011 02:35:09
Acho assim meus caros, a ignorância ta ai pra quem quer usar!! este esteriótipo besta criado pela mídia (muito em parte pela globo) de que "metaleiro" - (o termo certo é headbanger) e roqueiro serem bandidos, drogados, ou violentos é uma besteira sem cabimento!! a mídia é um setor complicado viu!! sensacionalismo só para vender, ler ou assistir! e quase nunca mostram a verdade!
 
Nicholas Munaro em 14/10/2011 02:13:33
Só um argumento para a dona Maria Auxiliadora:
Procure pelas notícias, não são os antigos frequentadores do Voodoo que vira e mexe matam alguém em raxas pela cidade....
 
Mariana Bellé em 14/10/2011 02:05:57
Badeneiros e drogados você encontra no meio sertanojo. Vá se informar antes de sair proferindo imbecilidades. Ignorância e imbecilidade, essa é a característica predominante em pessoas que falam sem conhecer.
 
Paulo Donato em 14/10/2011 01:40:02
Fui frequentadora do Voodoo, sempre que podia eu estava lá! Conheço todos que trabalhavam la, e ainda sinto muitas saudades. A senhora, Maria Auxiliadora, deveria rever seus conceitos em relação aos que frequentavam o Voodoo, e jamais generalize alguma coisa. Não sou "baderneira e drogada", por isso me sinto muito ofendida com seu comentário preconceituoso!
 
Ana Borges em 14/10/2011 01:29:07
Não aguento essa ignorancia!!!!!! Pelo visto Maria Auxiliadora, vc nunca teve a oportunidade de ir nesse bar que ero o melhor de Campo Grande. Bardeneiros e drogados tem em todos os lugares, mas vc deve viver em um mundo Totalmente diferente do nosso, né? E se esqueceu que ja aconteceu a mesma coisa e outro bar que dizem muito bem frequentado e que hoje continua aberto.
 
Raquel Proença em 14/10/2011 01:02:32
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