A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

13/10/2013 07:20

Quem são os empresários empenhados em trazer shows para Campo Grande?

Anny Malagolini
Marcelo Nova, uma das atrações do Pub Marcelo Nova, uma das atrações do Pub

Reclamação geral entre quem consome cultura em Campo Grande é a falta de shows de boa música nacional. Há muitas bandas bacanas por aqui, mas quando a vontade é de ouvir atrações nacionais, o jeito é se contentar com alternativas comerciais, como covers, sertanejos e, no máximo, o pop rock. A nova MPB, por exemplo, é sonhar alto.

Veja Mais
Humberto Gessinger, Ludmilla e Whindersson Nunes chegam no fim de semana
Ex-jogador de futebol abre diversão diferente: o jogo de sinuca com os pés

Mas há alguns empresários empenhados, que criam estratégias para viabilizar as apresentações, mas reclamam do público da cidade. O problema começa no custo, mas o pior é que muita gente cobra e na hora "H" não comparece, dizem os que se atrevem a contratar boas apresentações.

Unanimidade entre produtores, trazer shows à capital custa caro. Além de alvarás e impostos para manter uma casa de shows ou bares, artistas de fora têm custo mais alto porque não pertencemos à rota de shows do País, que envolve grandes centros. 

O “Lendas Pub”, por exemplo, neste ano trouxe uma programação de nomes nacionais, como Marcelo Nova, no dia de aniversário de um ano da casa. Os clientes puderem assistir ao show de graça, mas o caso exceção.

Um dos diretores comenta não dá para pensar só em cultura e não ligar para a rentabilidade do evento. Por isso todos procuram bandas que possuem um “apelo” popular, o que inclui bandas que fazem covers. “Não é fácil, é um tormento permanente”, desabafa.

A cantora Marina Dalla, que também é diretora artística do pub e responsável por escolher as atrações, explica que para fazer com que o público compareça é preciso ter uma estratégia, e isso não é fácil. “Hoje gostam de rock antigo, estão revivendo o clássico nacional: Nenhum de Nós, Ultraje, Ira, e estamos tentando viabilizar essas atrações”, revela.

Ela também aponta outros custos que vão além do cachê da banda, pois é é preciso “bancar” o transporte, hospedagem, translado e alimentação de toda a equipe do artista ou banda em questão. “Não somos um grande centro, e passagem de avião é cara. Além disso, não temos estrutura pronta para receber grandes bandas de forma técnica. E isso aumenta ainda mais o valor do show”.

A banda Bidê ou Balde, em maio deste ano, anunciou na própria página do Facebook que queria realizar um show na capital, e claro, os empresários logo se dispuseram. Mas a equipe gaúcha conta com mais de 10 pessoas, então, as despesas ultrapassam o próprio valor do cachê, que é de 6 mil reais.

Por conta disso, o único que continuou interessado foi o “Hangar”. Segundo um dos proprietários, Thiago Coutinho, a casa está em fase de negociação com a banda, e o show deve ser realizado até o fim do ano.

Os 4 meses de acertos com o “Bidê ou Balde” revelam que é preciso um trabalho minucioso, para não haver prejuízos. Para Thiago, uma característica do público de Campo Grande é gostar mais dos shows aos sábados e de preferência até o meio do mês, quando qualquer trabalhador brasileiro tem mais dinheiro no bolso.

Com orgulho, o empresário conta que em um ano e meio desde a inauguração a casa até trouxe bandas que participaram do “Rock in Rio”, deste ano, além de outras que se estabeleceram no cenário musical do País, como Kiara Rockers, Autoramas, B Negão, Matanza, Terra Celta, Cachorro Grande, Edu Ribeiro, Velhas Virgens, Soulstripper e Rock Rocket.

“É difícil, o empecilho é o próprio público que é limitado. Sempre cobram atrações e chega na hora não vai ninguém”, a reclamação é do produtor Glédson Damaceno, de 28 anos, que há cinco promove eventos em Campo Grande, mas confessa que hoje, se tornou mais cuidadoso com o que vai trazer. Por isso, não segue apenas o pedido do público.

