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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

11/01/2016 15:15

Maiores Carnavais de MS custarão 1,8 milhão e desta vez tem empresa patrocinando

Antonio Marques
Desfile em Campo Grande no ano passado. (Foto: Arquivo)Desfile em Campo Grande no ano passado. (Foto: Arquivo)

Os Carnavais mais tradicionais de Mato Grosso do Sul vão custar cerca de R$ 1,8 milhão em Campo Grande e Corumbá. Na Capital, a estimativa de gasto com a festa é de R$ 700 mil, enquanto na Cidade Branca e Ladário, o valor passa pouco dos R$ 900 mil. Os dados são das ligas das escolas de sambas e blocos.

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Na manhã desta segunda-feira, 11, o governo do Estado, por meio da Sectei (Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação), assinou convênios para liberação de R$ 721,5 mil como ajuda na realização do Carnaval de rua nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Ladário, Aquidauana, Anastácio e Fátima do Sul. O valor corresponde a 40% do custo que as ligas vão ter com as duas principais festas.

Conforme o presidente da Lienca (Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande), Eduardo Souza Neto, o Carnaval de rua na Capital deve custar cerca de R$ 700 mil. Desse valor, o governo do Estado repassou R$ 250 mil e a prefeitura deve auxiliar com R$ 160 mil, além de toda a parte de estrutura da festa (sonorização, arquibancada, banheiro químico).

Em Campo Grande, 9 escolas vão desfilar nos dias 8 e 9 de fevereiro, cinco no grupo especial, três no grupo de acesso e uma escola mirim, da região central da Capital. “Nosso custo é alto em razão de, praticamente, toda a matéria-prima usada pelas escolas ser importada”, comentou Eduardo Neto. As plumas, missangas e boa parte das pedrarias são de origem chinesa e com o dólar valorizado ficou mais cara a aquisição.

Segundo ele, para que as escolas consigam realizar a festa, são feitos eventos durante o ano para arrecadar verba com objetivo de complementar o recurso repassado pelos gestores públicos.

O presidente da Lienca, durante o discurso na governadoria, criticou os prefeitos que cancelaram o Carnaval nos municípios justificando estar em crise financeira. “Não é só em fevereiro que o povo precisa de ambulância, de maca e dos serviços públicos. É no ano todo. Não venham com esse debate demagógico que o Carnaval causa despesas”, alfinetou.

Para Eduardo Neto, o dinheiro investido na festa não representa gasto para o poder público, porque contribui para girar a economia local. "Não é gasto, mas investimento cultural”, ressaltou.

Preparação de escola em Corumbá, para o Carnaval de 2015. (Foto: Arquivo).Preparação de escola em Corumbá, para o Carnaval de 2015. (Foto: Arquivo).

Corumbá – O secretário-geral da Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá), Fernando Soares Garcia, que é responsável pelo mais tradicional Carnaval de rua do Estado, disse que neste ano a Cidade Branca vai realizar a melhor festa da história. Já estão garantidos cerca de R$ 800 mil para os desfiles das 10 agremiações.

Segundo ele, a prefeitura já conseguiu R$ 400 mil, o governo do Estado vai repassar cerca de R$ 200 mil e outros R$ 200 mil foram investidos por uma cervejaria. “Pela primeira vez conseguimos patrocínio de empresa privada em nosso Carnaval”, relatou Fernando Garcia, que é membro da escola Caprichosos de Corumbá.

O presidente da Liesco, Valdir Padilha, também destacou que a Liga pretende realizar o melhor Carnaval da região pantaneira, que acontece nos dias 7 e 8 de fevereiro. No primeiro dia desfilam as escolas de acesso; no segundo, as cinco do grupo especial.

Durante o evento, o governador Reinaldo Azambuja destacou a importância de o governo investir na manutenção das festas tradicionais no Estado, em especial no Carnaval. “Temos que aproveitar o momento para esquecer da crise e deixar que o espírito do Carnaval e a alegria contagiem nosso País para superarmos as dificuldades”, declarou.

Reinaldo ressaltou o fato de conseguir aumentar em 10% o valor do repasse financeiro para a realização dos principais carnavais do Estado. “Mesmo em momento difícil da economia estamos investindo”, reiterou, acrescentando ser nas situações de crise que se cria novas oportunidades.




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