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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

23/06/2013 10:35

Festa junina do Lado B teve casamento de verdade e inscrições para 2014

Elverson Cardozo
Casamento aconteceu no meio da rua. (Foto: Cleber Gellio)Casamento aconteceu no meio da rua. (Foto: Cleber Gellio)

O pastor que selou a união começou o discurso assim: “Jesus é o senhor de todas as ocasiões de nossas vidas”. Em seguida, com a bíblia nas mãos, leu o nono versículo, no capítulo quatro do livro de Eclesiastes: “Melhor é serem dois do que um...”

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A mensagem, para o casal, fez todo o sentido. Primeiro porque eles são evangélicos. Depois, porque o casamento foi no meio de uma rua, na Vila Jacy, em Campo Grande, durante o “Casório do Ano”, festa junina que o Lado B, canal de cultura e entretenimento do jornal Campo Grande News, promoveu ontem (23) à noite.

Djavan Loureiro, de 31 anos, e Daniela Santos, 29, resolveram casar assim mesmo, de um jeito caipira, mas, diferente dos noivos que costumam aparecer na festança de São João, eles estavam falando sério. Depois de 2 anos de namoro, entre idas e vindas, o pedido de casamento, feito por ele, aconteceu em janeiro deste ano.

A comemoração seria singela, uma recepção para convidados, na casa dele, mas Djavan, antenado, quando soube do Casório do Lado B que, por coincidência cairia no mesmo dia marcado para oficializar o matrimônio com a esposa, sugeriu uma loucura à amada: que tal se a festa fosse na rua, em um festa junina? Daniela, sem hesitar, aceitou.

Os dois foram, então, dizer sim um para outro, na “rua do Laticínio”. Não teve flores, padrinhos, damas, pajens ou tapete vermelho, mas a multidão que se concentrava no local logo compreendeu o momento da cerimônia e abriu espaço para que a noiva atravessasse o asfalto e chegasse até o pastor que, por fim, deu a benção.

Casal ouve a mensagem transmitida pelo pastor. (Foto: Cleber Gellio)Casal ouve a mensagem transmitida pelo pastor. (Foto: Cleber Gellio)

Ela, com a grande maioria das noivas, não fugiu à regra. Atrasou por um imprevisto que teve em casa e, quando apareceu, estava visivelmente nervosa, mas, ainda assim, cheia de beleza dentro do vestido branco. Ele, mais tranquilo, esperava no “salão” a céu aberto, se destacando pelo paletó remendado e a gravata quadriculada nas cores cinza, amarela e roxa.

Na hora do sim, Daniela ouvia com atenção as palavras do pastor. Não se conteve de emoção e chorou. Djavan conseguiu segurar as lágrimas, mas era visível a emoção no semblante dele. Os dois trocaram as alianças e, enfim, selaram a união. O beijo apaixonado, sob aplausos e gritos dos presentes, não deixou dúvidas de que o casal estava mesmo apaixonado.

A decisão dos noivos, como era de se esperar, gerou certo burburinho. “Teve pessoas que acharam estranho, mas minha família adorou”, contou a noiva, ao comentar que nunca pensou em casar de caipira, no meio da rua, em uma festa junina. A sensação, para ela, é de alívio. Ele compartilha do mesmo sentimento e agora diz que, pelo amor, “vale tudo e um pouco mais”. A felicidade, pelo visto, bateu à porta.

Inspiração - O casamento foi no improviso, é verdade, mas a espontaneidade e a originalidade chamaram a atenção O fotógrafo contratado pelo casal, Fernando Ricardo, de 30 anos, ficou surpreso. Ele nunca havia registrado uma festa desse tipo, de verdade, na rua. “Achei legal. Para mim, como profissional, foi algo completamente diferente”, disse.

Originalidade do casal chamou atenção. (Foto: Cleber Gellio)Originalidade do casal chamou atenção. (Foto: Cleber Gellio)

Para o militar da reserva, Carlos Alberto, de 57 anos, que assistiu à cerimônia, “vale tudo em nome do amor, desde que exista amor em ambas as partes”. A atitude do casal, na opinião dele, pode influenciar novos pares a deixarem o modelo tradicional. “Foi uma grande iniciativa”, resumiu.

Jornalista, Karla Lyara está de casamento marcado para o início do ano que vem. Ela também esteve na festa e assistiu a união do casal. Destacou a criatividade e originalidade da ideia. “Até recebi a proposta do meu noivo de mudar meu casamento”, contou, brincando.

Um casamento na rua, afirmou, além da espontaneidade, acaba diminuindo os custos e evita, por exemplo, o dilema chato da lista de convidados, que é limitada. No caso dela, não há como voltar atrás porque quase tudo já está acertado, mas para a auxiliar de cozinha Ana Cristina, de 34 anos, ainda há tempo de se programar e colocar o plano em prática.

Vivendo há 16 anos com o professor de dança Júlio Cesar, de 29 anos, ela quer casar e, inspirada em Daniela e Djanir, já anunciou a data e o local: será em 2014, no Casório do Lado B. O marido concordou.

Ana Cristina e Júlio César já anunciaram que vão casar na rua, na festa do Lado B. (Foto: Cleber Gellio)Ana Cristina e Júlio César já anunciaram que vão casar na rua, na festa do Lado B. (Foto: Cleber Gellio)



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