Ele conta que o show da banda “Strike” significou prejuízo de R$ 10 mil. “Agora, procuro bandas que tem nome forte e que vão ter público garantido”. Um exemplo, segundo ele, é a próxima atração que vai trazer, a banda “Reação em Cadeia”, que apesar de não estar no auge, tem história e conquistou respeito entre o público.

Até meia entrada especial foi criada por ele para não haver desculpa. O desconto vale, inclusive, para quem não tem “carteira de estudante”. Para pagar menos, é preciso levar 1 litro de leite, o show que custa R$60, sai por R$30,00 para quem contribuir.

No Facebook é fácil encontrar grupos pedindo aos produtores e empresários para que tragam algumas atrações, como a banda “O Rappa”. O grupo foi criado em abril deste ano, e até agora, nenhum sinal da banda carioca aparecer pela capital.

Nesse caso específico, Gledson conta que o cachê da banda deve passar dos 70 mil reais. “Deixamos de trazer bandas boas com medo de tomar prejuízo”, diz, depois do trauma dos últimos tempos.

 




Para terem uma idéia, uma banda com R$ 8.000 cachê, o custo total do evento sai mais ou menos R$ 23.000,00. Agora divide esse valor entre média de 600 pessoas (lotação máxima) que são esperadas em um evento desse estilo (rock), pra ter a média de quanto deve ser cobrado o ingresso para pagar o custo do evento. o valor é R$ 38, isso mesmo, tem que ter 600 pessoas pagando R$ 38 cada para apenas pagar o evento. E o lucro da produção? As despesas, como gasolina, correria de divulgação, o investimento, o risco? Isso é uma profissão, é um trabalho, tem que gerar lucros, pois teve um alto investimento de risco. Quem tá de fora assistindo acha que é só ligar "Alô, rappa? vamos fazer um show aqui dia 10?" Ai senta e espera? não, não é assim, trabalhamos dia e noite para muitos se divertirem.
 
Gledson Damacena em 14/10/2013 09:01:28
Elias tartaruga e CLELIO AUGUSTO, os valores são referentes ao tamanho do custo do evento. É lógico que em são paulo por exemplo o show pode custar mais barato para uma banda nacional que mora em Sampa. Lá o contratante não precisa pagar hospedagem, passagem aérea para 10 a 12 pessoas, isso torna mais caro o ingresso pra cá.
R$ 30 acho um preço muito justo para um evento com uma banda de porte nacional.
Por exemplo, eu ja trouxe Raimundos, Matanza, Glória, Dead Fish entre outros e cobrei o mesmo preço praticado em outras capitais, mesmo eu tendo despesas de 12 aéreas etc.
O que acontece em Campo Grande é que a pessoa não vai no evento pq ta sem dinheiro pra pagar R$ 20 em um ingresso, mas no mesmo dia ela vai no BURGER KING e paga R$ 20 em um lanche.
 
Gledson Damacena em 14/10/2013 08:52:36
A velha choradeira dos preços dos shows em CG. O cara paga passagens, hotel, alimentação, taxi e ingressos pra ver um show fora, algo em torno de R$ 2000,00, mas chora horrores pra pagar R$ 20,00 pra um show no bar da cidade. Fica sem mesmo.
 
Sergio Arantes em 13/10/2013 21:59:18
Gosto de rock, mas com esta choradeira, né, fica difícil!
 
josé airton recalde em 13/10/2013 11:41:25
Campo Grande não tem uma casa de show como grandes cidades, tem tantos cantores, bons, todos os estilos de música, para todas as idades exemplo: pagode, sertanejo, MPB,
samba, rock etc.....
Quando você quer assistir o show : longe o local ou ar livre, banheiros feios , ingresso caro para o local, cansativo demora a começar. O show Roberto Carlos no guanandizão, isso é local .
 
ana moutinho em 13/10/2013 11:34:30
CLELIO, exatamente isso, e nao venha com esse papo de quer ver show bom paga caro, isso so aq em cg, tem lugar que 15, 20 reais, show de gabarito nacional, aq o cara quer fazer um show por ano e ganha tudo num dia
 
elias tartaruga em 13/10/2013 10:53:02
cobram os olhos da cara nos ingressos ai querem que o povo vá!!
 
CLELIO AUGUSTO em 13/10/2013 08:32:12
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.