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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

13/02/2012 17:39

Câmara pretende transformar Expogrande em patrimônio cultural

Fabiano Arruda
Multidão acompanha show de Luan Santana, principal atração da Expogrande no ano passado, que quase não ocorreu. (Foto: Simão Nogueira)Multidão acompanha show de Luan Santana, principal atração da Expogrande no ano passado, que quase não ocorreu. (Foto: Simão Nogueira)

Vereadores de Campo Grande planejam transformar a Expogrande, feira com mais de 70 anos, patrimônio cultural imaterial. A discussão deve ganhar força na sessão desta terça-feira na Câmara Municipal.

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A ideia, na prática, serviria para garantir que o evento seja realizado anualmente. A hipótese surge em meio a nova polêmica, como no ano passado, já que a feira segue sem garantias de que irá ocorrer.

A informação foi confirmada pelo vereador Athayde Nery (PPS), presidente da Comissão Permanente da Cultura da Casa de Leis. Ele explica que o evento possui os três requisitos para ser declarado como patrimônio imaterial da cidade.

“Tem caráter simbólico, pois reúne as raízes da nossa cultura por meio da pecuária e agricultura em mais de 70 anos. É um evento democrático e tem importante caráter econômico com geração de R$ 200 milhões. É o grande momento de negócios, renda e emprego”, explica.

Nery afirma que o evento não deve ser relegado à segunda categoria e que a “Câmara toda está preocupada”. “A Expogrande é maior que o Nelson (prefeito), que o Maia (Francisco Maia, presidente da Acrissul). Tem de acontecer todo ano e em qualquer lugar”, complementou.

O parlamentar ainda compara os benefícios da transformação da Estação Ferroviária em patrimônio imaterial. “Se não fosse assim a estação teria sido derrubada há muito tempo”, opinou.

O presidente da Câmara, vereador Paulo Siufi (PMDB), diz ser favorável ao consenso sobre a realização da Expogrande. No entanto, criticou o fato da Acrissul não ter promovido as reformas exigidas pelo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado no ano passado para realização da feira, em saneamento e acústica.

“Não vamos encobrir falhas de ninguém. A Acrissul não tomou as providências e deixou para última hora. Mais uma vez a Câmara Municipal vai intervir, mas o problema não é nosso”, criticou.

Siufi, no entanto, garantiu que a Câmara vai defender que a Expogrande seja realizada para não prejudicar a população, que ganha com o evento, principalmente, por conta dos shows, mas sem afetar os moradores da região por conta do barulho, principal motivo da polêmica no ano passado.

“Vamos encontrar meios politicamente corretos, respeitando a Justiça”, destacou.

Do outro lado, o presidente da Acrissul, Francisco Maia, justificou que o TAC assinado no ano passado foi condição para realização da feira. “Assinamos, pois, caso contrário, não haveria feira”.

Maia assegurou que a Acrissul tem projetos para reforma desde agosto do ano passado. Segundo ele, as obras de esgotamento e galeria de água fluvial no Parque de Exposições têm maior possibilidade de serem realizadas.

No entanto, admitiu que o mesmo não ocorre com a reforma acústica. “Estamos estudando alternativas como direcionamento de caixas de som e utilização de abafadores. Economicamente precisamos de tempo”, explicou.




Na verdade a câmara deve brigar para o investimento na segurança, saúde, educação...
 
Luiz Louzan em 23/02/2012 05:07:17
FESTAS, FESTAS E MAIS FESTAS! ACABA O CARNAVAL E JÁ COMEÇA A EXPOSIÇÃO! ATÉ PARECE QUE NÃO TEMOS PROBLEMAS NA SAÚDE, COMO POR EXEMPLO POSTOS DE SAÚDE QUE FECHAM NA HORA DO ALMOÇO E FUNCIONAM PRECARIAMENTE ATÉ AS 17 HS, BAIRROS SEM ÁREAS DE LAZER PARA OS JOVENS QUE CADA VEZ MAIS ESTÃO DESCOBRINDO AS DROGAS, FAVELAS, ETC... E VCS PREOCUPADOS COM FESTA QUE INTERESSA AOS LATIFUNDIÁRIOS DO MS, PARABÉNS
 
