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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

12/02/2013 08:00

Ela abriu o Clube para dançar, mas agora, aos 79 anos, não encontra parceiro

Elverson Cardozo
Maria Metello abriu o clube para se divertir, mas achar homens para dançar sempre foi um problema. (Foto: João Garrigó)Maria Metello abriu o clube para se divertir, mas achar homens para dançar sempre foi um problema. (Foto: João Garrigó)

Dona Maria já foi assunto de reportagem no Lado B pelas regras que criou para quem frequenta o Clube da Amizade em Campo Grande. Mas a mulher tem tantas histórias, que tudo não caberia em uma matéria só.

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O marido sempre foi um verdadeiro pé de valsa, companheiro inseparável nos bailes da cidade, mas, de uma hora para outra, deu adeus à vida. Viúva, Maria de Almeida Metello guardou o luto por quase dois anos, até que um dia resolveu sair de casa para dançar.

O problema foi descobrir, na raça, que as “solitárias”, como costuma dizer, nunca eram convidadas pelos cavalheiros. Foi então que, num misto de revolta e indignação, resolveu abrir a própria casa.

Queria garantir a presença de dançarinos dispostos a remexer o esqueleto com quem quer que seja e sem qualquer tipo de preconceito. Nasce, então, o Clube da Amizade, um dos salões de bailes mais conhecidos de Campo Grande. Mais de 30 anos se passaram e a idealizadora e fundadora do espaço, volta a enfrentar o mesmo problema.

Aos 79 anos, prestes a completar 80, Maria se queixa da falta de parceiros que a chamem para dançar e reclama: “Eu estou em uma idade que os velhos não me tiram mais. Querem só meninas novas. Idosos não tiram idosas. Só tiram a meia idade para baixo”.

À época em que o Clube conquistou Campo Grande, as mulheres conseguiam se divertir à custa de viúvos, solteirões e “rapazolas”, mas a oferta sempre foi menor que a demanda. Na prática, muita mulher para pouco homem.

O jeito era apelar para os programas de televisão. “Uma vez fui pedir para os cavalheiros, viúvos, separados ou solteiros irem aos bailes”.

Proprietária pretende lançar um livro sobre o Clube. Falta de cavalheiros para as solitárias será uma dos problemas relatados. (Foto: Rodrigo Pazinato)Proprietária pretende lançar um livro sobre o Clube. Falta de cavalheiros para as "solitárias" será uma dos problemas relatados. (Foto: Rodrigo Pazinato)

A escassez era tanta que ela e as amigas de dança, ávidas por diversão, saiam de porta em porta, a procura de parceiro. “Chegamos a ‘roubar’ homens de outros clubes”, relembra.

A revelação, que diz ser exclusiva, será relatada no livro que pretende lançar. A obra, que ainda não ficou pronta, vai apresentar um histórico do Clube.

O problema da falta de parceiro nos bailes continua. Entre as mulheres, em especial as idosas, a reclamação é recorrente. Muitas delas saem de casa, mas sem muita esperança de rodopiar pelo salão. Acabam ficando sentadas por horas, conversando com as amigas. O papo, às vezes, gira em torno disso.

Na outra ponta da "discussão", os cavalheiros, altivos, donos de si, argumentam que as coisas mudaram e agora o homem se dá ao luxo de escolher.

Maria Metello se pergunta: “Será que eu cheguei a idade de inventar um novo Clube da Amizade? De 80 anos?”




Parabens dona maria nao achava q tinha toda essa idade fiquei surpreso;pode acreditar,pode diminuir uns 20 anos que passa tranquilo.abs
 
ROSALVO HOLANDA em 13/02/2013 11:06:15
em Sáo Paulo , capital, existe o momento do baile da maria cebola, onde as damas é que convidam os cavalheiros para dançarem, os homens neste momento sáo proibidos de convidar, ficam esperando. Seria bom por duas razóes, primeiro o homem sentiria como muitas mulheres se sentem , como tomatinho na feira, sendo escolhidos, e segundo daria a oportunidade dos homens conhecerem outras parceiras de dança.Que tal?????
 
luzimar gonçalez em 12/02/2013 21:34:37
falta incentivo para aprender a dançar.
 
luiz jorge de magalhaes em 12/02/2013 18:43:52
Tenho o maior orgulho desta minha tia guerreira, é uma herança de trabalho e dignidade que ela repassa a todos que ali frequentam. sem falar em nós da familia, que recebemos dela este exemplo de vida e de dignidade...

O Clube da Amizade hoje é referencia em nosso estado, pois em varios dos lugares que passamos quando se fala em clube da Amizade sempre alguem que conhece...

Uma casa saudável, feliz organizado pela familia, a nossa querida Mesces, que também faz a diferença na administração. Parabéns Tia!!! Parabéns Merces! E que este nome brilhante do Clube da Amizade seja constantemente enaltecido pela qualidade dos trabalhos de lazer e de interterimento da sociedade, tornando-se um bem de utilidade pública, porque ali se constroem amizades casamentos e muita alegria!
PARABÉNS!
 
Edmea Almeida Couto em 12/02/2013 16:09:57
o clube da amizade esta de parabens pelos seus bailes sempre alegres e divertidos. pois o clube tem muitos frequentadores por ser um lugar agradavel e de respeito onde pode ir pessoas de familias . parabens a todos uqe contribui para que esse baile aconteça bjs mil a todos
 
cristiane portilho em 12/02/2013 11:44:41
Participei em um dos grupos dança que tambem acompanhavam os bailes regionais, em fatima do sul, os bailes daquela época tinham musicas gostosas de se dançar. O nome desse grupo era Moçada Campeira, Davamos ate curso de dança regional. Mas hoje em dia homens so vao a bailes para beber. Entao Promover curso de dança no clube seria o ideal e com a ideia do colega Jesse, apos o curso que os participantes ficam a disposiçao do clube sendo convidados para ficar como parceiros de dança sem preconceito. Um grande abraço.
 
anderson ramos em 12/02/2013 11:34:26
Existem homens que gostariam de dançar mas não sabem, assim, se o clube tivesse um horário para um curso inical de dança e que eles ficassem à disposição por um baile por um pagamento simbólico, tipo ficha de personal dance, uniria o útil ao agradável!
abraços e boa sorte a todas!
 
José Hildo Siqueira em 12/02/2013 10:50:41
fui instrutor de dança regionais em dourados ms, por dez anos
eu fui uma dos fundadores do lendário grupo dos dez de danças regionais, alem de acompanhar os grupos de baile como tradição,alma serrana,canto da terra, zíngaro,mdo,voz pantaneira,e os grupos do rio grande do sul como garotos de ouro, serranos,the garotos,monarcas minuano e tantos outros foi uma década incrível.
minha sugestão pra propietaria do clube da amizade, em dourados nos bailes que nos organizávamos, contratávamos rapazes, acadêmicos universitários d educação física como cavalheiros,para tirar as damas, que estavam sem parceiros, funcionava muito bem, tem um custo mais acredito que vale a pena o investimento fica minha dica..
 
JESSE RAMALHO FREIRE em 12/02/2013 10:14:04
Parabens Dona Maria Metello, a senhora é uma guereira jntamente com a Merces, conheço a senhora quando ainda eu era novo, ali na Rua Maracaju onde hoje esta o Adilson, ainda no tempo do zaz-traz,o seu baile é uma delícia, só quem não conhece, o ponto alto do seu clube é o respeito pelas pessoa que frequentam, a tranquilidade que temos para dançar sem preocupação. Parabens.

Ramão Marcondes
 
antonio ramao marcondes carvalho em 12/02/2013 08:58:51
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