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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

03/06/2014 06:51

Mesmo sem se conhecer, grupo enfrenta 800 km para chegar a festival de rock

Anny Malagolini
Festival em Ribeirão Preto atraiu 40 mil pessoas no último final de semana (Foto: Guilherme Adriani)Festival em Ribeirão Preto atraiu 40 mil pessoas no último final de semana (Foto: Guilherme Adriani)

Já que Mato Grosso do Sul não tem evento grande para a turma do rock, para assistir aos show das bandas e cantores nacionais vale, inclusive, enfrentar onze horas de estrada, em uma Van só com gente desconhecida. No fim de semana, o Lado B acompanhou um grupo de 14 sul mato-grossenses que aceitou encarar uma viagem de mais de 800 quilômetros para assistir as 14 atrações que se apresentaram no último final de semana no festival “João Rock”, em Ribeirão Preto. 

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O evento foi a oportunidade de assistir ao O Rappa, Nação Zumbi, Paralamas do Sucesso, CPM 22 e aos cantores Jorge Ben Jor e Zé Ramalho, por exemplo.

O grupo, formado por 4 casais e 6 solteiros, se uniu na “cara e coragem”. A ideia de ir em uma Van serviu para criar amigos no caminho, além, é claro, do custo benefício. Cada um pagou R$ 245,00 de transporte.

Quem colocou a vontade em prática foi a jornalista Aline Araújo. Em uma daquelas típicas promessas de fim de ano, ela listou “ir a um festival” e escolheu o João Rock. Em fevereiro, descobriu a programação, fez pesquisas com pessoas que já haviam ido e valores de transporte. “Era inviável ir por conta própria, por isso criei a excursão”, explica.

Aline ganhou o status de responsável pela excursão em Mato Grosso do Sul e o seu contato ficou disponível no site oficial do evento. Além de Campo Grande, teve gente de Dourados, Coxim, Três Lagoas e Água Clara na aventura.

Assim que todos confirmaram que iriam, foi criado um grupo privado pelo Facebook para os viajantes se aproximarem e para que as dúvidas fossem compartilhadas.

Depois de tanto trabalho, a jornalista já pensa no ano seguinte e antecipa: “Pretendo alugar um micro-ônibus”.

Turma formada por 14 sul-mato-grossenses (Foto: Arquivo Pessoal)Turma formada por 14 sul-mato-grossenses (Foto: Arquivo Pessoal)

Animados - Da turma, o universitário Maick Moreira era o mais ansioso. Desde do dia 17 de março, quando comprou o ingresso, ele é o que mais animou a turma pelo grupo do Facebook. Para viajar, o esforço não foi pequeno. “Peguei dinheiro emprestado, senão, não viajava”.

O estudante gastou R$ 550,00 contando a hospedagem, ingresso e transporte. Ele também costuma viajar para eventos fora do Estado e para não ir sozinho, chama o amigo Rogério, da cidade vizinha, Três Lagoas.

De Coxim, o casal de namorados José Ricardo, de 20 anos, e Lilian Derkoski, de 19, se uniu pelo rock e sempre que acontece algum evento do gênero, eles arrumam as malas e viajam. Mas essa foi a primeira vez que ultrapassaram a divisa de Mato Grosso do Sul. José diz que conheceu o festival pela internet, pesquisou e chegou a conclusão: “melhor que o Rock in Rio”.

Lilian foi “em busca da liberdade”, além da programação. “É a mescla de paz, música e diversão”. E se foi bom? “Foi melhor do que eu imaginei”, resume José.

Fabiana Aristimunha, de 22 anos, encarou a viagem sozinha, mas no evento encontrou amigos. De volta a Campo Grande, a certeza é de que não faria nada diferente. “Camarote ou área vip é melhor para curtir os shows de uma forma mais tranquila”, aconselha. Essas áreas do evento são sempre as mais caras, mas para Fabiana o investimento valeu cada centavo. Ela pagou quase R$ 200,00 para ficar na “Pista Premium”, área em frente ao palco.

Uma vantagem importante, lembra ela, é a pontualidade. Os shows tiveram início de acordo com o horário divulgado pela organização do festival.

Foram mais de 20 horas de viagem, somando ida e volta (Foto: Arquivo Pessoal)Foram mais de 20 horas de viagem, somando ida e volta (Foto: Arquivo Pessoal)

Dispostos - Raphael Bueno e a namorada Nislley Lara tiveram mais trabalho ainda. Os dois moram em Dourados, e vieram até a Capital para se juntar ao resto do grupo. Mesmo com percurso maior de ida e volta, o sentimento é único: “A experiencia foi incrível, a viagem foi animada, pessoal muito bacana, não rolou estresse em momento nenhum, nos divertimos, brincamos, foi muito bom o clima da viagem e parceria no show também, pessoal unido” , elogia Raphael.

Já pensando nos próximos eventos, ele também sugere que a escolha da área seja pela localização, apesar do preço maior. “Compensa muito pela visão privilegiada do palco, além disso é menos tumultuada”.

Ele não tem dúvidas em recomendar a mesma experiência. “Para as pessoas que querem fazer o mesmo, só consigo pensar em uma coisa pra falar: simplesmente, faça, aproveite e viva essa nova experiência, com toda certeza”.

Nislley conta que conheceu o evento assistindo a edição do ano passado, pela internet, e desde o começo desse ano, começou a procurar pessoas que tinham ido nas edições anteriores em busca de informações. Fez pesquisas sobre hotel e alimentação na cidade e já tem dicas para dar agora. "É bom descansar durante o trajeto para aguentar assistir aos shows".

Comer e beber - Como festivais de música costumam ser eventos que duram horas, outra recomendação é levar na mochila alguns alimentos, para não gastar muito dinheiro com o lanche caro vendido. Um pastel, por exemplo, custa R$ 10,00. E e tem gente que abusa, vendendo pedra de gelo por R$ 5,00.

Quem se assustou com os valores foi a universitária Graciela Oliveira Dias, de 24 anos, que ao pedir gelo para colocar no drinque, teve como resposta o valor inflacionado do vendedor.

Mesmo com os imprevistos, como a compra de bebidas apenas com dinheiro, apesar da organização anunciar que seria aceito cartão, a universitária garante que a excursão surpreendeu. “A viagem foi maravilhosa e a sensação de estar dentro do João Rock e inexplicável”.

E por unanimidade, o sentimento de “valeu a pena” é marcado com a certeza de que “ano que vem a gente volta”.




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