Sidnei Garcia em 14/02/2012 12:12:37
Qual é o fundamento da câmara que vota leis determinando horários de funcionamento para todas as atividades publicas, que determina o nível de ruído permitido para todos os ambientes públicos. Que obriga até as igrejas terem horários com limitações pelo ruído gerado. Liberar através de lei o ruído e o transtorno a população, simplesmente porque alguém não quer se adaptar as leis existentes.
 
luis eloy alves da costa em 14/02/2012 11:18:04
Gent Campo Grande é uma cidade que naum valoriza,muito menos incentiva a cultura entre os jovens.A expogrande naum é apenas shows, bagunça e orgia até altas hras; é também uma forma de apresentar as pessoas (q tem interesse e não conhecem) um pouco da nossa história,tradição e "desenvolvimento" no decorrer desses anos todos. Mas a questão é cada um só pensa no seu próprio umbigo, no SEU bem estar.
 
Carol Siles em 14/02/2012 10:41:39
Cultural ? Que cultura é essa.
 
sebastiao dos reis em 14/02/2012 10:00:13
Pois è mais uma vez, esses nobres EDIS que são realmente eficazes em colocar nomes em ruas e homenagear alguem, dependendo do interesse é claro, estão querendo fazer lambança, ora a Acrissul tem que cumprir a determinação judicial e pronto.. parabens promotor..TAC é TAC....
 
pereira junior em 14/02/2012 09:24:28
JEITINHO BRASILEIRO - essa discussão NÃO tem nada haver com patrimônio cultural, sejamos francos, é só uma forma de BURLAR o termo de ajustamento de conduta TAC firmado com o MPE. O fato é que nada foi feito para adequar o espaço da feira e novamente os nobres vereadores adotam medidas POPULISTAS. A exposição deve sim existir, porém, respeitando as leis e o direito de todos.
 
eduardo de paula em 14/02/2012 08:31:04
Eu considero mais que justo a inclusao da expogrande como patrimonio cultural de Campo Grande, pois é uma tradição de nossa capital cediar tal evento, pois garantiria esse evento, ja que inumeras açoes contra sao movidas. Faz parte da tradiçãoe merece ser preservado!
 
Rubens de oliveira Brites em 14/02/2012 06:40:39
TEM GENTE SÓ PENSANDO NO FINANCEIRO....VENDER BADULAQUES.....
GANHAR EM CIMA DE SHOWS....E POR AI VAI....
ATENDER AO SOLICITADO NO TAC......NADA.....
FAÇAM A EXPOGRANDE NA FAZENDA.....SIM NA FAZENDA DE ALGUÉM....COMO SE FOSSE UM DIA DE CAMPO....O POVO DO CAMPO IA ADORAR......PRINCIPALMENTE FAZENDEIROS....TEM VÁRIAS FAZENDAS AO REDOR DE CAMPO GRANDE....PERTINHO MESMO, ALUGUEM UMA....E FAÇAM LÁ....
 
GILMAR CANDIDO em 13/02/2012 11:34:27
Desde a minha infância vou à Expogrande, olha que não tinha residência por lá, era um campão só, com o progresso deveriam facilitar, mas se podem complicar......
 
nely marques em 13/02/2012 10:12:09
A alguns dias atraz vi uma materia sobre um movimento que acontece na Av Duque de Caxias ,e comecei a pensar. Onde poderia os jovens de Campo Grande se encontrarem pra se divertei e lamentavelmente não vi nenhuma opção, pois aqui não te futebol , não tem praia ,Carnaval so em Corumba e agora sem Expogrande. fala serio né .
 
Juarez Delmondes em 13/02/2012 08:25:54
Não discuto o valor cultural da expogrande, mas já passou da hora da Acrissul procurar um local mais adequado para o evento. A exemplo do carnaval de campo grande que mudou de esáço. sugiro o antigo jockey club na saida de São Paulo, levaria desenvolvimento para a região e deslocaria o evento do centro da cidade.
 
jesus ribeiro em 13/02/2012 07:28:11
Por causa de uma disputa politica, estão querendo tirar dos campo-grandenses a mais importante e aguardada festa popular do ano. Parabéns ao vereador Athayde Nery, pela iniciativa em colocar em pauta esse assunto. Enquanto em outras cidades essas feiras só crescem em Campo Grande querem acabar com nossa identidade cultural, que é sim do homem do campo.
 
Juarez Goncalves em 13/02/2012 06:51:26
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