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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

20/01/2014 06:53

Lanchonete vira ponto concorrido, com som ao vivo e show de humor por R$ 1,50

Paula Maciulevicius
Quinta e sexta-feira são dias de música ao vivo, com MPB e Sertanejo e um couvert inédito na cidade, de R$ 1,50. (Fotos: Marcos Ermínio)Quinta e sexta-feira são dias de música ao vivo, com MPB e Sertanejo e um couvert inédito na cidade, de R$ 1,50. (Fotos: Marcos Ermínio)
O dono passou a vida fazendo lanches pela cidade até resolver transformar a garagem em lanchonete.O dono passou a vida fazendo lanches pela cidade até resolver transformar a garagem em lanchonete.

Na avenida Orlando Daros, nº566, no bairro Maria Aparecida Pedrossian, basta o relógio marcar 18h30 para as mesas na garagem e também na calçada estarem a postos, só esperando a clientela. A casa é do chapeiro Welhiton Augusto Borges de Souza e da esposa Cleunice Albano há oito anos, mas de cinco meses para cá virou a “Tom Lanches”, uma lanchonete que tem sacudido a região.

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Quinta e sexta-feira são dias de música ao vivo. O repertório conta com MPB e dupla sertaneja, respectivamente e com um couvert que não se acha em lugar nenhum da cidade: R$ 1,50 por pessoa. É de se estranhar que com tanto auê de vizinhos por aí quando um bar resolve abrir em área residencial, uma casa que tira os carros da garagem para virar lanchonete não cause nenhuma confusão com os moradores. Muito pelo contrário. 'Seo' Oacil Gomes, de 49 anos, é a prova disso.

Vizinho de casa, dividindo o muro e o barulho, ele achou a ideia ótima. “Aqui na vila não tem nada e isso para nós é um divertimento. Nunca reclamei, até mudei o meu quarto de lugar para ficar escutando, não falho uma quinta-feira aqui”, completa dizendo que virou cliente fiel.

Vizinho de muro, Oacil chegou a mudar o quarto de lugar para poder ouvir o barulho do bar. Vizinho de muro, Oacil chegou a mudar o quarto de lugar para poder ouvir o barulho do bar.

Welhiton, que dá o nome de “Tom” à lanchonete sempre trabalhou nas casas de lanches da cidade como chapeiro, até resolver montar o próprio negócio na garagem. Tirou os dois carros do espaço, aproveitou a varanda coberta, fez um puxadinho para o caixa e transformou em cozinha o que sempre foi sala.

“É bem variado aqui, para deixar o pessoal à vontade”, comenta. Na calçada senta quem quer ver o movimento, na garagem quem quer ouvir e assistir aos shows e na varanda, quem não tira os olhos do telão, colocado para ver as lutas de UFC. Até o quarto do enteado de Welhiton entrou na onda e virou espaço para a criançada, com mesa de pebolim e DVD. O local é todo adaptado com jogos de luz e luz negra, da época em que Welhiton investiu como DJ. “Coloquei tudo aqui e os clientes aprovaram”, diz.

A casa serve lanches, porções e caldos das 18h30 até o último cliente. “Boa pergunta, que horas a gente fecha? Aqui o som vai até meia-noite, meia-noite e meia no máximo”, detalha.

A casa de Welhiton tem capacidade para atender 80 pessoas sentadas, fora as que ficam de pé, na rua acompanhando o movimento. As apresentações musicais são fixas e nesta sexta, o show era da dupla Luiz Ricardo e Regis Viola.

Maria Victória, personagem veio de Little River (Corguinho) para animar a noite dos clientes. Maria Victória, personagem veio de "Little River" (Corguinho) para animar a noite dos clientes.

À frente do negócio estão, além dele, a mulher, o enteado, um funcionário e dois free lances. O funcionário fixo trabalha por dois. Fernando é garçom das 18h30 até 23h e depois se transforma em Maria Victória, personagem criada por ele para apresentações em festas.

“Eu chego de garçom e já começam a perguntar, cadê a Maria Victória? Calma, calma gente, eu digo. Ela está dentro de mim, tentando sair”, conta o funcionário.

Aos 25 anos, Fernando Costa da Silva é um achado. A empatia bateu logo que ele e o dono da lanchonete se conheceram, na Feira Central. O convite surgiu para os dois. Tom chamou Fernando para ser garçom e Maria Victória para a atração das noites.

