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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

19/02/2012 20:00

“Prainha” do rio Paraguai é refresco ao calor de 30º e cura para ressaca

Paula Vitorino

Mas é preciso ter coragem para enfrentar a água contaminada por restos de comida e garrafas

Prainha do Rio Paraguai. (Fotos: Marlon Ganassim)Prainha do Rio Paraguai. (Fotos: Marlon Ganassim)
Margem do rio vira lixeira. Margem do rio vira lixeira.

Domingão de Carnaval e calor de até 33° em Corumbá. A combinação quente atraiu dezenas de banhistas para a “prainha” do Rio Paraguai, nesta tarde.

Logo após o almoço e até o fim da tarde o local foi o ponto de encontro de quem precisava esfriar a cabeça, seja para “curar” a ressaca de Carnaval ou fugir do calorão.

“Vim fugir do calor, tá demais. Em São Paulo, 25° é o nosso calor e aqui essa temperatura é inverno”, compara a turista paulista, Cristiane Aguilar, de 33 anos.

Já o turista de Campo Grande Carlos Santos Pereira, de 33 anos, com a garrafa de cerveja na mão, ensina que as águas do Paraguai são o melhor remédio para “curar a ressaca”.

“Depois de uma inteira de folia, você vem pra cá curar a ressaca. Tem coisa melhor?”, questiona.

E pra quem pensa que mergulho na prainha é só para criança ou foliões, dona Joana Barbosa, de 81 anos, ensina que “não tem idade para o refresco”. Sentada em uma cadeira de praia na parte rasa, ela utiliza uma metade de garrafa pet para jogar “brincar” com a água.

Banhista de 81 anos se refresca no Paraguai. Banhista de 81 anos se refresca no Paraguai.

Sujeira - Mas apesar das maravilhas do banho no Paraguai, o banhista Carlos alerta que “depois dá coceira”.

É preciso coragem para enfrentar o banho com garrafas de cerveja e restos de comida, que são jogados às margens do Rio. Sentada na beira da água, com o filho de 7 meses no colo, Cristiane diz que “estou criando coragem para entrar”, pois teme pegar alguma doença.

Olhando a filha de 3 anos brincar na água com a prima, a mãe Rafaela Ribera, de 24 anos, afirma que o refresco vale a pena e acredita que “se for pega alguma coisa (doença), pega em qualquer lugar”.

Já a auxiliar de enfermagem Sandra Garcia, de 43 anos, garante a qualidade da água e justifica. “Essa é a água mais pura que existe. Cheia de sapo, perereca e acabaram de pegar um dourado enorme, bem aqui do lado”, diz.

Lixo no lixo - O comandante de uma das embarcações ao lado da prainha, Carlos Nader, de 37 anos, conta que o local vive cheio de pessoas, mas de lixo também.

“Bebem, comem e jogam tudo no rio. Fica cheio de garrafas por aqui, que além do prejuízo para o meio ambiente ainda podem ferir algum banhista”, diz.

Mas não existem lixeiras próximas a área e o proprietário afirma que por falta de fiscalização os abusos são constantes no local. “Tenho uma cicatriz na cabeça porque levei uma pedrada de um cara que queria subir no barco para pular no rio. O povo faz o que quer aqui e não tem nenhuma segurança”, frisa.

A diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente de Corumbá, Luciene Deová, informou que estão providenciadas lixeiras para a área ao redor da prainha. A Prefeitura também faz a limpeza da área diariamente no início da manhã.

Não existe um boletim sobre a qualidade da água no local, mas a diretora afirma que não existe risco para a saúde dos banhistas.




A mudança, vem da própria população, é quando um primeiro começar, e ¨contaminar¨os outros. Como?, repondo: colocando uma lixeira, por perto e encorajar os outros. Se for esperar pelas pessoas responsáveis, garanto que elas nunca vão nestes lugar. Sou Sulmatogrossense, moro em Curitiba a mais de vinte anos, confesso que aprendi como é bom estar em lugar limpo. Confesso que vale a pena mudar.
 
Victorio Penzo em 20/02/2012 12:20:29
ainda falta uma palavra chave pra esses banhista irresponsável "EDUCAÇÃO", vão morrer e não querem admitir que preservar o meio ambiente é uma das alternativas que garantem para gerações futuras o sustento, mais fazer o que, eles acreditam so no hoje e são os donos da verdade.
 
gildemar dantas em 20/02/2012 08:53:10
ANTES DO PREFEITO QUEM TEM QUE TOMAR VERGONHA NA CARA SÃO OS CORUMBAENSES. TEM O PREVILÉGIO DE TER UMA RIO LINDO NA PORTA DE CASA E EMPORCALHAM A PRAINHA. IGUAL A NÓS, MAL-EDUCADOS CAMPOGRANDENSE, QUE EMPORCALHAMOS OS ALTO DA AFONSO PENA. POVO TRISTE.
 
Ari Vargas Leal em 19/02/2012 10:10:44
quem for na prainha é quem tem que manter limpo, pode por cem, mil limpadores naum vão dar conta se que for la para se divertir naum fazer sua parte.
 
lindomar lima em 19/02/2012 08:55:08
TEM QUE SE FAZER UM PEDIDO PARA O PREFEITO QUE MANTENHA ESSE LUGAR MARAVILHO LIMPO,COMO É FEITO NOS FINAIS DE FEIRA A LIMPESA DO LOCAL,MAS PRINCIPALMENTE QUE AS PESSOAS QUE LÁ FOREM QUE LEVEM O O LIXO QUE PRODUZIREM E COLOQUE EM LUGAR ADQUADO.O LUGAR É DE TODOS EO POR DO SOL VISTO DO PORTO GERAL NÃO TEM IGUAL.AMOOO MINHA TERRA.EU IMPLORO PRESERVEM. luizsantinho@yahoo.com.br
 
Luiz Carlos Santos Messias em 19/02/2012 08:29:13
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