A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

14/08/2012 14:55

Na transição entre banda e eletrônico, grupo toca em locais improváveis

Ângela Kempfer
Márcio e Rafael, em vídeo postado no Youtube.Márcio e Rafael, em vídeo postado no Youtube.

Quem diria, o interior do Estado tem baladas de reunir mais de 2 mil pessoas facilmente. É assim todos os anos em São Gabriel do Oeste e Navirai, por exemplo, cidades de 21 mil e 45 mil habitantes respectivamente. É nessa batida que também começam a surgir grupos no ritmo eletrônico.

Veja Mais
Coletivo de DJs organiza festas com música para 'dançar mais e reparar menos'
Com poucas opções, veja onde curtir as festas de fim de ano em Campo Grande

O Doppler 4 Live é uma das figuras constantes nas baladas. Sábado, por exemplo, toca em uma festa a fantasia em Dourados. O grupo consegue convites consecutivos por mudar a forma de fazer música eletrônica.

Os quatro integrantes mesclam som mecânico, percussão, saxofone e guitarra. São meio banda, meio eletrônica, com um peso comercial que deu certo. Na sexta-feira, eles abrem o show dos baianos do Chiclete com Banana, no Jóquei Clube de Campo Grande, e já tem agenda fechada até o fim de outubro.

Márcio Casagrande começou com trabalho conceitual, mas há um ano e meio virou o volante para um projeto mais vendável. Com Ricardo Lauro no sax, Rafael Bendô na guitarra e a voz encorpada de Clessia Maia, o grupo ganhou outro nome e passou a investir em hits de David Guetta a Shakira.

Nas festas eletrônicas pelo Estado e também fora, a energia dos quatro é o que impressiona. Por aí, há muita percussão com som mecânico, mas tantos instrumentos juntos é difícil, diz Márcio. “Tocar ao vivo é quebrar o conceito básico da discotecagem. Não conheço ninguém que coloque tantos instrumentos na mistura com o som mecânico. Até na hora de pesquisar alguma referência é difícil”.

Com a percussão, é só acompanhar a batida eletrônica para dar certo, com guitarra e sax, o jeito é ensaiar dobrado, ensina. “É bem mais complexo. Tem a afinação, as notas, os acordes. Se não tiver um ensaio poderoso, não dá certo”, conta o DJ de 29 anos que também é publicitário em Campo Grande.

Nas últimas semanas, eles já passaram por cinco festas a fantasia, incluindo Jaciara (MT) e também fizeram o som do concurso Miss MS. Sexta tocam em Campo Grande, no Move Winter Festival, no sábado em Dourados e no final do ano, tocam na balada de mais de 2 mil pessoas em Naviraí.

Também são atração confirmada da Noite do Branco, em setembro, uma das principais festas do ano em Campo Grande.

“O pior é que em Campo Grande quase não toco, o interior é melhor. Aqui já foi mais forte, balada ia até às 8h. Agora perdemos recentemente a Neo e acho que as coisas estão piorando na cena eletrônica”, lamenta Márcio. “Por isso mesmo estamos tentando fazer diferente, sair da mesmice”, conclui.




imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.