A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

21/02/2012 23:20

Gays, travestis e transformistas vivem reinado no Carnaval de Corumbá

Paula Vitorino

Carnaval teve Musa Gay e todas escolas desfilaram com travestis. Bateria da Caprichosos tem travesti à frente, única do Brasil

Travestis e transformistas desfilaram em todas as escolas. Travestis e transformistas desfilaram em todas as escolas.

Na passarela do Carnaval de Corumbá, com vocês, a exuberância, o brilho e o samba das travestis e transformistas. Os foliões gays reinaram nos desfiles deste ano, com direito até a eleição da Musa Gay oficial do Carnaval 2012 e representantes das candidatas a musa para cada uma das escolas.

Nenhuma das nove escolas de samba entrou na avenida sem o salto alto de pelo menos uma travesti, seja como musa ou não.

“Aqui a gente reina mesmo, temos nosso espaço no Carnaval, o carinho e o respeito das escolas e do público”, diz a Musa Gay, Thaila Andreaza, de 22 anos.

O espaço dos travestis e transformistas na avenida é mais do que merecido, segundo eles próprios e a comunidade, já os gays estão entre os grandes responsáveis pelo brilho do Carnaval.

“Nós somos o brilho das escolas. Não tem Carnaval sem um gay na avenida”, diz a transformista Larissa Snaghrs, de 22 anos.

A travesti Verônica Peres, de 21 anos, lembra que o espaço nas escolas acontece desde a diretoria, já que a maioria dos carnavalescos são gays. Mas ela afirma que em Corumbá o reconhecimento é maior.

“Morava no interior paulista e a escola que desfilava tinha um pouco de preconceito, a preferência no desfile era sempre para os heteros, os gays vinham só depois. Mas aqui em Corumbá a gente domingo mesmo, reina”, frisa.

O presidente da Liesco (Liga das Escolas de Samba de Corumbá), Zezinho Martinez, concorda que o”o gay tem a cara do Carnaval, ele sempre esteve presente”. O concurso de Musa não foi organizado pela Liga, mas ele afirma que a Liesco apoia a iniciativa.

Teve até noiva travesti.Teve até noiva travesti.

Na avenida - Apesar das mulheres acabarem tendo de dividir o espaço de musa na escola com as travestis, a destaque Edna Pacheco, de 37 anos, afirma que existe lugar para todos e não rola nenhum tipo de “competição”.

“Elas são demais, mandam muito bem no samba. E é verdade, são os gays que fazem o Carnaval, a maioria das maquiagens e fantasias, nada mais merecido”, frisa.

Durante o desfile, as travestis são aplaudidas pelo público e fazem questão de mostrar que sabem dançar. Algumas chamam a atenção e causam até espanto por causa do exagero ou até da naturalidade.

“Tem umas que são fora do normal, mas outras conseguem ser tão naturais que você fica na dúvida se é ou não mulher”, diz a folia Maria Antunes, de 42 anos.

Enquanto tira fotos, ela diz que aprova a presença dos travestis porque “é Carnaval, pode tudo”.

Já Joseli Gonçalves, de 32 anos, faz cara de espanto ao ver uma das travestis passando e explica que “prefiro mulher desfilando como musa, é mais apropriado, mas também não tenho nada contra”.

Algumas das travestis já são conhecidas na cidade e quando desfilam têm até torcida certa. “Todo mundo conhece ela aqui, é cabeleireira, muito boa”, diz Laurinda Escobar, de 34 anos, depois de gritar e acenar para uma das musas.

Bateria colorida - Além da presença como musas, as travestis conquistaram o respeito e posições antes só ocupadas por homens heterosexuais.

Com calça e roupa de menino à frente do batuque, o mestre de bateria da escola Caprichosos de Corumbá, Kelvin San, de 24 anos, diz que o traje para segunda-feira à noite é uma exceção. “Não saio à noite sem estar vestido de mulher”, frisa.

Ele é o único mestre de bateria transformista do Brasil, segundo pesquisa própria.

Com orgulho, conta que assumiu o cargo há cerca de 2 meses e pela primeira vez comandou a bateria na avenida. “Minha bateria não foi nota mil, como eu queria, mas fizemos uma boa apresentação”, ressalta.

Ele foi convidado para ser mestre depois de três anos como percussionista da bateria e uma longa carreira como músico. “Sou respeitado pelos integrantes, nunca tive problema e acho isso algo muito bom daqui”, diz.

Kelvin ainda é cabeleireiro em Corumbá e vê com felicidade a grande participação do público gay nas escolas. “A maioria das escolas acolhe muito bem e sem dúvida é uma grande conquista para nós, até eu ser mestre é um grande avanço”, frisa.

Brilho marcou fantasia dos gays.Brilho marcou fantasia dos gays.



Este aumento da participação e do aceite dos gays, travestis e transexuais no Carnaval, mostra felizmente que estamos evoluindo. A mudança da mentalização vem ajudando a desbancar o preconceito. è isso que desejamos e, precisamos. Temos que ver as pessoas com igualdade, respeitando a individualidade de cada um e lhes dando o direito de escolha.Eles são seres humanos, como todos os demais.
 
Juraci Luiz da Silva em 09/02/2013 07:04:34
Eu axei o max isso mostra o quantos estamos evoluindo.. Infelizmente existem pessoas que não concordam com isso, mas essas pessoas tem q parar pra pensar que estamos no seculo XXI, e o mundo jah não é como de antigamente. Para aqueles que só entram na pag para criticar não percam seu tempo procure o que fazer, vc fazendo o bem só recebera o bem. Os Gays arrazaram.
 
Danúzia Batista em 28/03/2012 09:10:22
leeegaal
 
mario nascimento em 25/02/2012 11:36:59
Comentários desnecessários, e daí da opção sexual deles, se são felizes assim é o que vale, eles pagam impostos também e te o direito de se expressar, vamos parar de olhar o próprio umbigo e cuidar cada um da sua vida.
Pode até não concordar, mas respeito está acima de tudo!
 
Camyla Veluma em 23/02/2012 12:13:35
nosa q lindo axei tudo isso o maximo gostaria q aqui tambem em campo grande sou trans tenho samba no pe elegancia e simpatia e amo o carnaval parabens a voceis e isso ai
 
skarlath almeida silva em 22/02/2012 09:45:50
Gente, vamos evoluir e parar pra pensar. Pagamos impostos para ver nossas cidades mais estruturadas, tantos fisicamente quanto moralmente. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo. Não queremos que nosso país vá ao mesmo caminho, valorizando festas inuteis e valores morais e desvalorizando pessoas.
 
André ALves em 22/02/2012 03:37:42
Isso é uma perdição. Por que o governo perde tempo e dinheiro com essa cultura inutil, não me referindo somente à esses movimentos GLT'S, que por sinal é uma perdição também deturbando nossas crianças e famílias. Tantos hospitais, escolas e projetos de cidadania realmente dignos deixaram de ser feitos para promover essa festa inútil, sem cultura de valor e de alto risco à saúde física e psíquica.
 
André Alves em 22/02/2012 03:07:17
No carnaval o que reina é a felicidade de se divertir sem nenhum preconceito!
 
Matheus Salles em 22/02/2012 02:26:46
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.