“De repente eu sumo e todo mundo pergunta cadê o Fernando? Falam que eu fui comprar alguma coisa, do nada apaga a luz. Começa a fumaça e eu fico falando no microfone lá de dentro, calma, calma que eu estou chegando”.

E ao som de Lady Gaga, Maria Victória aparece para um show de humor de 30 minutos com direito a bis. “Eu só volto se vocês pedirem. Eu sempre falo isso”, diz Fernando.

O personagem não deixa de ser inspirado na Maria Quitéria, de Arce Correia, adaptada para a lanchonete. O repertório é todo criado por Fernando.

“Maria Victória está de férias, ela é exótica. Enquanto todo mundo vai pra Bonito, Maria Victória vai pra Cancun e sabe onde ela nasceu? Em Little River. Corguinho amor, Corguinho”, interpreta Fernando.

Os shows de Maria Victória ainda não estrearam este ano. A temporada 2014 deve começar em fevereiro. A lanchonete, como dito no primeiro parágrafo, fica na avenida Orlando Daros, 566, no Maria Aparecida Pedrossian e funciona de segunda a sábado, a partir das 18h30.

Clientela senta até na calçada para aproveitar o melhor da música e dos lanche no bairro. Clientela senta até na calçada para aproveitar o melhor da música e dos lanche no bairro.



ola tb?
sou a propria maria victoria amei a minha reportagem achei lindo parabens a mim e a vcs pelo bom trabalho e a divulgação do nosso espaço.
 
fernando costa em 21/01/2014 13:20:43
Isso é prova de pode existir harmonia em sociedade. Muito mais que um simples local agradável, as pessoas que lá frequentam são amistosas e alegres e tudo que querem é apreciar uma boa noite em família e com amigos. Tom Lanches mostra que a simplicidade do local e o negócio em família pode prosperar, com planejamento, organização e muita criatividade. Parabéns.
 
Francisco Duarte de Almeida em 20/01/2014 20:55:13
Que legal!!!!! moro do outro lado do endereço de vocês, mas devido a reportagem ja to com muita vontade de ir conhece-los. Nos aguardem, a familia inteira e agregados kkkk. , iremos com certeza. Parabéns.......
 
ñeire glaucia em 20/01/2014 20:06:50
Alem do carisma que este casal maravilhoso tem, a lanche também é tudo de bom... vale a pena conhecer... um abraço vocês merecem.
 
REGIANE SILVA em 20/01/2014 12:21:03
Nossa... nascido em Corguinho é bom demais. Quero conhecer, saborear, ouvir musicas e prestigiar este artista.
 
HELEN ROSE em 20/01/2014 11:42:40
ola..qro agradecer a CAMPO GRANDE NEWS,por essa divulgação da minha lanchonete e aos clientes q aqui frequentam.
Todo esse sucesso não seria capaz sem ,nossos clientes e amigos.
Como sitaram aí nos comentários da nossa "prefeitura"...as nossas portas estão abertas para ela,trabalhamos em dia e correto.
E em FEVEREIRO,se inicia o show humorístico da "MARIA VICTÓRIA"
OBRIGADO A TODOS!

 
tom lanches em 20/01/2014 10:34:27
Muito bom mesmo!
 
Dinora Lopes Murbach Cardoso em 20/01/2014 09:31:01
Estive no local é muito bom, som maravilhoso, receptividade ótima. Vale a pena conhecer.
 
Cleide Goulart em 20/01/2014 09:30:30
Pronto.
Agora a prefeitura vai incomodar.
 
Leandro Bichara em 20/01/2014 09:26:49
Parabéns Paulinha pela sensibilidade em retratar o (Lado B do) nosso cotidiano e pelo texto. A periferia nos reserva boas surpresas e este bar tem sua química...
 
silvio andrade em 20/01/2014 09:25:50
Eu conheço o lugar, o espaço familiar MARAVILHOSO, os donos são muito receptivos com todos, a comida sensacional. Eu e o meu namorado Jozé Zulin sempre vamos lá prestigiar, saborear e ouvir uma boa música. Parabéns ao TOM e a CLEONICE. Mil beijos
 
SORAYA AYALA em 20/01/2014 08:03:44
Mais um exemplo de que quem faz o bar é o cliente.
 
Marcos Wild em 20/01/2014 07:46:43
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