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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

07/08/2014 23:21

Festival do Sobá começa lotado, mas com show de Chrystian sem o Ralf

Aline Araújo
Chrystian sobe sozinho ao palco do Festival do Sobá. (Foto: Marcelo Victor)Chrystian sobe sozinho ao palco do Festival do Sobá. (Foto: Marcelo Victor)

Quem apareceu já no primeiro dia da 9° edição do Festival do Sobá encontrou os corredores da Feira Central de Campo Grande lotados. Mas a grande surpresa da noite aconteceu quando o cantor Chrystian, atração da noite, subiu ao palco sozinho, sem o irmão Ralf.

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“Vocês devem ter estranhado eu entrar no palco cantando sozinho. Para mim é estranho também. Eu tenho uma notícia ruim, apesar de já estar se recuperando o Ralf está desde terça-feira internado no hospital Albert Einstein em São Paulo” contou, explicando que o motivo da ausência foi uma crise de pressão alta.

O show começou com uma hora de atrasado, mas a platéia não esfriou. “Eu estou aqui para agradar vocês, vamos ver o que eu consigo fazer sem ele”, concluiu o cantor, antes de começar a apresentação com um dos sucessos da dupla,“Saudade”. O público correspondeu e o coro dos fãs fez as vezes de Ralf.

Chefe ensina a técnica do sushi (Foto: Marcelo Victor)Chefe ensina a técnica do sushi (Foto: Marcelo Victor)

Quem chegou cedo pode aproveitar outras atrações do festival que vão além da música. No começo da noite, cerca de 50 pessoas participaram e assistiram as apresentações da Cozinha Show, com o Chefe Felipe Kawamura, de apenas 23 anos. Elw ensinou o preparo do arroz de sushi, temake e hot roll. Quem participou da aula aprovou a iniciativa que está no seu segundo ano.

A contabilista Léo Ferreira, de 41 anos, foi aprender um pouco mais da culinária japonesa com o filho Guilherme, de 15, que adora a cultura japonesa. “Ele ensinou muito bem, com certeza eu vou tentar fazer em casa. Sem falar que ficou uma delicia”, comentou Léo, depois da degustação.

Para os próximos dias de evento, que acaba no dia 17 de agosto, a oficina de culinária japonesa da feira deve ensinar desde receitas mais sofisticadas, como costelinhas suínas com missô, até as tradicionais, como yakissoba. As aulas começam sempre às 18h.

Gueixas recebem os clientes na porta. (Foto: Marcelo Victor)Gueixas recebem os clientes na porta. (Foto: Marcelo Victor)

A festa já tem tradição e é feita para a família. Algumas barracas aproveitam a festival para alavancar as vendas. Na Sobaria Nikkei, por exemplo, gueixas recebem e convidam os visitantes para o jantar. Elas são sobrinhas de Nivaldo Adania, de 50 anos, que toma conta do lugar há 1 ano e meio, junto com a irmã Marcele Adania, de 38.

“As gueixas funcionam, as pessoas gostam e é um diferencial. Quando chega perto do festival, os fregueses já perguntam”, conta Marcele.

Outro diferencial da barraca é a cortesia do sobá baby para crianças até 5 anos. “É só para agradar a criançada, como eles comem pouco, acaba sendo suficiente e os pais ficam contentes também”, comenta Nivaldo.

Com 12 anos de feira a “Sobaria da Jadi” desenvolveu na última edição do evento uma receita que já ganhou lugar no cardápio. No “Sobá Especial da Jadi”, a receita tradicional ganha o adicional de camarão e tempurá.

A Sobaria da jadi tem 12 anos de feira (Foto: Marcelo Victor)A Sobaria da jadi tem 12 anos de feira (Foto: Marcelo Victor)

A proprietária da barraca Jadi Tamachiro, de 49 anos, mesmo na correria com a “casa” lotada, conta com muita simpatia que o prato costuma agradar. O pequeno sai por R$16,00, a cumbuca média por R$19,00 e a grande R$ 22,00.

Neste ano o festival marca os 100 anos da ferrovia em Mato Grosso do Sul. Outras informações confira a programação completa da no site da Feira Central.

O psicólogo Adriano Ferreira, de 26 anos, lembra da importância cultural do evento, que vai além do entretenimento. “O festival é muito importante. É a valorização da cultura japonesa. Hoje nosso Estado tem a segunda maior colônia e isso foi importante para o crescimento de Campo Grande. E é também a valorização da nossa cultura, porque o sobá e a feira são símbolos que o campo-grandense se orgulha”, comenta.




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