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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

02/08/2014 07:41

Para um sábado longe dos shoppings, livraria faz contação de histórias especial

Aline Araújo
Livraria lotada para contação.Livraria lotada para contação.

Um novo mundo se abre para as crianças sentadas na colcha de retalhos coloridos, ansiosas com o início da contação de histórias. É assim a cada 15 dias na livraria Leparole. A leitura fica por conta de Vânia Cristina Strengari, 49 anos, munida de acessórios coloridos que encantam as crianças e adultos com o faz de conta.

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Ela pergunta sobre as cores do camaleão da história e prontamente a plateia responde: Azul! Rosa! Verde! Juntos, todos participam e imaginam de acordo com o ritmo que Vânia imprime às histórias. A atividade tem interação e brincadeira, as crianças tocam nos objetos que representam os personagens para “sentir um pouco” o que foi contado.

Luana, de 5 anos, está aprendendo a ler. A mãe, Alessandra Rolon, incentiva o hábito desde pequena. “Ela mesmo cobra para vir, eu sempre li para ela desde pequena, mas na contação ela brinca e interage com outras crianças”, pontua.

A enfermeira Michele Echeverría, junto com o esposo, também sempre se procurou em incentivar o hábito da leitura em Maria Eduarda, de 5 anos. Mas o melhor, na avaliação dela é sair de casa para uma atividade diferente. “É uma outra pessoa contando a história e de uma maneira bem diferente de quando a gente lê em casa. Estimula a imaginação e a criatividade dela”, explica.

A pequena Duda, com muita graça, deixa claro o quando as histórias tocam uma criança. “Eu acho legal quando eu penso na história e me vejo na lagoa ou na floresta. Ou quando eu sonho com o livro” descreve.

Vânia reconheceu o dom de contar história e assumiu a responsabilidade dhá muito tempo. “Eu sempre fui contadora de histórias, quando eu ia nas festas de criança, ainda nova, sempre ficava cuidando delas e mantendo a atenção por meio das histórias”, relembra.

Há 12 anos, ela percebeu que tinha a possibilidade de trabalhar só com isso e, formada em Letras, hoje divide a rotina de professora com a de contadora, participando de cursos e palestras na área. Já participou de quatro eventos nacionais e ministra cursos para novos contadores.

 

Vânia e o filho em dia de histórias.Vânia e o filho em dia de histórias.

Por onde vai, ela leva uma mala de objetos e o repertório de histórias. Além de encantar as crianças, trabalha para divulgar o incentivo a leitura que deve partir dos pais. “Eu incentivo muito os pais a contarem as histórias para os seus filhos e principalmente darem livros de presente, para as crianças reconhecerem o livro como um objeto de prazer”, explica.

Não é regra, mas em geral, as histórias carregam uma mensagem, lembra. “A gente sempre dá uma pincelada, porque as palavras são ensinamentos”, comenta.

Para fortalecer essa rotina dentro de casa, Vânia  sempre passa a referência de quem são os autores das histórias que conta. Também busca utilizar elementos folclóricos. "É importante resgatar, não deixar as pessoas esquecerem e o folclore se perder", explica.

Nas rodas de contação da Leparolle ela sempre leva o filho Luis Antonio, de 11 anos, que desempenha o papel de ajudante. “Eu sempre gostei, porque ela sempre dá um jeito de me colocar nas histórias! Eu fico meio enciumado quando ela coloca outra criança, mas eu entendo”, confessa.

Ele também conta que o gosto pela leitura é reflexo do carinho que a mãe sempre dedicou ao assunto. “Ela sempre leu para mim, me dá livros de presente, e por causa desses livros que eu gosto de ler”, conclui.

Serviço: A contação de histórias na Leparole Livraria acontece dois sábado por mês, às 10h30 da manhã e hoje é um desses dias. A livraria fica na Rua Euclides da Cunha, 1.126.




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